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segunda-feira, 7 de abril de 2014

Petrobras quebra, sem aumento de combustíveis!

Diante do escândalo da compra super faturada da refinaria de Pasadena nos EEUU, a presidente Dilma se vê numa situação de inferno astral.  A grande mídia despertou sobre tema explosiva, que venho denunciando há mais de 1 ano.  O cerco se fecha cada vez mais para o lado da Dilma.


Para que os leigos, saibam a situação econômica financeira real da Petrobras, coloco aqui, apenas algumas considerações sobre o tema, de forma sucinta que dá noção exata do que estou a falar, há muito tempo.

Vou fazer uma comparação entre a situação da Petrobras em 2007 e 2013, para melhor compreensão do tema.  Não vou entrar em detalhes, que só interessam aos analistas de mercado.  Vou tratar especificamente sobre o aspecto que é de fácil compreensão para qualquer cidadão.

Vamos aos números.  Em 2007, o patrimônio líquido da Petrobras, consolidada era de R$ 113, 8 bilhões.  Em 2013, o patrimônio líquido da Companhia estava em R$ 339,3 bilhões, considerado incorporação do campo de pré-sal denominado Tupi, promovido pelo governo Lula.  São 5 bilhões de barris que o governo federal incorporou ao patrimônio da Petrobras.  Até aqui tudo bem, nada demais.


O que deteriorou foi a situação financeira da Petrobras.  O índice de endividamento aumentou em muito.  Digamos que está no limite da irracionalidade.  O rebaixamento da nota do Standard & Poor´s foi apenas sinal de alerta.

Vamos considerar apenas, a posição de empréstimos na conta de passivo, sem considerar os valores circulantes.  Os ativos e passivos circulantes são empréstimos de curto prazo provisionados para o dia a dia da Companhia. O endividamento de longo prazo, o que interessa ao presente comentário estão a seguir colocados.


Em 2007, para o patrimônio líquido de R$ 113,8 bilhões, o endividamento da Petrobras de longo prazo era de R$ 29,8 bilhões, correspondente a 20,91% do patrimônio líquido.  Já no final de 2013, o endividamento da Companhia era de R$ 249 bilhões, para o patrimônio líquido de R$ 349,3 bilhões, correspondendo a 71,29% do patrimônio líquido.  

O que chama atenção é o aumento expressivo do endividamento no prazo relativamente curto, apenas 6 anos.  O valor da dívida, hoje, é 830% a mais do que em 2007, enquanto o patrimônio líquido cresceu em apenas 306%.  O índice de endividamento em relação ao patrimônio líquido cresceu 340% considerado no mesmo período, 6 anos.  No meu entender, todos os índices estão no limite da "irracionalidade" ou da "irresponsabilidade".

Estas distorções acabou ocorrendo em função do "erro sistêmico" da política econômica do governo Dilma.  A Petrobras está sendo usado como "instrumento" da política econômica (sic) pelo governo petista.  A Petrobras está bancando o prejuízo causado pela defasagem de preço de petróleo no mercado internacional com o de mercado interno em forma de combustíveis refinados.  


Para manter a popularidade, a presidente Dilma, continua a usar a Petrobras para causar "sensação de bem estar" ou "poder de compra" da população na tentativa de sua reeleição.  Seja Dilma ou seja Lula, os fundamentos equivocadas da política econômica continuarão.  O novo governo. qualquer que seja o vencedor, terá que tratar especificamente deste tema, sem a mudança na política econômica é como se trocar 6 por meia dúzia. 

Sem aumento de combustíveis na bomba, a Petrobras quebra!  Culpa é da presidente Dilma, sem perdão!

Ossami Sakamori
@SakaSakamori 

5 comentários:

  1. Mas pera aí. Culpa da Dilma por que? Não é o Lula que governa? Ela não vai sempre se aconselhar com ele, perguntar o que fazer ? Foi no governo dele que Pasadena foi comprada. Que que é isso?

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  2. Sakamori:

    Desculpe-me, mas agora você cometeu um "errinho", não será trocar seis por meia dúzia, será muito mais que meia dúzia.
    Se não vejamos:
    2007 - PL = 113,8 bi e dlp = 23,80 bi ou 20,91%
    2013 - PL = 343,8 bi e dlp = 249,0 bi ou 71,29 %

    Então, 20,91% para 71,29% não serão nunca, seis por meia dúzia.
    Entendeu?

    Eli dos Reis

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    Respostas
    1. Estava a falar do futuro presidente da República, sem trocar o modelo da política econômica, colocar um outro presidente é como trocar 6 por meia dúzia!

      Já fiz outra redação no texto para deixar claro, isto.

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  3. Precisamos fazer pressão para que nossos parlamentares instaurem a CPI da Petrobrás no senado federal, visto que o Sr. Renan Calheiros mandou ela para a CCJ.

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  4. Mas não seria o nosso combustível, o mais caro do Mundo.....quer aumentar ainda mais.......

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