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terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Roda Viva, Tuma Jr, ontem.

Assisti ontem a noite, Roda Viva da TV Cultura.  O entrevistado o ex-delegado Romeu Tuma Jr.  Pergunta e resposta bater pronto.  Gostei da entrevista, de modo geral.  Mas, percebi a nossa velha e odiosa cultura de inversão de valores.  

Veja o que pretendo dizer. Vocês hão de concordar comigo.  Neste País, se preocupa mais em investigar os denunciantes do que os denunciados.  Eu falo dos denunciantes identificados.  Longe de defender denúncias anônimas que circulam nas redes sociais e dossiês falsos que passam de mãos em mãos.

Basicamente, a entrevista se resumiu em jornalistas perguntarem se o entrevistado Tuma Jr tinha provas sobre as denúncias que ele tinha feito no seu livro, recém lançado.  Não procurou aprofundar na matéria que muita gente já tinha lido no livro. Tem prova disso ou tem prova daquilo.  Ficou um tanto enfadonho.

Em qualquer país do mundo civilizado, todas denúncias são averiguados, mesmo que a partir de pequenos indícios ou suspeitas.  A identidade dos denunciantes são preservados.  Não tem nada de vazamento de informações a cerca das investigações.  Isto virou, rotina neste País. O denunciado tem o tempo de se blindar, com os vazamentos, propositais ou não.

O que eu quero dizer que neste País, o denunciante vira réu.  Este blogueiro já passou por situações que confirmam o fato. Nãovem ao caso.  Mas, vou me ater sobre a denúncia apresentada pelo Senador da República, Álvaro Dias, a cerca de "lavagem de dinheiro", com loterias da Caixa Econômica Federal.  Ele denunciou que uma determinada pessoas, já tinha ganho mais de 250 prêmios de loterias de diversas modalidades.  Denunciou também, um determinado ganhador, ganhar apostas em 4 cidades em estados diferentes, no mesmo dia.  O que aconteceu com senador da República? Pasmem! Ele foi processado pela CEF.

Dizem as instituições guardiãs das leis, que se tem alguém que pretende denunciar que vá munidos de provas documentais.  Só para lembrar, as leis brasileiras, não acatam provas documentais que não sejam colhidas com determinação judicial.  Então, fica naquele jogo de empurra.  As instituições exigem provas documentais, que as próprias instituições não aceitam como provas nos processos judiciais.

Vou contar uma outra história.  Se alguém vê um casal, sem ser marido e mulher, entrar no motel, frequentemente, supõe-se que aquele casal não está entrando no motel para jogar baralho ou mesmo fazer reunião de negócios.  Isto se chama indícios fortes de traiçao.  Não cabe ao denunciante, no caso o traído, adentrar ao recinto do hotel para colher provas materiais.  Há que pedir o amparo da lei.

Pois, assim como no exemplo acima, o denunciante não tem que apresentar prova nenhuma, mas apenas indícios fortes.  Devido ao aparelhamento do Estado, fica muito fácil, como tirar pirulito da boca de criança, através daquelas denúncias averiguar a veracidade e colher provas materiais.  Não cabe aos reles cidadão, colher provas materiais mesmo que haja fortes indícios.  Cabe às instituições como Juízo de primeira instância, Ministério Público, Policia Civil ou Polícia Federal, fazerem o papel de investigações e investigar e colher provas materiais.

Ficou claro, isto?  Ou ainda tem alguma dúvida, ainda?

Ossami Sakamori
sakamorii10@gmail.com

 


 

4 comentários:

  1. Interessante em relação à Polícia apurar denúncias: No Brasil, quando se faz um B.O. Boletim de Ocorrência, a polícia já fala "xii, olha, vou fazer mas não vai dar nada, não vai achar.. Quer abrir o B.O. assim mesmo?"
    Acontece TODO dia..! O que esperar de uma polícia federal aparelhada; o que esperar de um Ministério Público sobrecarregado; o que esperar de um Judiciário TODO petista?
    R: Trevas

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  2. Concordo plenamente. A impressão que ficou para mim, é que ao invés de o Delegado ser instado a falar mais, os dignos profissionais tantavam encurralá-lo na possível falta de prova. Jornalismo as vezes se faz perguntando bobagens e comportamento imbecil. Pensei que os "mestres" fossem mais mais....

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  3. Anônimo porque não estamos numa democracia.
    O Romeu Tuma deve estar balançando no túmulo ao ver a PF subjugada ao petismo.
    Sugestão: investigue o PT nas estatais. Lá foram criados os núcleos petistas para a divisão dos cargos/funções de confiança. A condição necessária e suficiente para ocupar o cargo e ser petista e FAZER PARTE dos núcleos petistas.
    Veja o exemplo dos Correios (de novo a ECT) onde tudo começou. Os NEP - núcleo ecetista petista (muda de nome em alguns locais) já dominou a administração e agora está dominando os sindicatos. Não basta mais ser petista, tem que pertencer ao grupo.
    Pena que o Ministério Público não quer ver essa formação de quadrilha.
    Tá uma boa premissa para o mestre da verdade Ossami Sakamori investigar.

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  4. Nos Estados Unidos da América bastaram dois jornalistas para derrubarem um presidente em segundo mandato, causado por crime nada comparado aos nossos no primeiro mandato. Foi o caso dos Deep Throat (br: Garganta Profunda / pt: Garganta Funda) - Watergate., Bob Woodward e Carl Bernstein, dois repórteres do Washington Post, .

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