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segunda-feira, 24 de março de 2014

Caso Pasadena. Dilma, se enrola cada vez mais!

Tem PS (24/3/2014) no rodapé desta.

Quanto mais explica a presidente Dilma, mais se enrola, sobre a compra da refinaria Pasadena.  O fato é que a presidente Dilma, como gerentona da área de minas e energia e na condição de Chefe da Casa Civil deveria saber exatamente o que houve com a compra dos primeiros 50% da refinaria Pasadena.  Tudo leva a crer que Dilma sabia exatamente o que estava ocorrendo, contrariamente, à afirmação dela de desconhecer o assunto.



A compra da refinaria foi aprovado pelo Conselho de Administração da Petrobras, dos primeiros 50%, já com valor super avaliado de US$ 360 milhões.  Para a empresa belga Astra que teria pago US$ 42 milhões, um ano antes da venda dos 50% já teria sido bom negócio se o valor fosse pela venda dos 100%.  Mas, a ganância dos espertalhões, não parou aí.

Para quem é especialistas na área de energia, as tais cláusulas que Dilma diz ignorar quando da aprovação da compra de 50% é uma tremenda desculpa esfarrapada.  A tal da cláusula "Put option" alegada pela Dilma de que não constava do relatório, é muito mais comum do que possa imagina.  É uma cláusula quase que obrigatória em contrato de parceria (50% cada uma partes).  Se não constava do relatório, era de se exigir a cláusula "Put option", até mesmo para assegurar os direitos da Petrobras. 

Alega a presidente Dilma, o desconhecimento da cláusula "Marlim". Mais uma vez, a presidente Dilma, deu de desentendido.  A cláusula foi o ponto central do contrato de compra dos primeiros 50%.  Para o leigo saber, a Petrobras, imaginava utilizar a refinaria de Pasadena para refinar petróleo do campo de Marlim da bacia de Campos.  Deu com os burros na água.  Para processar o petróleo do campo de Marlim, teria que modificar a planta do Pasadena, com aporte significativo de investimentos.  Isto é que dizem os envolvidos no escândalo.



Segundo a nota da presidente Dilma, o Conselho de Administração determinou a diretoria contestar a cláusula "Marlim" e as cláusulas  "Put option", por achar nocivo à Petrobras. Engraçado que quando assinou a compra dos primeiros 50%, estas cláusulas já constavam do contrato de compra.  Contestar as cláusulas que anteriormente havia sido acatado pelo próprio Conselho de Administração, é de no mínimo, reconhecer a incompetência e incapacidade de tratar com coisas públicas.  Tudo leva a crer que foi uma combinação dos responsáveis pelo negócio.  Vejam a seguir a minha percepção sobre o negócio.

O acordo que terminou no Conselho Arbitral, no valor de US$ 836 milhões, parece ter sido premeditado, pelo restante dos 50%.  O acordo aconteceu 2 anos após a compra dos primeiros 50%, o que dá evidência de que isto estava nos planos da compradora Petrobras e da vendedora Astra.  A Dilma alega desconhecimento?  Uai, o grupo Astra tem tentáculos no Brasil através da empreiteira Tractebel Energia S.A e da GDF Suez S.A.  A GDF Suez é concessionária da Usina Hidroelétrica do Jirau em Rondônia.


Certamente, isto tudo, a presidente Dilma será investigada pelo SEC - Security Exchange Comission dos EEUU (equivalente a CVM brasileira) e pelo Departamento de Justiça americana, pela transação atípica no setor de petróleo.  Lembrando que as ações da Petrobras são negociadas na Bolsa de Nova York.  A operação suspeita, deu prejuízo aos investidores americanos, pela perda potencial da Companhia.  Isto é que os espertalhões não esperava que acontecesse.  Estarão nos rol dos envolvidos, Sérgio Gabrielle, peresidente da Diretoria e Dilma Rousseff, presidente do Conselho de Administração da Petrobras.

Estão com a palavras as autoridades fiscalizadora e judiciária dos EEUU!  Que se preparem o Sérgio Gabrielli e Dilma Rousseff.  Vem chumbo grosso por aí. É nisso que dá, comprar ou vender ativos no exterior, sem licitações.  Tem outras maracutaias denunciadas por este blog, todas cabeludas! 

Presidido pela então ministra da Casa Civil Dilma Rousseff, o Conselho de Administração da Petrobrás fez elogios à atuação de Nestor Cerveró à frente da Diretoria Internacional da empresa estatal no dia 3 de março de 2008. A ata da reunião naquela data informa que, "sob a presidência da presidente Dilma Vana Rousseff", o conselho registrava os "agradecimentos do colegiado" ao diretor e ressaltava "sua competência técnica e o elevado grau de profissionalismo e dedicação demonstrados no exercício do cargo".  

PS: Estadão (25/3/2014). Presidido pela então ministra da Casa Civil Dilma Rousseff, o Conselho de Administração da Petrobrás fez elogios à atuação de Nestor Cerveró à frente da Diretoria Internacional da empresa estatal no dia 3 de março de 2008. A ata da reunião naquela data informa que, "sob a presidência da presidente Dilma Vana Rousseff", o conselho registrava os "agradecimentos do colegiado" ao diretor e ressaltava "sua competência técnica e o elevado grau de profissionalismo e dedicação demonstrados no exercício do cargo".

Ossami Sakamori
@SakaSakamori




@SakaSakamori

3 comentários:

  1. Não vou emitir minha opinião, vou apenas reproduzir as opiniões do jornalista Elio Gaspari, com as quais eu concordo:
    "A prática é velha: reforça-se o orçamento dos hierarcas nomeando-os para conselhos de empresas. Ela vale tanto na administração federal como nas dos Estados. Tome-se o exemplo de Dilma Rousseff. Em 2006, como chefe da Casa Civil, tinha um salário mensal de R$ 8.362. Em 2007, ganhava R$ 8.700 mensais como conselheira da Petrobras e de sua distribuidora. À Casa Civil ela ia todo dia, aos conselhos, uma vez a cada dois meses (e às vezes chegava atrasada)".

    "O conselho de Itaipu, joia da coroa do comissariado, paga R$ 19 mil. Em 2012 havia treze ministros nas Bolsas Conselho e os doutores Guido Mantega e Miriam Belchior fechavam os meses com um total de R$ 41,5 mil. A comissária Belchior estava no conselho da BR Distribuidora, para quê, não se sabe".

    “Os conselhos de estatais não são sérios, são bicos. O caso da refinaria acertou a testa da doutora Rousseff, a gerentona que pode ser acusada de viver num mundo de verdades próprias, mas nunca se meteu em transações tenebrosas. A vida é arte, errar faz parte. Enquanto houver hierarcas em boquinhas, o erro será a arte”.

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  2. Sugiro aos que insistem em considerar normal uma cláusula Put Option em contratos de aquisição que recorram à Bolsa Mercantil & de Futuros BMF para saberem o que vem a ser uma Put e uma Call Option, respectivamente, pois como ex-operador de mercado não entendo o porquê dessa cláusula em contrato de aquisição. Se fosse em contrato de associação, ainda assim seria estranho.
    Cláusula Marlim? Seria mais apropriado dizer Merlim. Então eu vedo minha empresa e exijo que o comprador me dê participação no resultado de outra empresa sua?
    Quem souber, por favor me explique.

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  3. Nobre Sakamori:

    Como MERLIN, o mago de Excalibur, vem você com sua competência, sabedoria, inteligência, espirito público, e acima de tudo, com Brasilidade, há tempos, nos alertando sobre os descaminhos que nosso país vem trilhando sob essa gestão que se esperava de justiça, porém, vista agora como a mais expúria e lesiva gestão que este país teve notícia!
    Lamento pelos que acreditavam no canto das sereias, soçobram como os navios que se encantam com essa armadilha!
    Aos que lhe leiam, e não são poucos, nos gabinetes comprometidos com a sociedade inclusive, não nos espanta o quadro atual, visto que, você com sua visão privilegiada já nos havia mostrado!
    Triste é constatar essa realidade, pois que, coloca possivelmente, nossa Presidenta, ou seja, amais alta dgnatária de nosso país, sob o risco de se tornar ré em ação criminal em outro país!
    Como brasileiro, sinto vergonha disso !
    Urge que este país tome vergonha e se una na busca da moralidade, dos bons princípios e no fim desta quadrilha do poder público!
    Indistintamente, não esse ou aquêle, mas, todos os que corrompem, e os corrompidos ! Defender a sociedade é o objetivo e não seus bolsos !
    Quanto a matéria de hoje, BRAVO ZULU, é o que posso dizer!
    Aguardamos que o Congresso mesmo podre como está cumpra seu dever de exigir a punição aos envolvidos e com coragem enfrentarem a pressão do executivo de um pedido de impeachement !
    Tal como por uma ELBA, pediu a de FERNANDO COLLOR !
    Braçando-o com carinho,
    MARKITO DE SOUZA

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