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sexta-feira, 30 de maio de 2014

A quem interessa o País dividido?


Eu não entendo o que se passa no meu País.  De repente, me encontro no meio do tiroteio, tiroteio de palavras que repercutem como bomba na minha cabeça. Não, não sou tão inocente assim para não entender o significado das palavras, pelo contrário.

É uma briga entre crenças, cada um disputando o seu território, como se os fiéis fossem cordeiros que obedecem cegamente os pastores. Que cada um dispute o seu território, sem ofensas a outras crenças.  Não use em vão o nome de Deus para mostrar a supremacia de cada um.  

O mundo ainda continua brigando em torno das cores da pele.  Coisa mais ridícula a discriminação pelas cores.  As cores, só funcionam à luz do sol.  À noite todos homens e mulheres são pardos.  E pela história da humanidade, éramos todos negros.  Sim, negros há pouco mais de 150 mil anos.

O mais grave, o mais grave, é separação do País pelas classes sociais.  Isto o governo faz questão de discriminar. Faz parte das estatísticas. O governo dá tratamento diferenciado pelas classes sociais. Os miseráveis, os pobres e ricos.  A divisão da população em classes sociais é por si só uma discriminação.  Os governantes, fazem questão de manter em nichos de classes econômicas. A divisão em classes sociais facilitam os marqueteiros.

Há uma vergonhosa disputa de territórios entre políticos de matizes diversos.  Território mapeado pelos marqueteiros, como se fossem rebanho de cordeiros.  As classes A e B são consideradas como mais abastadas e cultas.  A classe C é a média da população, onde nos incluímos.  A classe D e E são pobres ou miseráveis.  Sim, dizem os políticos que ao PT pertence as classes D e E.  Dizem também, os políticos que as classes A e B pertencem ao PSDB.  É um loteamento entre os partidos majoritários, que envergonha o País.

O discurso da presidente da República, Dilma Rousseff, já demonstra, claramente, que ela não governa para todos os brasileiros.  A Dilma faz questão de dizer que a opção preferencial do PT é a classe D e E.  A Dilma empurra o ônus ou pecha de mostrar que as classes A e B é que oprime as classes D e E, pobres e miseráveis.  Tudo isto, faz parte da ideia do marqueteiro,  manter para Dilma os votos das classes D e E.  Para isto, tenta a todo custo, manter a imagem de que o PT representa, sozinho, as classes D e E.

Bobagem e idiotice esta de querer ser o dono das classes D e E, como se estas classes fossem o seu curral eleitoral.  A Dilma e PT não querem abrir a porteira do curral para outros candidatos à presidência, querem tornar o curral cativo para garantir a permanência no poder.  E o povo brasileiro onde fica?  O povo brasileiro que se lasque, para não dizer outro palavrão.  O Brasil vai continuar, se depender da Dilma, em 2 países, o país da classe dos pobres e país da classe dos ricos, claro na visão do marqueteiro João Santana.

Estava na hora de todos políticos, começarem a dividir a população brasileira, entre honestos e desonestos, entre probos e corruptos, entre patriotas e entreguistas.  Isto sim, valeria a pena, discriminar e separar.  Por que não discriminam?  Por que fazem questão de se manterem o "status quo"?  Todos tem rabo preso?  É isto?  

Uai, o objetivo não é construir o Brasil?  O objetivo não é tornar o Brasil potência mundial?  O objetivo não é levar conforto para o conjunto da população brasileira?  O objetivo não é pregar a união em vez de desunião?  São condições essenciais para tornar o Brasil orgulho de todos nós.  Afinal, o Brasil não é todos nós?  Ou eu estou enganado?  O Brasil é do partido que está no poder?  É isto?

Estou achando que, ouvindo discursos de candidatos à presidência, que o Brasil pertence a determinado partido, seja da situação ou da oposição.  Mas, por mim, não vai ser assim.  O Brasil não é de qualquer partido.  O Brasil é de todos nós!  Este discurso vou levar até o fim, custe o que custar.  Não tenho rabo preso com nenhum dos candidatos!

Não votem no candidato que represente  determinadas classes sociais.  A classe C, ausente nas minhas considerações acima, é quem vai decidir pelo rumo do País. Somos, nós, os cabeças pensantes é que vai nortear os rumos do Brasil.  Chega do País pertencer a uma determinada classe social.  Que venham candidatos com o discurso de união!  Temos desafios demais para serem vencidos!


Enquanto os candidatos se engalfinham em disputa territorial, eu estou fora!  Só aceito o candidato ou a candidata que defenda união de toda população em torno do Brasil para fazer as mudanças requeridas.  Só assim, com união de todas classes sociais, tornaremos o Brasil, orgulho de todos nós!  

A quem interessa o País dividido?

Ossami Sakamori



2 comentários:

  1. A classe "A e B"(dita ricas) tem a chave do cofre (BNDES) não trabalham, só usufruem; e as classes D e E, a maioria ganham bolsa família. Sobra a classe "C" que carrega o Brasil nas costas. Ela é produtiva. Paga os mais pesados impostos e não tem tempo para conversar pois trabalha muito. O topo da pirâmide(classe A e B) está contente. A base da pirâmide(classe D e E) está feliz, mas o meio da pirâmide(classe C) está descontente e vai mudar o voto.

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  2. O Brasil sempre foi um país dividido. E um país dividido não precisa ser exatamente igual à composição social e étnica de países como EUA, África do Sul ou Israel. A injustiça social divide o Brasil, não falo tanto do racismo porque esta chaga existe no mundo inteiro, sem exceção, apesar da desigualdade por aqui ter cor, que não é branca.

    A diferença, hoje, é que surgiu um partido que transformou a crônica desigualdade do Brasil em vantagem política, em moeda de troca. É interessante para o atual partido criar uma tensão social ao tentar tutelar o cidadão mais desprotegido, coisa que as seitas neopentecostais, reacionárias, já fazem com pelo menos 20 anos de antecedência. Divisão dá lucro, lucro político. Verdade, o PSDB é o partido de uma classe média mais elitizada, ensimesmada e rancorosa. Isso não vai mudar. Por isso, o PT reforça sua ideologia torta de o Brasil se divide entre esquerda e direita.

    O PSDB e a mídia/imprensa, Globo, Folha, que é contra o PT, quer inutilmente conquistar uma classe C praticamente inventada pelo PT. Não vai dar certo. Seria mais justo o PSDB se assumir como um partido conservador e, assim, conquistar o voto dos evangélicos, por exemplo. Mas o partido do Aécio tem vergonha de buscar os votos dos neopentecostais. O PT não tem puderes em flertar com evangélicos.

    O PT distribuiu, mal e porcamente a renda, mas mantendo a desigualdade, fator primordial para manutenção do poder de qualquer partido e, sobretudo, da elite, que apoia quem lhe convém.

    Mesmo com o PT no poder, o Brasil não virou o país da classe C. O Brasil continua sendo o país das desigualdades. A classe C virou caricatura inventada pelo PT e pela mídia. A verdadeira classe C é a maioria silenciosa, que não quer PT, PSDB ou PSB, quer, sim, alternativas, que, definitivamente, não surgirão em 2014.

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