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sábado, 29 de março de 2014

Cartel do DNIT financiará Dilma 2014 !

Estadão, 8/12/2013. O governo prepara anteprojetos e editais para licitar R$ 23 bilhões em 55 novas obras rodoviárias e contratar outros R$ 5,5 bilhões em ações de manutenção e conservação em estradas federais em 2014. O plano é uma aposta para tirar a economia da letargia e alavancar investimentos públicos e privados, além de servir como cartão de visita para a campanha de reeleição da presidente Dilma Rousseff.




Estadão, 8/12/2013. Escolhidas a dedo pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), boa parte das obras será executada em regiões metropolitanas densamente povoadas. Somado à carteira de obras em andamento no Dnit, o arsenal de duplicações, contornos, acessos, vias e arcos rodoviários superará R$ 40 bilhões em contratações no ano eleitoral.

Comentário. 

Pode parecer notícia rotineira sobre obras de infraestrutura do governo federal, se não fosse o DNIT o contratante.  DNIT é tradicional fonte de financiamento das campanhas políticas em âmbito federal.  Lula inventou a fórmula em 2006.  Financiou a sua campanha de reeleição com "operação tapa buraco" do DNIT.  A campanha da Dilma em 2010, foi financiado parte pelo caixa 2 proveniente da obras do DNIT.
As obras do DNIT de 2010, foi objeto de denúncia que culminou com o afastamento do ministro Alfredo Nascimento dos Transportes e do Luiz Antonio Pagot do DNIT.  E ficou nisso.  O Procurador Geral da República de então, Roberto Gurgel, após ouvir os acusados, no caso o ministro, o diretor do DNIT e o chefe do cartel, mandou arquivar por falta de provas.  Falta de provas?  Tantas evidências!  

Espero que o novo Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, mande desarquivar o processo do suposto desvio de dinheiro público para campanha presidencial e dos aliados em 2010, no montante que ascende a R$ 1,4 bilhão.  No bojo da CPMI do Cachoeira, apareceram novas evidências, que só estas justificariam o desarquivamento do processo. Não posso afirmar, mas a denúncia de 2010, pelo visto, vai ficar mortinho, no arquivo.



Sem alarde, o DNIT iniciou as licitações das obras noticiadas pelo Estadão, conforme acima.  O próprio site do DNIT, traz série de obras com edital de licitação na rua.  As obras serão realizadas em redutos das bases aliadas, tradicionais.  Coincidência ou não, as obras agraciadas, pelo menos, neste primeiro momento, são para os mesmos destinos de 2010.  As obras serão licitadas pelas superintendências de Santa Catarina, Mato Grosso, Paraná, São Paulo e Amazonas.  Além, é claro, da Bahia e Sergipe, reduto do novo titular da pasta, o ministro César Borges, PP/BA.  Pelo visto, os comensais dos Caixa 2 serão os mesmos beneficiários de 2010. Eles já são velhos conhecidos, dispensa declinar nomes.   

As obras serão contratados em RDC - Regime Diferenciado de Contratações, que fora utilizado nas obras de mobilidade urbana da Copa 2014, onde se permite aditivos de até 100% do valor original do contrato.  Lembrando apenas que pela lei 8.666, o aditivo máximo permitido é de 25%.  Deve haver muita lambança nestas obras que estão em licitação e aos que virão a ser licitados em 2014.  RDC é como dar cheque em branco para os empreiteiros do cartel do DNIT.  Que vai rolar muitos R$ bilhões para financiar campanhas eleitorais regionais via DNITduto, isto vai.  


A imprensa e o CADE dá destaque ao cartel de Metropolitano de São Paulo, alegando série de motivos.  O CADE é órgão do governo federal, hoje, sob comando do PT.  Sou a favor da investigação do CADE sobre formação de cartel, seja de que órgão for, contra partido que for.  Onde há atuação de carteis devem ser investigado com rigor, doa a quem doer.  Que o CADE denuncie ao MPF, a atuação dos carteis em todos níveis de governo, não só sobre trens metropolitanos.  Diante do volume de obras manipulado pelos cartéis do DNIT, os cartéis dos metropolitanos é café pequeno.

O cartel dos empreiteiros estará atuando fortemente, sem que nenhum órgão de fiscalização se interesse em acompanhar o assunto.  O cartel de empreiteiros vem atuando desde FHC.  Há um certo "acordo tácito" entre situação e oposição para proteger a fonte de financiamento das campanhas eleitorais, o cartel do DNIT.  A oposição de hoje, poderá se servir dele no futuro, quando chegar no poder.  

Oficialmente, o TSE, cujo presidente das eleições de 2014 será o ministro Dias Tofolli, proibiu de MPF e Polícia Federal tomarem iniciativa das investigações sobre crime eleitoral.  Isto me parece encomenda para "blindar" o financiamento de campanha eleitoral via cartel do DNIT.  Caiu como luva.  O esquema, novo, do financiamento de campanha, via caixa 2, do cartel do DNIT, se enquadra nesta situação.  Só mesmo Justiça Eleitoral poderá iniciar as investigações, sobre a denúncia que estou a fazer.  Se depender do TSE, não vai ser investigado!



Não se sabe, ainda quem serão os novos "porquinhos" da campanha da Dilma.  Mas com certeza, dinheiro para campanha Dilma2014 não vai faltar. E com certeza, haverá muita "sobra de campanha" que serão distribuídos via "dólares na cueca" ou diretamente nos paraísos fiscais.  O caminho para o paraíso já está pavimentado, desde eleições de 2010. Tudo isto, pelo silêncio que reina sobre o assunto, está totalmente blindado! 

Ministro Joaquim Barbosa e Procurador Geral Rodrigo Janot, estou a fazer denúncia aqui, via meu blog, que é público e tem audiência requerida.  Que providências Vossas Excelências vão tomar, diante de tantas evidências?  

Ossami Sakamori
@SakaSakamori





6 comentários:

  1. Sem sombra de dúvida as grandes construtoras e empreiteiras são as principais doadoras das campanhas eleitorais. E isso não é só na esfera federal. Acontece, igualmente, nos estados e municípios. E como você falou, muitas vezes, muito se fala, mas não se consegue provar, apesar das evidências. As evidências são as próprias doações, mesmo que legais. E assim é certo porque empresário não doa dinheiro para ninguém. As doações para campanhas eleitorais são, na verdade, uma troca de favores. A empresa faz a doação para receber em troca benefícios do governo. E tanto é assim que candidato sem chances de vitória não encontra patrocinadores para as suas campanhas. Isso, infelizmente, faz parte da cultura brasileira. Só que nós precisamos ficar de olhos abertos para denunciar todo e qualquer malfeito do qual tenhamos conhecimento. Não podemos compactuar com nenhuma falcatrua. O dinheiro que é desviado dos cofres público é o mesmo que falta para os hospitais, as escolas e a segurança pública. Se desejar conhecer o nosso blog acesse: www.ideiasefatostucujus.blogspot.com.br

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  2. Vamos acabar com essa ROUBALHEIRA!!!!!

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  3. Caro professor, novamente o senhor, com seu brilhante poder de síntese, matou a cobra e mostrou o pau:

    "O cartel dos empreiteiros estará atuando fortemente, sem que nenhum órgão de fiscalização se interesse em acompanhar o assunto. O cartel de empreiteiros vem atuando desde FHC. Há um certo "acordo tácito" entre situação e oposição para proteger a fonte de financiamento das campanhas eleitorais, o cartel do DNIT. A oposição de hoje, poderá se servir dele no futuro, quando chegar no poder."

    Repetindo: "Há um certo "acordo tácito" entre situação e oposição para proteger a fonte de financiamento das campanhas eleitorais, o cartel do DNIT. A oposição de hoje, poderá se servir dele no futuro, quando chegar no poder."

    Só para quem não entendeu: "Há um certo "acordo tácito" entre situação e oposição para proteger a fonte de financiamento das campanhas eleitorais, o cartel do DNIT. A oposição de hoje, poderá se servir dele no futuro, quando chegar no poder."

    Entendeu agora o porquê da sina histórica brasileira?

    Sem mais.

    Att, Trex

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    1. Só um adendo, o senhor excelentíssimo ministro Dias Tofolli, militante Petista, ministro do STF e oficialmente, presidente do TSE, foi incapaz de passar em dois concursos para juiz. No entanto, não bastasse a incompetência, foi indicado pela senhora excelentíssima presidente Dilma a uma cadeira no STF. Por que seria este senhor, atualmente, ministro do TSE? Quais são os motivos escusos por trás de tudo isso?

      Não se esqueçam senhores - o Brasil, com este Estado Cleptocrata que hoje e sempre governou, nunca foi, não é, e nem nunca será, um Estado plenamente democrático.

      Os palhaços aqui somos nós.

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  4. E ainda tem quem acredite nesta comunista!

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  5. Interessante que hoje não se consegue abrir o site da revista Veja e nem do Estadão, somente a Folha de São Paulo abre rapidinho...

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