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sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Acorda, presidente Temer!


Presidente Temer, 

Tenho maior respeito por Vossa Excelência, sobretudo como presidente da República do meu país. Mas, não posso me calar após ouvir suas declarações, hoje, nas emissoras de televisão, afirmando que Vossa Excelência recebeu a administração com recessão que alcança 7,9%, acumulado desde 2014. E reclamou de ter recebido herança de quase 12 milhões de desempregados. Presidente Temer, não adianta posar de coitadinho. O negócio é arregaçar as mangas e trabalhar, presidente!

Presidente Temer, com muito constrangimento que chamo atenção de Vossa Excelência, mas não poderei me calar após ouvir sua opinião, totalmente fora do tempo. Vosso Excelência assumiu a função de presidência da República no dia 12 de maio, portanto há mais de 4 meses e meio. Para mim e para a população, presidente Temer, as afirmações, embora verdadeiras, vieram fora do tempo. Sinceramente, presidente Temer, pensei em estar vendo repeteco de algum vídeo já exibido há algum tempo. Infelizmente, não era. 

Além do mais, presidente Temer, Vossa Excelência fez parte do governo Dilma por 5 anos, 4 meses e 12 dias. Vossa Excelência, em outra fala disse que foi vice-presidente figurativo. Desculpe, presidente, não conheço em cargos de tamanha importância como vice-presidente ser figurativo. Penso eu que, se Vossa Excelência não estivesse satisfeito com a função, à época, não deveria ter aceito concorrer ao cargo de vice-presidência na reeleição da presidente Dilma. Aceitou é porque concordava com a política econômica da presidente Dilma. 

Presidente Temer, após 4 meses e meio de gestão, creio que não está mais no tempo de reclamar sobre a 'herança maldita". Presidente Temer, o povo já está de "saco cheio" de ouvir falar, também, de ajustes fiscais e reforma de previdência. Presidente Temer, eu sei e o povo sabe que os ajustes fiscais são necessárias para colocar o País nos eixos. Mas, o povo não quer escutar este discurso. O povo quer saber do futuro promissor, presidente Temer. Já basta, o sofrimento decorrente da grave crise econômica que o País atravessa. 

O povo não quer saber da recessão e do desemprego. O povo está careca de saber que estamos dentro desse furacão que não pediu para entrar. Presidente Temer, o povo quer saber de Vossa Excelência quais são as medidas que estimulem os empresários a fazer investimentos no setor produtivo. Presidente Temer, quando o empresariado brasileiro voltar a investir, os empregos vão aparecer e a arrecadação de impostos vão crescer. Infelizmente, não vejo, presidente Temer, nenhuma medida que estimule os empresários a investir nas fábricas e nos setores primários da economia.  Pelo contrário, com juros à altura, nenhuma alma viva quer investir no setor produtivo, presidente. 

Presidente Temer, sinto dizer à Vossa Excelência, que a política econômica tocado pelos banqueiros e bancários, não trarão desenvolvimento ao País. Vossa Excelência colocou lobos para cuidar do galinheiro. Desse jeito, presidente Temer, agrada os banqueiros mas não estimula os empresários dos setores produtivos. Sem produção, presidente Temer, não tem emprego. Sem emprego não tem consumo. Sem consumo não tem arrecadação de impostos. 

Presidente Temer, não vamos olhar para trás. O que foi, foi. A responsabilidade de conduzir o País ao porto seguro, com o desenvolvimento sustentável é de Vossa Excelência. Se a equipe econômica que Vossa Excelência nomeou não traz soluções, troca-se a equipe econômica. Não adianta, na sua posição de chefe da Nação ficar lamentando pela herança maldita, todo o tempo, presidente. Vamos arregaçar a manga e procurar soluções, presidente Temer!

Presidente Temer, desculpe chamar atenção de Vossa Excelência, mas está na hora de voltar os seus olhos para o futuro do País. É o mínimo que o povo brasileiro espera de Vossa Excelência, presidente Temer. Gente disposta a ajudar colocar o País nos eixos, garanto que tem muitos. Acorda, presidente Temer!

Com respeito e consideração!

Ossami Sakamori


terça-feira, 27 de setembro de 2016

Padilha é o cara!


Cada dia que passa, cresce o espaço político do ministro chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, PMDB/RS. Neste início do mandato efetivo do presidente Temer, há trombadas públicas entre os membros do primeiro escalão e o ministro Eliseu Padilha tem sido o articulador para eliminar as divergências de opinião entre os ministros. Padilha se posiciona cada dia que passa como o homem forte do governo Michel Temer.

O ministro Padilha, no último dia 19, em São Paulo, substituindo o ministro de Relações Exteriores, José Serra, em viagem aos Estados Unidos, numa palestra à Associação Brasileira da Indústria de Máquinas - Abimaq, se referindo à atual situação econômica disse: "Creio na vitória final e inexorável do Brasil". Padilha sabe o que está falando. Padilha tomou lugar do Meirelles como porta-voz das notícias sobre a área econômica. 

Padilha, segundo os entendidos na política, é homem metódico que lida a política com muito trabalho e com precisão milimétrica. Segundo a grande imprensa, o Padilha errou o resultado da votação do impeachment da Dilma na Câmara dos Deputados apenas por 1 voto. O ministro chefe da Casa Civil, ainda segundo a grande imprensa, o Padilha teria acertado a votação do impeachment da Dilma no Senado Federal, "na mosca". 

Padilha foi ministro dos Transportes no governo FHC em 1999 e enfrentou um escândalo provocado pela denúncia de pagamentos irregulares de precatórios. À época, Michel Temer era presidente da Câmara dos Deputados e Geddel era líder do PMDB. Eles se expuseram em linha de defesa do Padilha. Dezessete anos depois, o PMDB assumiu o poder e os três "mosqueteiros" continuam juntos. 


Padilha, aos 70 anos, articula com desenvoltura os projetos sensíveis do governo Temer, como a PEC do teto dos gastos públicos ou LDO de 2017. Na prática, Padilha ocupa a função que seria de "primeiro ministro" se o regime do governo fosse parlamentarista. No primeiro momento, o ministro da Fazenda Henrique Meirelles parecia assumir esta função, mas cada dia que passa, Padilha, age como o capitão do time Brasil.

Padilha é advogado de formação, nascido em Canela, ex-engraxate, foi prefeito da cidade de Tramandaí, RS, de 1989 a 1992. Exerceu mandato de deputado federal pelo PMDB/RS e se aproximou politicamento do atual presidente Michel Temer, PMDB/SP, como foi dito anteriormente. 

Padilha é conciliador. É de sua autoria a frase: "Meia vitória é melhor do que uma derrota total". É também de sua autoria as frase como: "Não sei se o governo tem força para aprovar o texto como mandou" e "Nós não admitimos claraboias". O ministro Padilha é conciliador, mas tem mãos firmes, qualidade que falta ao presidente Temer. 

Padilha vai se firmando como homem forte do governo Temer. Padilha é o cara!


Ossami Sakamori



domingo, 25 de setembro de 2016

Brasil no oceano de incertezas



Não precisa ser economista de renome para diagnosticar a grave crise econômica que assola o País. A crise começou no final de 2014, com governo maquiando dados, para presidente Dilma ganhar eleição. Estatisticamente, com  a maquiagem, o Brasil cresceu 0,1% em 2014. O ano de 2015 teve retração de 3,8% e a estimativa é de que o ano de 2016 termine com retração de 3,3%. O fato é que o País vive a pior crise desde 1929, o ano da depressão mundial.

Os últimos dados da economia, ainda aponta forte desaceleração. O número líquido de trabalhadores demitidos no mês de agosto foi de 33 mil pessoas. A receita do governo federal continua em forte queda, aumentando ainda o "déficit primário". Mesmo com a previsão da receita extraordinária referente a repatriação de recursos ilegais no exterior, o Orçamento Fiscal de 2016 deve terminar com o "rombo" previsto de R$ 170,5 bilhões. É possível que o governo federal precise jogar algumas contas para o ano de 2017, os restos a pagar, para terminar dentro do "rombo" previsto. O quadro não é nem um pouco animador.

Na ponta da economia real, o número de desempregados segundo IBGE aponta para 12 milhões. A inflação corrente é de 8,9% ao ano. A economia deve encolher este ano em cerca de 3,3% segundo previsão do Boletim Focus do Banco Central. O número de pessoas inadimplentes no comércio está ao redor de 59 milhões, cerca de 40% da população adulta do País. Dentro deste quadro, o presidente Michel Temer afirma que a economia está em estabilidade. Michel Temer, como qualquer outros presidentes que o precedeu, vende imagem de otimismo ao povo brasileiro, no oceano de incerteza. 

Todo mundo sabe. Os trabalhadores sabem, os empresários sabem e os políticos sabem que o quadro da economia é muito grave.  Os investidores diretos resistem em fazer investimentos no setor produtivo, se o próprio governo federal oferece o atrativo do "dólar barato" (real valorizado) facilitando as importações e "taxa de juros reais" atrativos. Os empresários preferem investir nos títulos do governo com segurança total do que investir nas suas indústrias. Não havendo investimentos nas indústrias, não haverá novos empregos.

O governo não tem planejamento econômico para alcançar o desenvolvimento sustentável. O governo trabalha com estratégia de reações aos fatos, uma verdadeira operação tapa buracos, sem um planejamento econômico sustentável ao longo do tempo. O Brasil não resistirá por muito tempo, baseando a economia, criando "rombo" nominal de cerca de R$ 400 bilhões ao ano, para pagamento de juros da dívida pública federal. 

O governo Temer, só fala em ajustes fiscais, como se eles fossem as soluções para todos os problemas do País. Eu já disse nas matérias anteriores, de que os ajustes fiscais são apenas obrigações ou deveres de casa que qualquer presidente da República terá que cumprir, sob pena de perda de mandato. Até o programa de investimentos em infraestrutura anunciado com muito estardalhaço, o objetivo parece ser de arrecadar os "ágios de leilões" para ajudar a tapar parte do "rombo" do Orçamento Fiscal de 2017.

O governo Temer, até o momento, tem sido medíocre, na condução da política econômica. A equipe econômica, tem se preocupado na saúde do sistema bancário, privilegiando algumas poucas famílias, donos de bancos, do que no sistema produtivo brasileiro. Justifica-se, o ministro da Fazenda e o presidente do Banco Central faziam parte do sistema bancário até a véspera do empossamento nos respectivos cargos. São os lobos cuidando do galinheiro!

Recomendo leitura do BrasiltemFuturo, a nova matriz econômica

Ossami Sakamori







terça-feira, 20 de setembro de 2016

Lula da Silva, não chora, não!


Foi exatamente no gabinete do Lula da Silva que começou o maior esquema de corrupção que o País já viveu. Lula da Silva nega, esperneia, desmente, mas ele está metido até o pescoço com a ladroagem que aconteceu na Petrobras. Paulo Roberto Costa, Sérgio Gabrielli, Dilma e Lula da Silva devem se lembrar desta imagem registrada nos anais da imprensa brasileira, o início da formação da quadrilha. 

Há mais de 4 anos e meio que este blog vem chamando atenção para as ladroagens do Lula da Silva, não só no esquema de propinas da Petrobras, mas também em outros órgãos do governo federal. Vejam a lista de algumas das matérias, entre tantas, postadas neste blog. 

03/05/2015: Lula é um vagabundo!

Não chora, não, Lula da Silva! Você ainda vai para Aparecida "de a pé", descalço como você prometeu no seu último discurso contrapondo às denúncias do Ministério Público Federal em Curitiba de que não praticara corrupção. Não, você não é nenhum santo! Você e Dilma roubaram e deixaram que seus "companheiros" saqueassem os cofres públicos. 


Lula da Silva, você é um grande bandido! Venho denunciando suas falcatruas há mais de 4 anos e meio. Você querer se comparar ao Jesus Cristo é uma heresia. Você querer sair candidato à Presidência da República em 2018 é uma afronta à Justiça e ao povo brasileiro. 

Lula da Silva, seu lugar é no Complexo Penal de Piraquara junto dos seus companheiros, Zé Dirceu, João Vaccari Neto, Pedro Henry, André Vargas, Renato Duque e seu particular amigo Marcelo Bahia Odebrecht. 

Ossami Sakamori

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Nem Grécia, nem Tróia

Por colaboradora: Mônica Torres














"Política Econômica Equivocada”, é como o autor deste blog, generosamente expõe a “desastrosa” peça dirigida pelo nosso ministro da economia.

Não é para hoje, porque o povo brasileiro ainda está extasiado com o efeito “denúncia” provocado pelos rapazes da Lava-jato, e digerindo a falsa sensação de que tudo está se encaminhando bem na economia, mas em algum tempo isso vai vir à tona com força.

Sem muita noção da grandeza das consequências, o grande contingente de brasileiros é levado por uma correnteza que arrasta pelo caminho, problemas com T-O-D-O-S os seguimentos sociais. No volume do fluxo, estão educação, infraestrutura, saúde... todos de aspectos contaminados. Seriamente contaminados.

Mas a mesmice econômica parece que se contrapõe à razão e contempla a sensação de bem estar que a falsa providência do governo anterior promoveu.

impressão que dá, é que a campanha “Fora Temer” está incomodando o governo de tal forma, que foi montado um cenário econômico de falsa estabilidade, para que se dê um antídoto, um cala-boca àqueles que possivelmente diriam.. “eu não falei? ...eu não disse que ele não faria melhor?” um cenário para os jornais internacionais encabeçarem em suas notícias, manchetes do tipo “Brasil reaproxima investidores”, e por ai vai.

povo na sua desinformação sobre os efeitos de uma economia mal dirigida, e necessitando de relaxar a pressão, não enxerga o porvir do drama. O custo de funcionalismo público, pesa de tal forma nas costas da iniciativa privada, a vergá-los a cada “aumento real dado” pelo governo a essa classe parasitária. Não abrem mão dos privilégios.

Vem ai 33 privatizações.. o presidente se movimenta entre gregos e troianos, enquanto as reportagens sobre “o que sai dos caixas” em torneiras abertas, são ofuscados pelas notícias bomba diárias. Dirigem-se os olhares para preocupações que deveriam ser dos órgãos competentes, sobretudo os jurídicos, que deveriam fazer sua parte. Se o ex presidente Lula dependesse de postagens nas redes sociais e condenações pessoais para ser preso, já estaria preso a essa hora 1000 vezes por cada brasileiro. Mas o "deficit público" continua fazendo sua ascensão nos caixas e não se sabe onde isso vai parar.

A matéria deste blog "Fora Meirelles: Programas de Parcerias de Investimentos" pode ser traduzida quem sabe.. assim: Na tentativa de reaver a confiabilidade dos investidores, a equipe econômica, vende o que tem, para mostrar que pode pagar o que deve. Isso servirá talvez, para preencher o espaço de 2 anos que o governo ainda tem e colocá-lo numa posição "menos desconfortável" perante o povo. Em 2018, os olhos estarão nas eleições que o atual presidente não pretende disputar e ainda o povo, estará entretido demais com a copa do mundo, para ver o que realmente aconteceu. A equipe econômica deixará um buraco para o próximo governo.

Política econômica equivocada? ou.. desastre econômico?



Mônica Torres
@nictorres




domingo, 18 de setembro de 2016

Meirelles quer ser a jaboticaba do País.


Infelizmente, o Brasil é um país de "jaboticaba", a fruta típica da nossa terra. Os sucessivos governos da República vem praticando a política econômica diferenciado do mundo desenvolvido. O governo Temer não é diferente de nenhum dos outros dantes. A formulação da política econômica está nas mãos do banqueiro e ministro da Fazenda Henrique Meirelles.  

Meirelles serve aos banqueiros e especuladores financeiros antes de atender aos interesses do povo brasileiro. Meirelles está mais preocupado com a sobrevivência do Banco Original do grupo JBS/Friboi, recém criado por ele. Pensa ele: O setor produtivo que se lasque!

O governo Temer direciona atenção do povo brasileiro e dos agentes econômicos aos "ajustes fiscais" e às "reformas estruturantes" como se fossem as únicas soluções para o desenvolvimento sustentável do País. Repito mais uma vez, que os "ajustes fiscais" e "reformas estruturantes" são meios para formular o plano de "desenvolvimento sustentável", mas não o fim. Eles sozinhos não são suficientes para despertar os investidores diretos à aplicar os investimentos na produção. E sem os investimentos na produção, não há empregos. 

O equívoco está na condução da política monetária, sobretudo a "política cambial" e a "política de juros". A política monetária, pouco comentado pelos articulistas econômicas é conduzida pelo Ilan Goldfajn, indicado pelo Meirelles à presidência do Banco Central. Esta história de que o "câmbio flutuante" e a "taxa Selic alto" são dogmas para uma boa política monetária é conversa para "boi dormir". O buraco é mais para baixo!

O "dólar baixo" cria "sensação do poder de compra" ao povo brasileiro, mas desestimula o setor produtivo. O "dólar baixo", ao contrário do que uma boa parte dos economistas pensam, não é bom para o País. O "dólar baixo", ao mesmo tempo que coloca em dificuldade o setor de agronegócios, desestimula criação de novos empregos no setor de produção de manufaturados, voltados à exportação. Podemos dizer que o "dólar baixo" deixa de criar emprego no País para criar emprego lá fora, no estrangeiro.

A "taxa Selic" alta, hoje em 14,25%, com juros reais de 5% ao ano, desestimula os investidores diretos a aplicar recursos no sistema produtivo, deixando de criar novos empregos. Não há setor produtivo que dê tamanha rentabilidade, 5% ao ano, sem correr nenhum risco de negócio. Então, por que investir em fábricas correndo riscos desnecessários? A desculpa é que a "taxa Selic" alta é condição para segurar a inflação. Tudo mentira!  O governo trabalha com "taxa Selic" alta há mais de 2 anos e a inflação não cede. Além disso, há outros instrumentos no Banco Central adequados para arrefecimento da inflação.

Meirelles quer ser a "jaboticaba" do País. Que ele queira ser a "jaboticaba" é problema dele, mas que o povo não pode carregar os sacrifícios impostos pela política econômica equivocada, isto não deve. As mentiras repetidas acaba como se fosse verdadeiras, como sempre fez o governo do PT. Vamos cair na real, vamos!

Meirelles quer ser a jaboticaba do País

Ossami Sakamori


sábado, 17 de setembro de 2016

#ForaMeirelles : Programa de Parcerias de Investimentos


O governo Temer estima arrecadar R$ 24 bilhões com o Programa de Parcerias de Investimentos em 2017. O objetivo parece ter sido o de apresentar ao investidor especulativo de que o governo Temer pretende fazer um esforço fiscal para diminuir o rombo do Orçamento Fiscal de 2017, previsto em R$ 139 bilhões. Em comparação com o rombo do Orçamento Fiscal de 2016 que está estimado em R$ 170,5 bilhões seria um "esforço fiscal".

O anúncio das obras de infraestrutura ficou em segundo plano. O governo não anunciou o volume de investimento das obras e serviços elencadas e nem os prazos em que deve ocorrer tais obras. Para mim, ficou claro que o ministro Henrique Meirelles quer mostrar ao mercado financeiro internacional de que está fazendo o esforço fiscal. O release distribuído para imprensa mostra claramente isto, pouco fala sobre os benefícios que as privatizações irão trazer à população. 

Meirelles e Temer quer mostrar ao mercado internacional de que está fazendo esforço para melhorar o resultado primário do Orçamento Fiscal. Vão vender tudo para cobrir o rombo do Orçamento Fiscal de 2017. Só não sabemos o que será do Orçamento Fiscal de 2018, sem o dinheiro dos ágios dos leilões de privatizações. 

O governo Temer perdeu oportunidade de chamar atenção do povo sobre o volume de obras que serão executados nos próximos anos e os benefícios que estas trarão. Não anunciou nem o volume de investimentos e nem o prazo de execução das obras e ou serviços. Isto mostra claramente que o Programa de Parcerias de Investimentos foi feito à "toque de caixa" para poder anunciar o volume de ágio dos leilões de privatizações de obras e ou serviços. O volume de "arrecadação" dos ágios das privatizações no próximo ano, 2017, será de R$ 50 bilhões, decorrentes das obras e ou serviços que listo abaixo:

Aeroporto de Porto Alegre
Aeroporto de Salvador
Aeroporto de Florianópolis
Aeroporto de Fortaleza
Terminais de combustíveis de Santarém (PA)
Terminal de trigo do Rio de Janeiro
Trecho das BRs-364/365, entre Goiás e Minas Gerais
Trecho das BRs-101/116/290/386, no Rio Grande do Sul
Ferrovia Norte-Sul
Ferrovia Ferrogrão
Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol)
Hidrelétrica de São Simão, na divisa entre Minas e Goiás
Hidrelétrica de Miranda (MG)
Hidrelétrica de Volta Grande (MG)
Hidrelétrica de Pery (SC)
Hidrelétrica de Agro Trafo (SC)
Quarta rodada de licitações de campos marginais de petróleo e gás natural
Décima quarta rodada de licitações de blocos exploratórios de petróleo e gás natural sob o regime de concessão
Segunda rodada de licitações do pré-sal sob o regime de partilha de produção
Mina de fosfato de Miriri entre Paraíba e Pernambuco
Mina de cobre, chumbo e zinco, em Palmeirópolis (TO)
Mina de carvão em Candiota (RS)
Mina de Cobre em Bom Jardim de Goiás (GO)
Venda de distribuidoras e companhias de saneamento:
Companha de Eletricidade do Acre (AC)
Amazonas Distribuidora de Energia (AM)
Boa Vista Energia (RR)
Companhia Energética de Alagoas (AL)
Companhia Energética do Piauí (PI)
Centrais Elétricas de Rondônia (RO)
Companhia Estadual de Águas e Esgotos (RJ)
Companhia de Águas e Esgotos de Rondônia (RO)
Companhia de Saneamento do Pará (PA)
Celg Distribuição (Goiás)
Lotex – empresa da Caixa de loteria instantânea

Se realmente efetivar os leilões de privatizações de obras e serviços conforme listados, será o maior programa de privatizações dentro do Plano Real. É uma pena que isto está sendo feito de forma açodada e atrapalhada com intenção de cobrir parte do "déficit primário" de 2017. 

Receio que as privatizações de obras e serviços serão oferecido num ambiente econômico, o pior possível. O risco Brasil está em alta (grau de especulação), a taxa básica de juros Selic está 5% acima da inflação, a inflação perto de dois dígitos (10%) e País em depressão profunda. Estas condições fazem com que o "ágio" das privatizações de obras e serviços seja o menor possível. Estamos vendendo tudo, no pior momento da história. 

O que me assusta é a "improvisação" das privatizações e a "urgência" que isto está sendo tocado, com a finalidade principal, não o das obras de infraestrutura, mas apenas com intenção de arrecadar os "ágios" dos leilões para cobrir o "déficit primário" de 2017. Só não sabemos o que vai vender para cobrir o  "déficit primário" dos anos subsequentes.

Isto faz parte da política econômica equivocada do ministro da Fazenda Henrique Meirelles.

#ForaMeirelles !

Ossami Sakamori



terça-feira, 13 de setembro de 2016

O Brasil de Carmen Lúcia e Eduardo Cunha está igual dantes.



Ontem foi dia de "prato cheio" para a grande imprensa. Refiro-me a posse da ministra Carmen Lúcia como presidente do STF e do CNJ e cassação de mandato de deputado do Eduardo Cunha. Até parece que o Brasil irá mudar à partir de hoje. Sinto dizer a vocês que nada muda para nós reles cidadãos.

Nem a ministra Carmen Lúcia, agora investida no cargo de presidente do STF e do CNJ, vai conseguir mudar a estrutura viciada do Judiciário brasileiro, onde há dois tipos de clientela, o pobre e rico. Com a saída do Eduardo Cunha o Congresso Nacional parece que o parlamento ficou esterilizado, mas não ficou. 

O STF continuará como agora, em velocidade de dar sono, o julgamento dos parlamentares envolvidos no Lava Jato. Para quem assistiu a posse parecia um outro mundo. O Procurador Geral da República Rodrigo Janot citou a Lava Jato como prioridade e atenção que deveria merecer do Judiciário. No entanto, nenhum parlamentar foi julgado pelo STF, enquanto o juiz Sérgio Moro já condenou vários réus da Lava Jato, numa velocidade de um jato.

A Câmara dos Deputados quis mostrar ao povo brasileiro de que com a cassação do deputado Eduardo Cunha teria completado a faxina do parlamento. O Senado Federal também cassou o senador Delcídio do Amaral, pego na tentativa de obstrução da justiça. Nada além disso. No entanto, segundo a própria grande imprensa, ainda há cerca de 40 parlamentares envolvidos na Lava Jato, rechegado de figurões que mandam na República, sem que tenha virado sequer réu na Lava Jato. 

O País de hoje está igual de ontem. O Brasil se meteu num buraco sem fundo e não sabemos quando vai sair dele.

Ossami Sakamori
@BrasilLivre




domingo, 11 de setembro de 2016

O povo continua no mesmo buraco!

 Oh, nóis!

Imagine que você caiu em um buraco de 7 metros. Ainda que você suba um metro, você ainda tem seis metros de buraco. O Brasil caiu nesse buraco e a economia terá de crescer 7% para voltar ao nível de 2014. E isso só deve acontecer em 2020. Esse é o tamanho do estrago de Dilma e Lula"
Professor Simão Davi Silber
A frase é de autoria do professor de economia da FEA/USP Simão Davi Silber. Querendo ou não querendo, a USP é ou foi reduto do petismo, por isso pincei a frase como significante. 

Pouca gente se atentou ao fato de que atravessamos a pior crise econômica desde 1929. Independente da autoria da culpa sobre o quadro grave da economia, infelizmente, a equipe econômica tem feito pouca coisa, ou quase nada, para reverter o atual quadro. Pelo contrário, Henrique Meirelles e econômica tem repetido a velha e tradicional dogma neoliberal. 

Quase solitariamente, venho tecendo crítica ao receituário da política econômica implementada pelo Ministério da Fazenda e Banco Central do governo Temer. A minha crítica é pela falta de gatilhos para o desenvolvimento sustentável do País ou em outras palavras um plano de desenvolvimento para o País para os próximos anos. O tão falado ajuste fiscal é apenas meio, mas não é nenhum indicativo ou direção para que o Brasil tenha desenvolvimento sustentável ao longo dos anos.

Como afirmou o professor Simão Davi Silber, estamos no fundo do poço, mas ainda tem um longo caminho para recuperar a perda sofrida nos últimos dois anos, sobretudo. A escalada da saída do poço, para os investidores nacionais e estrangeiros, é feita na escuridão. Não sabemos ainda para que lados vamos quando sairmos desse poço. Aliás, o povo brasileiro foi jogado com falsas promessas e falsas sensações de bem estar coletivo. 

Não acredito na equipe econômica comandada pelo ministro da Fazenda, o banqueiro Henrique Meirelles, consultor de empresa envolvida em falcatruas da Operação da Polícia Federal. 

Enquanto isto, o povo continua no mesmo buraco. 

Ossami Sakamori

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Grace Mendonça na AGU

Crédito da imagem: Estadão

Até que enfim, Michel Temer nomeia uma mulher para um cargo importante na estrutura do governo federal. A nomeada é Grace Maria Fernandes Mendonça para o cargo de advogada geral da União, no lugar do Fábio Medina Osório. A nomeação veio na edição extra do Diário Oficial da União nesta sexta-feira, dia 9. 

Com a substituição, presidente Temer pretende resolver dois problemas: a manutenção do funcionário da equipe da Dilma e incluir uma mulher no primeiro escalão do governo, marcado pela presença maciça de homens. A nomeada é funcionária de carreira da Advocacia Geral da União. O posto já foi ocupado pelo José Eduardo Cardozo na gestão da Dilma. 

O antecessor Fábio Medina era indicado pelo ministro chefe da Casa Civil Eliseu Padilha, com quem teve série de atritos que culminou com a sua demissão, segundo grande imprensa. O governo Temer quer elevar o status da Advogacia Geral da União ao do ministério. 

Na estrutura do poder, Grace Mendonça é na prática a segunda mulher a ocupar um cargo importante do governo Temer. Até hoje, a Maria Silvia Bastos Marques era única mulher com cargo de relevo na estrutura do Poder Executivo. 

Sucesso e longa vida para a Grace Mendonça!

Ossami Sakamori


quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Relação incestuosa do Meirelles e JBS/Friboi.


O ministro da Fazenda Henrique Meirelles esclareceu à imprensa que fazia parte do Conselho Consultivo da empresa J&F, a "holding" do grupo econômico JBS/Friboi, até véspera de ser nomeado chefe da equipe econômica do governo Michel Temer.  Informou ainda, o ministro da Fazenda, que seus serviços era consultoria ao grupo econômico J&F, sendo que a maior parte dos serviços foi para ajudar na montagem do Banco Original para o grupo.  O esclarecimento veio depois que os irmãos Joesley e Wesley Batista, donos do grupo econômico JBS/Friboi, estão sendo coercitivamente prestar depoimento na Polícia Federal, no âmbito da Operação Greenfield. A Operação deflagada investiga as operações fraudulentas nos fundos de pensão das estatais Petros, Funcef, Previ e Postalis. 

Já no mês de janeiro de 2014, o jornal Folha dizia: "Sob o argumento de promover a internacionalização e reduzir a informalidade, o BNDES injetou, por da meio da compra de ações e títulos, R$ 12,8 bilhões em frigoríficos como JBS, Mafrig e Independência desde 2007. A cifra corresponde a 9% do orçamento do banco em 2014".  O governo Dilma, através do BNDES promoveu maior concentração no setor de frigoríficos, sob alegação de competitividade no exterior. Já o Lula da Silva dizia que era preciso criar "players" brasileiros no mundo global, entre eles o JBS/Friboi e Odebrecht.

No dia 19 de janeiro de 2014, portanto há mais de dois anos e meio, eu já comentava sobre a injeção de dinheiro do BNDES para o JBS/Friboi: "O dinheiro dos empréstimos ou participações do banco de fomento federal somem no ralo, sem dar a mínima explicação ao mercado e ao contribuinte. Foi o que aconteceu, também, com os empréstimos do BNDES, no montante declarado pelo próprio BNDES de R$ 10,6 bilhões concedidos ao grupo OGX. Simplesmente, ninguém explicou para onde foi parar o recurso público".  

Comentei ainda: "As notícias da Folha aponta que Mafrig do grupo JBS se encontra em situação delicada.  Consta na notícia, também, que JBS assumiu uma dívida junto ao BNDES no montante de R$ 5,85 bilhões na aquisição da empresa Seara pertencente a Mafrig, para não deixar a Mafrig naufragar de vez.  Foi dada uma espécie de sobrevida a Mafrig, do grupo JBS, para evitar escândalo igual ao que aconteceu com a OGX do Eike Batista".

Completava eu no meu comentário: "O grupo Mafrig é apenas ponta de "iceberg" dos empréstimos "fajutos" do BNDES aos frigoríficos.  Isto, não sou eu que estou a afirmar, mas no mercado financeiro até o engraxate da Bovespa sabe que o rombo maior é da empesa JBS. Para quem não sabe, com a ajuda do Lula & Dilma, o grupo se tornou maior empresa no setor de frigoríficos, e maior faturamento do Brasil".  

"Estes Batistas, referindo-me aos irmãos Joesley e Wesley, têm comportamento megalomaníaco do outro Batista, o estelionatário Eike Batista.  Acontecem e esbanjam com o nosso suado dinheiro do sistema BNDES.  Os dois irmãos, são empresários que não tem 40 anos de idade e não herdaram fortuna dos pais.  Ambos Batistas tem em comum os padrinhos Lula & Dilma.  Isto explica a repentina ascensão".  


Fui contundente ao dizer, à época: "Enquanto permanecer os governos Lula & Dilma, os  Batistas dos Friboi do Tony Ramos, estarão na mídia e estarão blindados com o dinheiro fácil do BNDES.  Só para lembrar, o presidente do Banco Central do Lula, o banqueiro Henrique Meirelles é o principal articulador do grupo junto ao governo da Dilma. Costa quente eles tem, até demais.  Até quando o grupo JBS/Friboi vai viver às custas do BNDES, ninguém sabe.  Só Dilma sabe!

O jornal Estadão comenta nesta semana: "Um possível atraso na reestruturação societária da JBS e a percepção de obstáculos no refinanciamento da dívida da empresa são as principais preocupações do mercado em relação à JBS, após a operação Greenfild, que investiga gestão temerária e fraudulenta nos fudnos de pensão estatais brasileiros. Apesar de não envolver a processadora de carnes diretamente, a investigação tem como alvo a Eldorada Celulose, empresa controlada pela mesma holding, a J&F".

O que questiono é a existência de relação promíscua entre o ministro da Fazenda Henrique Meirelles, o formulador da política econômica do governo Michel Temer, e o grupo JBS/Friboi, investigado como "gestão temerária e fraudulenta" pelo Ministério Público Federal. Como quer o presidente Temer que o mercado financeiro nacional e internacional depositem confiança na política econômica formulada pelo Henrique Meirelles, o principal consultor do grupo JBS/Friboi, alvo de investigações pela Polícia Federal.

Já em outra matéria, afirmei antes das eleições de 2014 que o grupo JBS/Friboi seria o maior doador da campanha da Dilma para presidência da República. E foi. O grupo JBS/Friboi foi o maior doador individual à campanha presidencial de 2014 aos candidatos Dilma e Aécio. Cada uma das campanhas presidenciais recebeu mais de R$ 300 milhões ou seja, na somatória, mais de meio R$ bilhão. Assim garantiu o grupo JBS/Friboi a vaga cativa para o Meirelles na Fazenda. Só não enxerga quem não quer.

Henrique Meirelles não tem condições de permanecer à como formulador da política econômica do governo Temer, sendo que ele fazia parte do grupo econômico que permitiu a "falcatrua" e "ladroagem" do dinheiro público.  

Meirelles não reúne condições de permanecer como principal figura da equipe do presidente Temer.

Ossami Sakamori
@Brasillivre


domingo, 4 de setembro de 2016

Dilma não é nenhuma coitadinha!



Segundo revista Veja, a ex-presidente Dilma vai morar no endereço nobre da cidade de Rio de Janeiro, após deixar o Palácio da Alvorada. O imóvel fica a 200 metros da Avenida Vieira Souto, o endereço dos mais enricados do País. O imóvel pertence à mãe da petista, a Dilma Jane, segundo Veja. Na Vieira Souto, no mesmo bairro de Ipanema, mora o dono da Construtura Delta, o Fernando Cavendish, o larápio.

Para os fãs da Dilma que imaginou que ela, coitadinha, iria morar no apartamento de 120 metros em Porto Alegre, ficaram aliviados. Dilma vai morar em um dos endereços mais cobiçados do País, o bairro de Ipanema. Sendo ex-presidente, Dilma vai contar com efetivo de 15 homens que vai fazer segurança pessoal e tarefas de apoio, tudo pago pelo contribuinte. Poucas pessoas do Brasil tem os mesmos privilégios da Dilma. 

Além de tudo, a Dilma vai morar no reduto dos seus apoiadores. Vai contar com a companhia do senador Lindbergh Farias, do governador Pezão, do prefeito Eduardo Paes, do Tarso Genro, do cantor Chico Buarque, da atriz Letícia Sabatella. Vai morar na cidade sede da Petrobras e BNDES, infestados de petistas. Enfim, Dilma vai se sentir em casa no meio dos seus amigos das desventuras.

Quanto ao fatiamento da decisão de afastamento do cargo da presidência da República, Dilma sabe que não vai ser confirmado no STF. Não é bem assim como a senadora Kátia Abreu disse no púlpito do Senado Federal de que cassado o mandato, Dilma poderia "dar aulas" em uma escola qualquer para complementar a renda da aposentadoria do cargo de presidente. Dilma não tem contas na Suíça, mas tem depósitos em qualquer principado. A história do futuro pretérito vai desvendar o quanto a Dilma é "honesta" (sic). 

Dilma, apesar de mostrar a marca da idade, não é nenhuma coitadinha!

Ossami Sakamori


sábado, 3 de setembro de 2016

Falta o gatilho na economia!


Henrique Meirelles declarou na reunião de negócios entre empresários da China e do Brasil, em Xangai, de que "as previsões são de um crescimento de 1,6% em 2,5% em 2018. A tendência histórica do Brasil é ter taxas substancialmente maiores e vamos voltar a crescer ao redor de 4% em média", segundo agência de notícias.

No entanto, segundo a pesquisa Focus realizada pelo Banco Central entre economistas, a expectativa é de crescimento de 1,23% do PIB em 2017 e 2% em 2018. Não sei de onde o ministro da Fazenda Henrique Meirelles foi buscar o número superior à expectativa do mercado. No seu discurso ele disse como que fosse opinião dos empresários a sua própria. Coisa de gente que acha que é dona da verdade. Vamos engolir mais esta.

Henrique Meirelles próximo de completar 4 meses à frente da equipe econômica, não apresentou ainda, nenhum plano para saída da grave crise econômica que se meteu o País. Vamos lembar que a atual crise econômica é a prior desde 1929, ano da depressão mundial. O plano de ajuste fiscal é insuficiente para tirar o País da encrenca que se meteu. 

Meirelles limita-se a apresentar o plano de ajuste fiscal através do PEC do "teto" dos gastos, que nada mais é do que o "piso" dos gastos do governo federal. Na prática a PEC é uma Emenda Constitucional que substitui a Lei da Responsabilidade Fiscal de 2001. O PEC estabelece como o teto o "déficit primário" de 2016, que na prática servirá como piso dos gastos para próximos 20 anos. 

A equipe econômica apresenta como plano de investimentos do governo federal as concessões de serviços públicos de infraestrutura no País, sob forma de Parcerias Público-Privado. No entanto, o objetivo está claramente definido de prover "arrecadação" com os ágios nos leilões das concessões. Meirelles precisa de R$ 50 bilhões de ágios nos leilões para fechar as contas do Orçamento Fiscal de 2017. Ministro da Fazenda conta com o aumento de impostos, se a receita sobre concessões não alcançar os objetivos traçados, isto ele já deixou bem claro. 

Na gestão da presidente Dilma, fiz críticas contundentes sobre a falta de um efetivo Plano de Desenvolvimento Sustentável. O governo Temer, à frente da equipe econômica o banqueiro Henrique Meirelles, parece seguir o mesmo caminho da presidente Dilma, sem apresentar um plano que mostre aos agentes públicos e privados, o destino seguro e próspero para o País, para que ele entre no trilho do desenvolvimento sustentável.  Henrique Meirelles parece estar muito mais preocupado em proporcionar renda real (5% ao ano) aos investidores especulativos nacionais e internacionais, do que o destino do País. 

Ajuste fiscal é meio, não o fim. Sem o gatilho (plano de desenvolvimento sustentável) o País continuará à deriva no oceano da incerteza, como dantes. Acorda agentes públicos! Acorda, economistas! Acorda, empresários! Acorda, povo! 

Ossami Sakamori