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terça-feira, 21 de março de 2017

Eleições em Lista Fechada

Crédito da imagem: Estadão

Segundo grandes jornais, principais lideranças da Câmara dos Deputados, incluído o presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia, DEM/RJ, defendem a Lista Fechada. Leio no Estadão de que o ministro Dias Toffoli, que sucederá a ministra Carmen Lúcia na presidência do STF, à partir do meado de 2018, é também favorável à Lista Fechada nas eleições de 2018.

Todos os deputados envolvidos direta ou indiretamente na Operação Lava Jato que investiga a ladroagem na Petrobras, são favoráveis à Lista Fechada. Certamente, os ministros envolvidos na Lista da Odebrecht, também. 

Lista Fechada é utilizada em alguns países desenvolvidos do mundo, para preservar os "feudos" de políticos "tradicionais".
Aplicar Lista Fechada nas eleições brasileiras, justamente, no meio de investigações da maior ladroagem que o País já teve notícia, parece um legislação eleitoral "encomendada" para os parlamentares corruptos.  De certa forma, impede a renovação dos parlamentares em cada eleição. 

O eleitor vota na "legenda". Isto quer dizer que o eleitor vota no partido ou na cabeça de chapa da "coligação", se esta continuar existindo. Na máquina que tem possibilidade de fraude, para votar no deputado federal ou estadual, o eleitor votará no número do partido ou na "legenda" que encabeça a chapa de deputados.  Deputado: número de dois dígitos e plim, plim!

O partido ou a legenda registrará no TRE de cada região uma "lista pré-ordenada" de deputados, escolhidas em convenções de cada partido ou coligação para aquela eleição. Em resumo, os "caciques" dos partidos, os atuais mandatários, obviamente, estarão no topo das listas de deputados federais e estaduais. É uma espécie de "cadeira cativa" para os atuais deputados, tanto federais como estaduais. 

Resumindo. A Lista Fechada ou a Lista Pré-ordenada tem apenas o objetivo de manter os atuais parlamentares, citados nas listas de empreiteiras da Lava Jato, com o "foro privilegiado". Nada mais!

Ossami Sakamori

segunda-feira, 20 de março de 2017

Jantar do Temer não era Friboi !

Crédito da imagem: Estadão

O assunto sobre a Operação Carne Fraca da Polícia Federal não tem muito mais o que comentar. Só mesmo alguns pontos para demonstrar que o País é de improviso e demonstra característica típico do terceiro mundo. Realmente, o Brasil está localizado no hemisfério sul, acabei de crer. Ainda bem que a picanha servido no jantar de ontem não era Friboi. 

A estatística apresentada pelo presidente Temer numa reunião entre empresas e produtores ligados a pecuária brasileira, foi estarrecedor. Presidente Temer quis minimizar o efeito da Carne Fraca dizendo que "apenas" 21 frigoríficos estão sob "suspeita", dentre mais de 4 mil estabelecimentos. Questão de "higiene alimentar" ter 1 frigorífico em investigação já abalaria a estabilidade de um governo se tivesse acontecido em países do primeiro mundo. "Apenas" 21 frigoríficos foi demais para minha conta.

O ministro Blairo Maggi, na entrevista que eu assisti pessoalmente, criticou a atuação da Polícia Federal, sem que o Ministério da Agricultura fosse "avisado". Bem, sobre este tema, não vou comentar. O que ministro sugere que em qualquer investigação, o investigado seja avisado previamente. Coisa da cabeça do ministro e empresário do agronegócio. 

A última consideração é sobre o jantar oferecido para os embaixadores dos países importadores de carne bovina brasileira. A churrascaria em questão é uma casa especializada em "carnes importadas". Segundo apurou o jornal Estadão, os funcionários foram unânimes em afirmar que as carnes servidos naquele estabelecimento são todas importadas. Ainda, segundo Estadão, o dono do restaurante teria informado ao jornalista da casa que a "picanha" servida no jantar era do Frigorífico Minerva. Ah, bom! Não foi picanha Friboi. 

Por fim, a foto tirada com os funcionários da churrascaria, a mim lembra, não sei porque, a foto do Sérgio Cabral em Paris, na famosa "dança dos guardanapos". Espero que a foto do topo não traga maus augúrios para o setor agro-pecuário e nem ao presidente Temer. 

Ossami Sakamori

sábado, 18 de março de 2017

Operação Carne Fraca!

Crédito da imagem: Estadão

A Operação Carne Fraca da Polícia Federal pegou as principais empresas frigoríficas do País, de surpresa, ao que parece. Para mim e para os leitores deste, o que foi revelado não é novidade nenhuma. Quando antecipo os fatos com muita antecedência, até os leitores deste blog ficam desconfiados de que eu estaria "exagerando" nas notícias. Não, não é! Eu  comento, mas a grande imprensa não noticia assuntos negativos dos seus principais clientes, por motivos óbvios.

Certo é que não falei sobre a BRF do empresário Abílio Diniz, uma das maiores fortunas do País. Mas, falei insistentemente, sobre a JBS/Friboi do mesmo segmento de negócios e envolvido no episódio da Operação "Carne Fraca". Certo também é que a JBS/Friboi é a maior beneficiária individual do sistema BNDES. 

Já em 2 de maio de 2013 escrevi Tony Ramos vendendo carnes JBS/Friboi. Aí tem! , em 30 de abril do mesmo ano tinha feito uma matéria sobre JBS/Friboi e doença da "vaca louca" e para completar em 25 de agosto de 2014 (ano de eleições) escrevi JBS/Friboi é a maior financiadora da Dilma 2014 . As matérias citadas tem tudo a ver com a Operação Carne Fraca. Acesse às outras matérias através de "palavra" chave no espaço destinado às pesquisas neste blog. 

Seja como for, os órgãos fiscalizadores tomam atitudes com muito atraso em relação às reclamações da população. Ou melhor, os agentes públicos, uma minoria, envolvidos em "maracutaias" acobertam os empresários com "costas quentes". Ambos empresários nominados aqui, tem trânsito livre no Palácio do Planalto, em qualquer governo. Felizmente, ainda temos a Polícia Federal e o Ministério Público, os bastiões da vigilância, para investigar os malfeitos. 

No fundo, no fundo, o governo Temer não tem moral para fiscalizar coisa nenhuma. A chapa Dilma/ Temer foi eleito contando com a contribuição expressiva da empresa envolvida na Operação "Carne Fraca", a JBS/Friboi. Além de tudo, o governo Temer tem 6 ministros em suposto envolvimento na lista de "propinas" de uma outra mega empresa, a Odebrecht. 

O Brasil é um verdadeiro "navio do Capitão Gancho"!

Ossami Sakamori


quinta-feira, 16 de março de 2017

Quem recebe propina não vai para cadeia!


Não sou defensor das empresas que pagaram "propinas" aos agentes públicos, pegos de calças curtas nas operações da Lava Jato. Pelo que sei, as empresas Odebrecht, Andrade Gutierrez, UTC, Camargo Correia, OAS, Queiroz Galvão, Mendes Junior e outras citadas na Lava Jato, não são nem um pouco "santas". As empresas envolvidas na Lava Jato formavam um verdadeiro "cartel"   de empreiteiras que prestavam serviços, sobretudo na Petrobras. O que me espanta que as empreiteiras, algumas, já estão na cadeia e os parlamentares no "foro privilegiado". 

De princípios, a formação de cartel de empreiteiras para fornecimento de serviços para o governo ou especificamente à Petrobras, são "donos absolutos" sobre a situação diante de concorrência. Cartel é combinação de fornecimento de serviços ou produtos, feito em cima da "tabela" da própria Companhia, por "fila de espera", definindo a vencedora pelo desconto simbólico. 

No esquema de "cartel", de princípio, não precisaria pagar nenhuma "propina" para conseguir os contratos de obras, já que obedece a uma "fila de atendimento". E, o governo entregaria àquela empresa "vencedora" da concorrência "pro forma" pelo preço de tabela. Não havendo "sobrepreço" o governo não teria prejuízo, já que as obras seriam executadas pela "tabela" estabelecida pelo próprio governo.

Na prática, o que há é um verdadeiro "achaque" de "propinas" por parte dos agentes públicos, seja ele parlamentar ou diretores das Companhias nomeados por estes. As empreiteiras se submetem a este "esquema" de "propinas" para não serem "perseguidas" e ficarem fora da "fila de espera" das obras. As empreiteiras no Brasil são totalmente "subservientes" aos agentes públicos, ao contrário de imagem que a imprensa quer passar. As empresas não são santas, é verdade, mas elas não são responsáveis sozinhos pelo verdadeiro esquema de "corrupção".  Se não tivesse quem "achacasse" não haveria pagamento de "propinas".

Como me disse o taxista que me levava do Aeroporto de Brasília para um Hotel da Capital Federal: "Os que pagaram "propinas" estão presos, mas os que receberam estão "soltos". Esta frase já tinha ouvido na rede social, mas ouvido de uma pessoa simples do povo, o taxista, me causou um certo constrangimento, por fazer parte da classe formadora de opinião, mas totalmente impotente diante dos fatos que ocorrem no País. 

Senti na alma, o que o taxista quis se referir. Ele vivendo na Capital Federal, deve estar sentindo de perto as denúncias contra deputados e senadores e nada acontecerem com eles por terem o "foro privilegiado". Naquele momento, senti impotente em não poder dar resposta adequada a não ser simplesmente concordar com o que ele me dissera. Eu que já fui professor universitário, naquele momento, senti-me totalmente insignificante e um verdadeiro bosta!

Quem recebe "propina" não vai para cadeia!

Ossami Sakamori


segunda-feira, 13 de março de 2017

Até tu, Aécio?

Crédito da imagem: Folha

Nem tudo é flor para os tucanos. A grande imprensa divulga com destaque o recebimento de doação do senador Aécio Neves, PSDB/MG, do grupo Odebrecht, para a campanha presidencial de 2014. Segundo depoimentos "vazados", o senador tucano Aécio Neves teria feito pedido de doação ao grupo Odebrecht, quando se viu em situação difícil no quadro de pesquisas no primeiro turno, com possibilidade de não entrar para o segundo turno das eleições daquele ano. O codinome do senador na planilha do grupo Odebrecht seria o "mineirinho", segundo o empreiteiro.

Os leitores deste sabem que fiz campanha à favor do Aécio Neves nas eleições de 2014, após a morte do governador Eduardo Campos. Os fatos estão registrados neste blog. Apesar de ter sido eleitor do Aécio, atualmente filiado ao PV, não me furtarei em registrar atitude não republicana do senador mineiro, aliás, muito comentado pela imprensa. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. 

Independente do que venha acontecer no quadro político do País, creio que a melhor forma de passar o país a limpo é deixar que as Instituições da República funcionem dentro da normalidade, previsto na Constituição. Que a Justiça dê o seu veredicto final deste caso, "sem paixões", apesar desta estar "contaminada", com posições notórias de cada ministros do STF. Ainda assim, vamos acreditar na "probidade e independência" dos ministros do STF em relação aos julgamentos dos políticos, do Aécio e dos outros que deverão ocorrer à partir das "delações colaborativas" do grupo Odebrecht, com o foro privilegiado. 

Brasil merece ser passado a limpo!

Ossami Sakamori


domingo, 12 de março de 2017

Temer não gosta do cheiro do povo!


Presidente Michel Temer, esteve no Nordeste para inauguração do primeiro trecho da Transposição do Rio São Francisco. A obra teria custado até o momento cerca de R$ 5 bilhões. A Transposição foi iniciado no governo Lula da Silva, em meio a polêmica sobre a validade da obra. 


Fora a citação da "paternidade" da obra, que presidente Temer avocou para si, a inauguração ocorreu tudo como dantes. Como nos tempos dos últimos meses do governo Dilma, a solenidade ocorreu num palanque montado protegido com os já famosos "cercadinhos". Até nisso, o Temer se assemelha à presidente Dilma, tal é a afinidade com a antecessora.

O presidente Temer, assim como Dilma, não se mistura na multidão. O presidente Temer é igual a ex-presidente Dilma, não gosta do cheiro do povo. O termo "cheiro do povo" foi citado pelo ex-presidente Figueiredo ao justificar a não familiaridade em misturar-se na multidão disse que preferia o cheiro de cavalo ao cheiro do povo.  Claro, Michel Temer deve preferir o perfume da primeira dama ao cheiro do povo.

Temer não gosta do cheiro do povo!

Ossami Sakamori


sexta-feira, 10 de março de 2017

Meirelles anuncia o "voo da galinha"

Crédito da imagem: Estadão

O desespero do governo Temer é tanto que, para um pequeno indício de crescimento do setor industrial do mês de janeiro em relação ao mês anterior, dá como certo  que há retomada do crescimento do País. Isto foi enfatizado pelo ministro Henrique Meirelles na reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social e dito à imprensa. 

Tecnicamente, o ministro Henrique Meirelles sabe que a configuração da tendência da economia, tanto faz, para cima ou para baixa, há que se confirmar a mesma tendência em dois trimestres consecutivos. Disse, ministro Meirelles de que o primeiro trimestre deste ano, o resultado do PIB trimestral deve fechar no terreno positivo. Mesmo assim, tecnicamente, não se pode dizer que o País saiu da recessão.  Meirelles, com economista e banqueiro, sabe muito bem disso!

Na outra ponta, o IBGE divulgou o dado de desempregados, em carteira assinada, ascende a 40 mil vagas, somente no mês de janeiro. Portanto, o quadro geral de desempregados no País teve um pequeno acréscimo em relação a 12,9 milhões de desempregados. Vale lembrar também que o número de desalentados continua no patamar de 12 milhões de trabalhadores. Somado ambos números, o número de trabalhadores desempregados e em sub-empregos continua no patamar preocupante de 25 milhões de trabalhadores. 

Ontem, a Serasa Experian divulgou o número de pessoas inadimplentes no País. O número de pessoas negativadas ascende a 59,7 milhões de pessoas, correspondente a cerca de 40% da população adulta. Isto significa que em cada 10 pessoas, 4 pessoas estão negativadas. Curiosamente, o número de inadimplentes no País ascende à população de maioria dos países do mundo.

A retomada do desenvolvimento "sustentavelmente" só deverá ocorrer com medidas econômicas de profundidade. Eu chamo isto de "gatilho" para o desenvolvimento, já comentado em minhas matérias. Por enquanto, as notícias que vem do Planalto vai na contra-mão do desenvolvimento. O ministro da Fazenda, em declaração à imprensa, aventa a hipótese de aumento de carga tributária para fechar as contas do Orçamento Fiscal de 2017, conforme previsto no LDO/2017.

Diante das considerações feitas, não temo em dizer que o País está longe de demonstrar a retomada do crescimento sustentável. Tomara que o número setorial positivo não seja o "voo da galinha".

Ossami Sakamori


quarta-feira, 8 de março de 2017

Temer e Dilma são almas gêmeas!

Crédito da imagem : Estadão

Michel Temer anunciou ontem, o programa de investimento em infraestrutura ao valor previsto de R$ 45 bilhões. A notícia, à primeira vista, alvissareira, como sinal de retomada de investimentos, porém, não passa de mais um "marketing político" para tentar reverter a baixa popularidade do governo.

As obras em licitação, algumas delas, se referem às obras já prontas e em funcionamento, como aeroportos e linhas de transmissão de energia elétrica. Na prática, não haverá investimentos de "porte" nas obras citadas, de imediato. Nestas obras, o grosso do investimento já foram feitas pelas empresas estatais como Infraero e Eletrobras. 

Para que os leigos possam entender, os investimentos em infra-estrutura é feito ao longo de alguns anos, que deverão ser especificados em cada licitação. A criação de novos empregos, na melhor das hipóteses, em decorrência destas licitações, deverá ocorrer somente à partir de 2018. O governo ao anunciar com se fosse resolver, de imediato, o problema do desemprego no País, está levando uma "falsa esperança" ao povo brasileiro. 

O governo Temer tem pressa em colocar em licitação as obras anunciadas. O motivo é outro. O motivo principal é fazer caixa para fechar o Orçamento Fiscal de 2017. Os R$ 45 bilhões citados pelo presidente Temer não é exatamente o valor dos investimentos em infraestrutura. Os R$ 45 bilhões anunciados com "estardalhaço" é previsão de dinheiro que deve entrar no Tesouro, decorrente dos "ágios" de leilões de concessões e ou privatizações. 

No curto prazo, o governo Temer quer resolver o problema do Caixa para tentar fechar o Orçamento Fiscal de 2017, com o "rombo" ou o "déficit primário" dentro da meta. Ainda assim, com os R$ 45 bilhões previstos, o Tesouro deve fechar o Orçamento Fiscal de R$ 135 bilhões previsto no LDO para 2017.

No médio e longo prazo, à partir de 2018, as obras licitadas deverão criar empregos, mas nada que venha mudar substancialmente o atual quadro de desemprego. Há que haver outras medidas na política monetária para que a criação de empregos venha ocorrer, após a mais grave crise econômica do País. Não vamos nos iludir com as medidas anunciadas. 

Governo Temer usa "marketing" para tentar reverter o péssimo grau de aceitação. Temer não é nada diferente da antecessora Dilma. Não é difícil imaginar o motivo que levou o Temer ter aceito participar da chapa Dilma/ Temer nas eleições para o segundo mandato. 

Temer e Dilma são "almas gêmeas".

Ossami Sakamori


domingo, 5 de março de 2017

Por que não o "Fora Temer"

Crédito da imagem: Veja

Segundo a revista Veja, a defesa do presidente Temer estuda a possibilidade de pedir a impugnação todos os depoimentos de delatores da empreiteira Odebrecht ao TSE, ocorridos na semana que passou. Os argumentos são de que os depoimentos baseou-se em ato ilegal, ainda segundo a revista.

O pedido dos advogados, claramente, tem o objetivo de "procrastinar" o andamento do processo de cassação da chapa Dilma/ Temer, que move o PSDB, no TSE. Para isto, tem justificativa. Até o mês de maio ocorre a troca de dois membros do TSE, que seus substitutos serão indicados pelo presidente Temer. Além do mais, o ministro relator do processo Herman Benjamin deixará o posto no TSE, no mês de outubro próximo.

No mérito, a cassação da chapa Dilma/ Temer é considerado como certa. Presidente Temer quer "procrastinar" o processo para o próximo ano. O próximo ano, já é o ano de eleições para renovação do mandato dele e dos membros do Congresso Nacional. Levando o julgamento para o próximo ano, acredita o Michel Temer de que não haverá mais clima para cassação de mandato às vésperas de encerrar o mandato, em 31 de dezembro. 

Pelo visto, o País continuará a viver gestão Michel Temer, no meio de lamaçal de denúncias de recebimento de "propinas" e recebimento de dinheiro sujo, "caixa 2", para campanhas eleitorais de 2014, da sua própria e dos aliados políticos. Como disse o novo líder no Senado Federal: Suruba por suruba, suruba geral ! Este é o clima que retrata a política brasileira, no momento. 

Enquanto isto e sobretudo por isso, o Brasil continua a viver a pior crise econômica dos últimos 100 anos. Contrariando as notícias da recuperação da economia pela grande imprensa, o IBGE divulgou o número de "novos desempregados", com carteira assinada, referente ao mês de janeiro. Terminou em 40 mil. O quadro social continua deteriorando a cada dia no rastro de um contingente de quase 25 milhões de desempregados e desalentados. 

O País se submete à vontade do Michel Temer, um homem cheio de "vaidades pessoais" que quer "sobrepor" seus interesses pessoais sobre os interesses da maioria da população. O vice-presidente que ascendeu ao cargo máximo pela cassação do titular, está cercado de mesmos "corruptos" que cercavam a antecessora Dilma Rousseff, titular da chapa que o elegeu em 2014. 

À essa altura, só tenho de invejar o povo sul-coreano, que colocou mais de "2 milhões nas ruas da capital" daquele país, pedindo o afastamento "imediato" da sua presidente da República, igualmente envoltos em "corrupção". 

Porque não o Fora Temer? 

Ossami Sakamori



quinta-feira, 2 de março de 2017

O bobo da corte somos nós!

Crédito da imagem: Estadão

Para o Marcelo Odebrecht, ex-presidente do grupo empresarial que leva o seu sobrenome, em depoimento prestado para Herman Benjamin, relator do processo que o PSDB move contra chapa Dilma/ Temer, pelo abuso do poder econômico, disse ter sido o "bobo da corte" do esquema de maior ladroagem dos cofres públicos.  Até a Operação Lava Jato, Marcelo Odebrecht se achava "rei da cocada preta". Pelo visto, o isolamento da Colônia Médico Penal de Pinhais, região metropolitana de Curitiba, o fez mudar de conceito.

Segundo a grande imprensa, o valor acertado para campanha eleitoral da chapa Dilma/ Temer de 2014, foi de R$ 150 milhões, sendo 80% em forma de Caixa 2. Do total, segundo Marcelo Odebrecht era contrapartida da MP do Refis que beneficiou a empresa Braskem, controlada pelo grupo Odebrecht.  Segundo o ex-presidente do grupo Odebrecht, a então presidente da República Dilma Rousseff, em viagem internacional, fora advertida de que parte do dinheiro seria paga com os "recursos ilícitos" escondidos em paraísos fiscais. No depoimento, o Marcelo Odebrecht confirmou que parte dos recursos da campanha presidencial da chapa Dilma/ Temer, foi transferido para as contas da Mônica Santana, sócia e companheira do marqueteiro João Santana. 

Toda trama já tinha sido levantada pela Lava Jato no decorrer de várias fases, uma delas a Operação Xepa que teve como alvos o marqueteiro João Santa e sua companheira Mônica Santana. Única dúvida que pairava, até ontem, era se o Marcelo Odebrecht se "manteria em silêncio" ou se "confirmaria" toda trama, já de conhecimento dos leitores.  Marcelo Odebrecht confirmou tudo que foi dito antes. 

Quero fazer reparo no depoimento do Marcelo Odebrecht sobre o "destinatário" do termo "bobo da corte". Creio que o "bobo da corte" não é, certamente, o herdeiro de uma das maiores fortunas do País, o mega empresário Emílio Odebrecht.  O "bobo da corte" somos nós, o povo, que assistimos a tudo isto como se o episódio tivesse ocorrendo em algum outro país, menos no Brasil.  A família Odebrecht está "menos ricos", mas continua dando as "cartas" no País. 

O "bobo da corte" somos nós!

Ossami Sakamori




sábado, 25 de fevereiro de 2017

O "pacote" do José Yunes é explosivo!

Crédito da imagem: Estadão

O depoimento espontâneo do José Yunes à Procuradoria Geral do MPF vai dar desdobramento político inimaginável. O depoimento liga o advogado e amigo do presidente Michel Temer à intermediação da suposta entrega de R$ 1 milhão pelo operador do PMDB Lúcio Funaro ao presidente Michel Temer, via José Yunes, à mando do Eliseu Padilha. 

O próprio advogado José Yunes se antecipou à divulgação da delação premiada feito pelo principal executivo da Odebrecht à PGR do MPF.  O assunto se refere ao pedido de R$ 10 milhões, do presidente Michel Temer ao Marcelo Odebrecht, na residência oficial do vice-presidente, na presença do Eliseu Padilha. 

Sabe-se que, dos R$ 10 milhões de contribuições para o PMDB prometido pelo Marcelo Odebrecht, R$ 6 milhões foi entregue para a campanha do Paulo Skaf, PMDB/SP, ao governo do estado de São Paulo, em 2014. A cota de R$ 4 milhões seria destinado ao ministro da Secretaria de Aviação Civil do governo Dilma, o Eliseu Padilha.  Eliseu Padilha teria repassado da sua cota parte, um montante de R$ 1 milhão, em espécie, num "pacote", supostamente, para o presidente Michel Temer, utilizando-se o escritório do advogado José Yunes. 

Diante da declaração espontânea do José Yunes, a Procuradoria Geral do MPF deve abrir um inquérito para investigar o destino da doação "eleitoral" de R$ 10 milhões para o PMDB, por parte do grupo empresarial Odebrecht. O processo deverá ocorrer no STF por ter o ministro Eliseu Padilha, o foro privilegiado. No ditado popular, José Yunes, quer tirar o dele da "reta", antes que a "bomba" exploda no seu colo. 

O assunto veio como uma "bomba" ao presidente Temer, no momento delicado, da "dança de cadeira" dos ministros e da liderança do governo na Câmara dos Deputados. A semana que seguirá à do carnaval, o assunto José Yunes deverá ferver no Palácio do Planalto e nos bastidores do Congresso Nacional!

O "pacote" do José Yunes caiu como uma "bomba" no colo do Michel Temer. 

Ossami Sakamori

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

José Yunes é "mula involuntária" do "propinoduto" da Lava Jato

Crédito da imagem: Estadão

O tradicional jornal Estadão publica na edição de hoje, matéria sobre o motivo que levou demissão do José Yunes do cargo de assessor do presidente Michel Temer no Palácio do Planalto. Nada seria extraordinário se o assunto não envolvesse a figura do próprio presidente da República. Tudo leva a crer que ele foi intermediário da "doação caixa 2" do Odebrecht para o PMDB. 

Segundo o Estadão, José Yunes, amigo pessoal do presidente Michel Temer, admite ter recebido um "pacote de documentos" em seu escritório do doleiro e operador de propinas do PMDB, à pedido do atual ministro Eliseu Padilha. Ainda segundo Estadão, o advogado disse ter recebido o "pacote de documentos" em seu escritório de advocacia na cidade de São Paulo e que na ocasião teria conversado com o doleiro e que não o conhecia anteriormente. Posteriormente, segundo o advogado, o "pacote de documentos" fora repassado para uma pessoa que não saberia identificar, através da sua secretária.

José Nunes, segundo o Estadão, teria sido uma "mula involuntária" no episódio que motivou o seu afastamento de assessor especial do presidente da República com assento no Palácio do Planalto. Para quem não sabe, o termo "mula" é usado para a pessoa que transporta mercadoria ilícita como "drogas" para atravessar a fronteira. 

O tal "pacote de documentos" (sic) é provável que seja parte da doação do Marcelo Odebrecht prometido em reunião social no Palácio do Jaburu para campanha eleitoral do PMDB, no montante de R$ 10 milhões. Segundo a delação, R$ 6 milhões teria entregue à campanha do Paulo Skaf, PMDB/SP, para o governo de São Paulo. E o restante, R$ 4 milhões ficou ao encargo do atual ministro Eliseu Padilha indicar o seu destino. Parte do dinheiro destinado à cota do Padilha, exatamente R$ 1 milhão, teria sido entregue no escritório do advogado José Nunes. É de supor que o "pacote de documentos" continha "em espécie" R$ 1 milhão, que supostamente teria como destinatário o Michel Temer, atual presidente da República.

Desta forma, o advogado José Nunes se declara "mula involuntária" do "pacote de documentos" que teve a origem na conversa entre Michel Temer e Marcelo Odebrecht no Palácio do Jaburu. Vai ser difícil presidente Temer dar explicações sobre a ocorrência com tantas evidências.  Foi assim com a origem do dinheiro que foi comprado o Fiat Elba pelo ex-presidente Collor de Mello, supostamente com o dinheiro de sobra da campanha eleitoral. Deu no que deu, Collor foi cassado pelo Congresso Nacional. 

José Nunes é "mula involuntária" do "propinoduto" da Lava Jato.

Ossami Sakamori

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

José Serra desembarca do governo Temer!

Crédito de imagem: UOL

No mesmo dia em que o ex-ministro Alexandre Moraes, indicado pelo presidente Temer para o cargo de ministro do STF, foi aprovado pelo plenário do Senado Federal, o ministro de Relações Exteriores José Serra, PSDB/SP, pediu demissão em caráter irrevogável ao cargo de ministro de Relações Exteriores, alegando motivo de saúde. José Serra retorna ao cargo do senador da República.  

Coincidência ou não, ontem, o TSE na ação movido pelo PSDB contra o registro da chapa Dilma/ Temer, contou com um novo ingrediente, que ao meu ver é "bombástico". O relator da matéria resolveu acatar como elemento importante para sua convicção, as delações colaborativas do Marcelo Odebrecht e do casal João e Mônica Santana. Os fatos já denunciados na Justiça Federal de Curitiba, se referem ao pagamento de parte das despesas da campanha Dilma/ Temer, "no exterior". Vamos lembrar que a legislação proíbe recebimento de doações de recursos no exterior, para qualquer campanha eleitoral.

Só mesmo uma "suruba geral" (sic), poderá salvar Michel Temer, da cassação do registro da chapa Dilma/ Temer pelo TSE. Cassada a chapa, Temer perde o mandato e direitos políticos por 8 anos. A decisão de cassação da chapa Dilma/ Temer fica ilegível por 8 anos, também, a ex-presidente Dilma, que apesar de mandato cassado manteve os direitos políticos no julgamento numa sessão de "suruba geral" (sic) do Senado Federal. 

Segundo a grande imprensa, o julgamento da chapa Dilma/ Temer pelo TSE deverá ocorrer até o mês de maio deste ano. Não se tem notícia, ainda, se o novo ministro do STF Alexandre Moraes fará parte do TSE quando do julgamento da chapa pelo pleno do TSE. De qualquer forma, em sendo julgado pela cassação da chapa pelo TSE, ainda cabe recurso no STF. Na melhor das hipóteses, o recurso do processo deverá ocorrer no mês de agosto próximo. 

A grande imprensa, comercialmente, está impedido de comentar acintosamente sobre a vida de qualquer cliente. Em sendo o governo federal, o principal cliente de qualquer órgão de imprensa, por óbvio, há uma omissão generalizada de comentários que envolvem o principal mandatário do País. 

A manobra do senador José Serra, PSDB/SP, para este que escreve, mais parece um "abandono do barco à deriva", que tem grande possibilidade de submergir no meio da "suruba geral" (sic), do que pelo motivo alegado para sua demissão ao cargo de ministro de Relações Exteriores. 

Ossami Sakamori


terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Brasil está suruba geral !

Crédito da imagem: Estadão

Em reação à discussão sobre permanência ou não de foro privilegiado para parlamentares, senador Romero Jucá, PMDB/RR, líder do governo Temer no Congresso Nacional, segundo o tradicional jornal Estadão, assim reagiu: "Se acabar o foro, é para todo mundo. Suruba é suruba. Aí é todo mundo na suruba, não uma suruba selecionada".

Segundo dicionários, "suruba" é sexo grupal feito por vários homens e mulheres, numa verdadeira orgia. Segundo entendimento popular, "suruba" é uma festa feita por homens e mulheres para comemorar algum objetivo obtuso alcançado utilizando-se de muitas "sacanagens".

Está perfeita a descrição do senador Romero Jucá, senador da República Federativa do Brasil, "suruba" é o que acontece com costumes brasileiros pelos já notórios "bandidos", "corruptos", ladrões do dinheiro de cofres públicos.  "Suruba" é a relação "incestuosas" que acontecem entre nos mais altos poderes da República, incluindo neste alguns membros do Executivo, parlamentares do Congresso Nacional e alguns membros do poder Judiciário. Isto é "suruba geral" como bem disse o senador Romero Jucá.

Enquanto muitos representantes do povo nos três poderes da República fazem "suruba", uma verdadeira festança com dinheiro subtraído dos cofres públicos, o outro lado do Brasil é de doer na alma de qualquer cidadão digno. O desemprego, a falta de oportunidade de negócios para os pequenos empresários, os privilégios das grandes fortunas saltam aos olhos de cidadão mais comuns desse País. 

Nenhum cidadão do bem, não quer participar dessa "suruba" geral. Um cidadão do bem quer oportunidade de trabalho. Um cidadão do bem quer ganhar o seu quinhão com o suor do seu trabalho. Um cidadão do bem quer ser milionários correndo riscos inerentes aos negócios, muita vezes passando noites indormidas, mas sem o "suruba". A maioria do cidadão brasileiro é honesto e trabalhador. A maioria da população ganha o seu sustento com muito suor. 

"Suruba" é o que chefe da ladroagem, o Lula da Silva fazia com o dinheiro do contribuinte. "Suruba" é o que fazia José Dirceu com negociatas envolvendo os poderes da República. "Suruba" é o que Dilma fazia permitindo os seus séquitos, utilizar-se da estrutura do Estado para enriquecimento ilícito. "Surubas" são os julgamentos "direcionados" pela mais alta Corte do País. "Suruba" é o que acontece no Palácio do Planalto, hoje, com nomeação de ministros acostumados com a praticar "surubas". O nosso presidente da República deve entender muito bem da "suruba". 

Romero Jucá definiu bem a atual situação do Brasil. O País é comandado pelos praticantes de "surubas", enquanto a maioria do povo trabalha de "sol a sol" ganhando o mísero salário, que mal dá para cobrir as despesas do mês. Brasil virou um país que uns poucos andam de lanchas e jatinhos de R$ milhões, comprados com o dinheiro da "suruba", enquanto o povo anda de coletivo apinhado de gente, espremido,  durante horas, para acessar a um "trabalho" digno.

Uma hora esta "suruba" vai acabar como acabou a farra das bíblicas cidades de Sodoma e Gomorra. Não há mal que dure para sempre. O Brasil haverá de ressurgir das cinzas, após a queda dos que praticam tais atos. 

Ossami Sakamori

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Na política, quem faz, paga!



Alexandre Garcia da Rede Globo falou hoje no "Bom dia Brasil" a existência de verdadeiro "enclave" na Capital Federal. Lembrei-me que escrevi em 30 de março de 2014 matéria sobre a ocupação do Complexo de Maré pelo Forças policiais brasileiras, com o título: "Haiti é aqui!". É interessante como o mundo dá muitas voltas, mas a realidade brasileira em nada muda. Leiam a matéria até o fim e tire as próprias conclusões. 

ocupação do Complexo da Maré demorou menos de 15 minutos com participação da Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Federal, além da Marinha brasileira.  A operação teve participação de 1.180 policiais militares e 132 policiais civis com apoio de 21 blindados da Marinha. Uma cerimônia de hasteamento da bandeira nacional encerrou a tomada do complexo, segundo informou o jornal Folha.

O Complexo da Maré conta com 15 favelas e compõe de 130 mil moradores. O complexo como é denominado era dominado por duas "facções criminosas", traficantes de drogas e uma "milícia" armada.  Para quem não tem familiaridade com o termo, a milícia armada é composta pelos integrantes dos policiais militares da ativa e policiais reformados que atuam informalmente na exploração de comércio clandestino de todo tipo de serviços.

O conjunto de favelas é delimitado pela Avenida Brasil, entrada da Rodovia Dutra à cidade de Rio Janeiro, por um lado e por outro lado a Linha Vermelha que liga o Aeroporto Tom Jobim (Galeão) ao centro da cidade de Rio de Janeiro.  O conjunto, ainda é cortado por Linha Amarela que liga Ilha do Fundão, onde se localiza a UFRJ, à zona oeste da cidade.  A descrição geográfica foi feita, exatamente, para mostrar a importância e o tamanho do Complexo da Maré.

Pois, este complexo que, geograficamente, faz parte integrante da cidade do Rio de Janeiro, funciona como verdadeiro "enclave" dentro da própria cidade, sem a presença efetiva do poder público.  É como uma "cité du soleil" do Haiti, um enclave no país do Caribe, localizado dentro do próprio território brasileiro. Para quem não sabe, a "cité du soleil" é tutelada pelo Exército brasileiro à serviço das Nações Unidas (à época da matéria). 

Para confirmar a minha afirmação de que o complexo é um "enclave" dentro da cidade de Rio de Janeiro, basta ver que, com a "tomada" do Complexo, simbolicamente, foi hasteamento a bandeira brasileira, como se aquele território, pela primeira vez fizesse parte do território brasileiro. Diga-se de passagem, uma verdadeira operação de guerra, para "tomada" do território, antes pertencentes às "facções criminosas" e às "milícias armadas".

Nem é preciso explicar que este tipo de "enclave" existe por causa da "ausência completa" do poder público. Comunidade é eufemismo para descrever uma verdadeira cidade dentro de outra maior.  É fácil de constatar a ausência dos serviços públicos essenciais, como unidade de pronto atendimento à saúde pública e também unidades de ensino fundamental, assim como creches para dar suporte às mães trabalhadoras.  Além, é claro, da delegacia de polícia que será substituída por uma "delegacia de lata".

Não adianta nada a instalação das UPP, instalações provisórias de "delegacias de latas", abrigadas provisoriamente em "containers".  O poder público é incapaz de construir delegacias de alvenaria de forma definitiva, além das unidades de pronto atendimento de saúde, escolas de ensinos fundamentais, creches para crianças e demais serviços públicos essenciais à população como água, esgoto e luz.


Diante da ausência do Estado, tanto municipal, estadual ou federal, as "ocupações" de complexos, seja do Alemão, da Rocinha ou da Maré, mais cheira interesse político eleitoreiro do que propriamente atendimento efetivo à necessidade da população.  A ocupação do Complexo da Maré, parece atender à realização da Copa 2014, bem como servirá de base para campanha eleitoral da presidência da República.  

Coincidentemente ou não, a ocupação ocorre na véspera da desincompatibilização do governador Sérgio Cabral para concorrer ao Senado Federal.  O ano de 2014, também, é marcado pela tentativa de reeleição da presidente Dilma ao cargo de presidência da República.  

Há que os postulantes de mais altos cargos públicos da República tomem atitudes mais pró-ativas para inserção da população menos favorecida ao contexto da sociedade brasileira.  Não basta "delegacias de latas" espalhados pelos quatro cantos! Não basta discursos de inserção social, sem que leve os serviços públicos essenciais, de qualidade, à comunidade "pacificada". 


Acorda Sérgio Cabral !  Acorda Dilma ! O povo está de olho em cada passo de vocês!

Isto tudo foi dito em 30 de março de 2014. 

Dilma Rousseff foi eleita presidente da República em outubro de 2014  e foi "cassada" no dia 31 de agosto de 2016. O ex-governador Sérgio Cabral não se candidatou ao Senado Federal e atualmente encontra-se "preso" no Complexo Penal Bangu 9, na cidade de Rio de Janeiro. 

Ossami Sakamori

domingo, 19 de fevereiro de 2017

O Lula será preso, sim!

Reunião da Quadrilha no Palácio do Planalto

Segundo a revista Veja, um levantamento feito pelo não tão conhecido Instituto Paraná Pesquisas, feito após a morte da Marisa Letícia, se o ex-presidente Lula deveria ser preso ou não.  O resultado da pesquisa do Instituto deu "empate técnico" com ligeiro favorecimento para o "não". Isto mais parece uma pesquisa encomendada pelo PT. Quem pagou a pesquisa não foi revelado, como são feito normalmente.

Vamos direto ao assunto. À essa altura, com delações premiadas de vários empreiteiros da Lava Jato, não resta mais nenhuma dúvida que Lula é chefe da "Quadrilha" que tomou conta do Palácio do Planalto, por 13 longos anos. Independente da fase do processo, ele já responde na Justiça Federal de Brasília e de Curitiba por 5 processos. Os advogados do ex-presidente Lula "se esperneiam", mas o destino do Lula é ser, inexoravelmente, condenado em segunda instância até às eleições de 2018. 

Não vamos perder tempo, discutindo sobre as filigranas jurídicas sobre a possibilidade de absolvição do Lula da Silva em qualquer jurisdição da Justiça Federal, sejam os processos de Brasília ou de Curitiba. O fato é que Lula será condenado, em segunda instância, pela Justiça Federal. É apenas questão de tempo. Em sendo condenado na segunda instância não poderá se candidatar ao cargo eletivo pela Lei da Ficha Limpa. 

Agora, vem a "operação socorro", paga pelos aliados políticos do ex-presidente. São matérias encomendadas como esta que estamos a fazer referência. Os defensores do Lula quer dar dimensão política para uma questão criminal. Isto mais parece um "déjà vu" de um episódio de mesma dimensão e natureza ocorrido na Itália. Assim como lá, a Quadrilha daqui está "infiltrado" em todos os poderes da República. Os nomes dos membros da Quadrilha são conhecidos, só não são ditos em voz alta por medo de represálias. A Quadrilha já deixou muitas vítimas, nestes últimos 13 anos no poder.

Não resta nenhuma dúvida de que: o Lula será preso!

Ossami Sakamori



sábado, 18 de fevereiro de 2017

NI HAO!



Com o objetivo de atrair capital chinês, o governo Temer quer alterar a lei para vender terras para estrangeiros (chineses). Segundo a grande imprensa, o governo Temer quer aprovar a lei que permite ao investidor estrangeiro comprar até 100 mil hectares de terra para produção, podendo ainda arrendar outros 100 mil hectares. O tamanho da terra, os 100 mil hectares, seria maior que muitos municípios brasileiros. Para visualizar o tamanho da terra, imagine dimensão de terra de 25 km x 40 km. Isto para cada empresa estrangeira! Isto é o resultado do tão festejado  sopinha de letras: BRICS! 

O relator do projeto é o deputado Newton Cardoso Júnior, PMDB/MG. Ainda segundo grande imprensa, o relator do projeto acredita que o fim da proibição das compras de terra pelo estrangeiros podem destravar investimentos da ordem de R$ 50 bilhões. É tudo que o governo Temer quer com o objetivo único de atrair capital estrangeiro. Temer age como "cafetão" sedento de dinheiro da intermediação. Quem está com o sorriso de orelha a orelha é o presidente chinês Xi Jinping (foto acima). 

Ao mesmo tempo que o governo Temer vai permitir a compra de terras por estrangeiros, será encaminhado nos próximos dias, também, permissão do controle total de capital das companhias aéreas pelos estrangeiros. Seria como oficializar a situação de fato, porque as maiores empresas aéreas que operam no Brasil já são de estrangeiros, com dupla nacionalidade. Do ar a terra, perdemos o controle do capital nacional para estrangeiros. O Brasil vai entrar com a mão de obra, como nos tempos da colônia. 

O certo é que o Brasil nunca pertenceu ao povo brasileiro. Brasil foi e será eldorado para estrangeiros. As maiores empresas industriais do País são predominantemente estrangeiros. Mesmo as companhia "genuinamente" brasileira como a Petrobras, tem seus fornecedores predominantemente estrangeiros. Brasil não possui tecnologia de ponta. Brasil só tem dimensões de terras continentais, que agora será explorada pelos chineses. 

Infelizmente, temos piores indicadores sócio-econômicos dentre 40 maiores economias do mundo. Entregando a chave do País para Xi Jinping, quem sabe o Brasil venha ocupar um lugar de destaque na economia global. Por enquanto, estamos na "rabeira" da "rabeira". E para nossa vergonha, ocupamos o topo da lista dos países mais "corrupto" do mundo!

Por via das dúvidas: Ni hao!

Ossami Sakamori



terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Michel Temer assume o novo estilo de governar!

Crédito da imagem: Estadão

Concluo que deve ter acabado gente honesta em Brasília. Presidente Temer anunciou que "uma simples menção não pode ser modo definitivo de incriminar ou afastar do cargo. Se houver denúncia contra o ministro este será afastado provisoriamente (sic)", se referindo aos seus ministros.  Disse ainda o presidente Temer que uma vez o ministro se transformar em réu o afastamento é definitivo".  Ao afirmar tal procedimento, Michel Temer previne-se com as delações premiadas das empresas Odebrecht, Camargo Correa, UTC, OAS, Andrade Gutierrez e Mendes Júnior. 

Ao que parece, o pronunciamento é para "justificar" a manutenção do nome do ministro Moreira Franco da Secretaria Geral da Presidência, com status de ministro, enquanto o nome dele, o "Angorá", é citado 34 vezes na lista da Odebrecht.  Assim como ele, o Moreira Franco, o ministro chefe da Casa Civil do governo Eliseu Padilha está citado na delação da Odebrecht. O governo Temer está "coalhado" de nomes que fazem parte da relação de "propinas", conhecido como "Caixa 2", de uma ou várias empreiteiras da Lava Jato.

O governo Temer está na "ofensiva". O próprio presidente da República faz parte da delação da Odebrecht, que teria solicitado "doação" de R$ 10 milhões para o seu partido PMDB. Sendo que parte desse dinheiro "Caixa 2" teria sido entregue no escritório do seu amigo pessoal à mando do atual ministro chefe da Casa Civil Eliseu Padilha. 

Nada disso é novidade. A grande imprensa deu destaque aos fatos mencionados aqui. Apenas reproduzo os fatos noticiados. 

A inovação do presidente Temer é o fato de colocar um "parâmetro" para permanência ou não dos ministros dentro do seu governo. Presume-se que o critério que vale para ele, valha para seus ministros. Para o bom entendedor, quem está citado nas delações de empreiteiras da Lava Jato como beneficiários da "propina" na forma de "Caixa 2", fica no governo até que a Justiça o transforme em "réu" no processo. Até lá, os ministros continuam com o "foro privilegiado".  Segundo a grande imprensa, o STF vai decidir hoje, sobre o futuro do ministro "Angorá". 

Para o mundo civil, o procedimento do Temer seria até correto: "Qualquer pessoa é inocente enquanto não for condenado". Porém, no mundo político, em qualquer parte do mundo civilizado, os indícios de recebimento de "propinas"  é motivo para perda de funções do Executivo. No mundo desenvolvido há vários exemplos de políticos que perderam função apenas por suspeita de recebimento de "propinas" das empresas. A lista é tão grande que deixarei de citar aqui.

Michel Temer inaugura o novo estilo de governar o País. Pode ser nomeado ministro, um político que faz parte da delação premiada de empresas, que tenha participado da ladroagem do dinheiro público, desde que não seja "réu". Se a moda pega, o Palácio do Planalto poderá ter como inquilinos qualquer membro de uma facção criminosa, desde que não seja "réu". 

Michel Temer assume o novo estilo de governar!

Ossami Sakamori
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