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sábado, 26 de abril de 2014

Setor automotivo. Fora Lula! Fora Dilma!

Segundo o Estadão, de ontem, o governo federal discute com o setor automotivo algumas medidas para desovar os estoques dos páteos das montadoras.  As medidas de estimulo vem atrás da queda de 2,1% nas vendas do primeiro trimestre, em relação ao anterior.  


Destravar o crédito foi a solução apontada pela Associação Nacional de Veículos Automotores (Anfavea), uma vez que a redução dos impostos, novamente, ficou descartada pelo governo federal.  De princípio, a volta de imposto, do estímulo dado anteriormente, em julho próximo, está mantida.  

Uma das soluções apontadas pela Anfavea, segundo Estadão, é ampliação do prazo de financiamento para até 60 meses, como já foi feito no estímulo dado no auge da crise do setor automotivo. O maior estímulo para os bancos é permissão de provisionamento de 75% do valor de financiamento como dívidas incobráveis, na apuração de lucros e perdas dos bancos.  Grosso modo, vocês podem imaginar a situação assim, os bancos só vão pagar Imposto de Renda se receber de volta acima de 25% do valor do financiamento.  Vai ficar uma moleza e beleza para os bancos!

O setor automotivo tem força perante o governo, em linhas gerais impõe o que o setor quer.  Usa como pressão contra o governo, a ameça de demissões dos trabalhadores.  E pela mídia, faz pressão, mostrando o estoque de milhares de carros nos páteos das montadoras.  Enfim, o setor automotivo impõe o que quer ao governo federal.  

Este tipo de pressão do setor, vem desde os tempos do Lula, barba, quando era presidente do Sindicato dos Metalúrgico de São Bernardo.  Barba foi utilizado pelo Anfavea, segundo o relato apresentado pelo Romeu Tuma Júnior, no seu livro bomba.  Lula era pelego da Anfavea como sindicalista e hoje presidente de fato da República, vem cumprindo o seu papel de "pelego" do patrão.


Mais uma vez, o governo curva à exigência do setor automotivo, como nos velhos tempos do Lula "pelego". O setor automotivo, nunca dantes com agora, remeteu lucros tão expressivos para as respectivas matrizes nos últimos 5 anos.  Isto quer dizer, concretamente, que o setor automotivo não está tão mal como se pretende vender pela mídia, exigindo do governo o socorro para continuar a expansão do setor no mesmo ritmo dos anos anteriores.


O governo vai atender ao setor, porque a Dilma pretende vender a "sensação de bem estar" ou sensação do "poder de compra" da população para tentar se reeleger no mesmo cargo.  E o Lula, vulgo barba, o "pelego" da indústria automobilística vai entrar na disputa para o cargo de presidente da República, se despencar a popularidade do seu poste, a Dilma.

O que me preocupa, não é porque Lula ou Dilma vão manter a popularidade, mas sim a expansão da base monetária, que em última análise produz inflação.  A inflação, a não oficial, a inflação do bolso, já está fora do controle.  Então, no momento que o dragão da inflação está despertando, ampliar a base monetária é como tentar apagar o fogo com querosene!  Fiquem atentos ao que estou a afirmar aqui.

A facilitação do crédito no setor automotivo, vai exatamente no sentido contrário à política monetária que deveria impor na beira de abismo da inflação.  Alô, alô, economistas de plantão!  Não fiquem defendendo o estímulo ao setor automotivo como fato positivo!  Neste momento, o fato é altamente danoso para o País, no médio e curto prazo. Estes que defendem as medidas para o momento são inimigos da pátria.

Para uma grande parte da população pensante do Brasil, sou arauto do pessimismo ou sou o vendedor de "apocalypse now!".  Não, não sou!  Sou apenas realista. Quero apenas chamar atenção para a visão que a grande mídia não aponta.  O fato que não aguento mais, o Lula, barba,  "pelego" do setor automotivo, continue mandando no País. Moral ele tem de menos, manteve a amante Rosemary com o dinheiro do povo! 


Ou este País é dos medíocres ou este País é dos canalhas! Você escolhe o menos pior.  Melhor dizer: Fora Lula! e Fora Dilma!

Ossami Sakamori
@SakaSakamori


4 comentários:

  1. Parabéns pelo belo artigo publicado. De fato não acredito que o crescimento das vendas mediante facilidades de crédito seja vantajoso para nós brasileiros. Mas é isso mesmo que você bem explicou: as montadoras criam situações para forçar o Governo a dar estímulo para o setor, mesmo que isso seja danoso aos interesses do país e do povo. Se alguém desejar conhecer o nosso blog, acesse: www.ideiasefatostucujus.blogspot.com.br

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  2. Nosso país é tão ¨pelego¨,quanto o citado cidadão:sequer temos uma fábrica de biciletas nacional...Enquanto os países de primeiro mundo estão criando alternativas de transporte público,suas filiais brasileiras superlotam as cidades daqui,com carros caros,poluentes e simbolo do poder de compra dos brasileiros,muitos dos quais vivem da especulação financeira...Votar nos bandidos (mesmo contra),usando as URNAS ELETRONICAS (esconderijo pronto e eterno deles,por manipulação virtual).

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  3. Bem realista, mas uma perguntinha só.....vai colocar quem no lugar???...
    Não sou a favor deles, mas não achei nenhum brasileiro melhor pra por no lugar do Lulala...e da Dilma. Você indicaria alguém???

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  4. Parabéns Ossami, sem sombra de duvida vc é um dos comentaristas mais lúcidos e destemido que temos. Os meu amigos também acham que eu sou pessimista e alarmista, é o preço que se paga por enxergar o obvio enquanto todos estão embriagados com todo dinheiro fácil que foi impresso nos últimos anos.

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