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quarta-feira, 26 de março de 2014

Povo brasileiro deve até os tubos!

Estadão, hoje. O estoque de operações de crédito do sistema financeiro subiu 0,6% em fevereiro ante janeiro e chegou a R$ 2,733 trilhões, informou o Banco Central. No primeiro bimestre deste ano, a expansão foi de 0,7% e, no acumulado em 12 meses, houve alta de 14,7%. A alta no mês, tanto no crédito às pessoas físicas, quanto no financiamento às empresas também foi de 0,6%. 


Tal pai, tal filho! O povo brasileiro está super endividado, tal qual o Tesouro do governo federal.  O endividamento do povo corresponde a 57% do PIB, que é um número que requer atenção.  O endividamento das famílias brasileiras no início do governo Lula, em 2002, estava em 26% do PIB, hoje mais do que dobro.  Pelo número apresentado, significa que cada brasileiro tem dívida, em média, R$ 13.655,00, sendo adulto ou criança.  

Grande parte da expansão da economia no período Lula & Dilma, foi graças ao consumo do povo brasileiro, baseado em expansão do nível de endividamento.  Tanto quanto o nível de endividamento do setor público, o endividamento da população parece estar chegando à exaustão.  Não há muito espaço para crescer.  Estamos chegando no limite da irracionalidade.  A classificação de risco do Brasil, segundo Standard Poor´s, segunda passada, reflete exatamente este quadro alarmante.

O que mais me impressiona são os juros que o povo paga.  A taxa de juros nos créditos livres estava em 31,5% ao ano contra inflação oficial de 5,90% ao ano.  Os juros do cheque especial, a média, estava em 156,7% ao ano, segundo Banco Central.  O que impressiona, também, é o índice de inadimplência do cartão de crédito que estava 22,7% do total de crédito, no mês de fevereiro.  Todos estes dados foram divulgados pelo Banco Central.

Os dados acima, de certa forma, mostra o pífio crescimento do Brasil, sobretudo nos últimos 3 anos do governo Dilma.  O governo não incentiva o crescimento da produção, que resultaria no acréscimo de volume de dinheiro na mão dos trabalhadores.  Pelo contrário o erro sistêmico da política econômica (sic) da Dilma está levando o país a desindustrialização.  O setor industrial no início do governo Lula, representava 26% do PIB, hoje, não passa do pífio 13% do PIB.  Brasil está criando emprego lá fora.  Os chineses agradecem, os europeus agradecem e os americanos também.


Não vou me alongar numa matéria tão triste.  O povo brasileiro está no limite da sua capacidade de consumo.  Na sequência, haverá retração de consumo.  As entidades de classes ligados ao comércio, já prevê vendas do dia de Páscoa deste ano, em declínio em relação ao volume de venda do ano passado.  Neste cenário, será difícil o Brasil crescer 1,7% neste ano, como prevê o Banco Central.  

Estão com as palavras a presidente Dilma e o ministro Mantega!  Digam algo!  Façam alguma coisa!

Ossami Sakamori
@SakaSakamor


4 comentários:

  1. Parabéns pela matéria publicada. Esse assunto é de fato muito relevante. E isso já era previsível. Há muito tempo que me preocupo com o endividamento dos brasileiros. Essa história de abrir as portas dos bancos para fazer os conhecidos créditos consignados foi uma criação do ex-presidente Lula, visando com isso aquecer as venda e fomentar a economia. Num primeiro momento, parecia uma ideia interessante, mas qualquer pessoa de bom senso logo perceberia que não faz nenhum sentido uma pessoa de pouco renda se endividar para realizar compras para fazer a economia crescer. Quem ganha pouco, o mais certo é fazer o possível para limitar os seus gastos ao que ganha, evitando gastos excessivos e pagamentos de juros. Essa situação tende a se complicar. E o país a cada dia mais se atola. Para acessar o nosso blog: www.ideiasefatostucujus.blogspot.com.br

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  2. A sociedade brasileira é feita de dúvidas e dívidas... No Brasil, a classe média se formou na base dívidas, sempre foi assim, mas de FHC pra cá a coisa se complicou, especialmente no governo do PT. A expansão do consumo se deu com a abertura de crédito. Mas os juros são altíssimos - muitos, na verdade, a maioria, não terão como sanar as dívidas. Aqui, quase todos devem - artistas, empresários, empreendedores, comerciantes, classe média, classe baixa e até o cachorro e o papagaio...

    A soberba e a vontade louca de consumir estão levando o brasileiro a um beco sem saída. A verdade é que o mundo hoje, não só o Brasil, vive uma crise pior que a da década de 1930. E esta crise só não explodiu à vera porque, agora, a dívida pode ser rolada, mas, antigamente, quem devia tinha de pagar senão acabava indo em cana na hora. Hoje, o capital é volátil e virtual, não tem forma, mas dá prejuízo, sobretudo para os mais pobres.

    Quem, neste momento, for comprar um bem durável, como uma casa ou um automóvel, vai se estrepar porque não vai ter como pagar. Aqui, nunca houve a cultura da poupança, como acontece no Japão e China. Brasileiro gasta o que tem e o que não tem, gasta assim mesmo... Bancos vivem de juros; brasileiros, vivem de dívidas...

    A dívida pública é a maior em toda a história. Pelo visto, daqui a pouco, vamos ter de entregar todas as nossas empresas à preço de banana. E o preço dos produtos, alimentos, cultura, imóveis, serviços estão pela hora da morte. É claro que isso não vai acabar bem.

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  3. Acabou o mel! Eu já fiquei endividado uma vez por causa de cartão de crédito e um empresa quebrada. Para o cara fazer a dívida é muito fácil, agora pagar é uma eternidade. O cara fica quebrado e tem que se adequar. O consumo cai. Agora imaginem milhões, que se faz com uma economia? Sabia que esse negócio de crédito farto não seria boa coisa.
    Abraços

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  4. Vcs acham q o Brasil ira ter uma crise economica em pouco tempo ou ira demorar ainda?

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