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domingo, 18 de maio de 2014

SOS OBESOS! São mais que três quilinhos por prof Walmir Coutinho

Por prof. Dr. Walmir Coutinho
Matéria postada na Folha de São Paulo. 


SÃO MAIS QUE TRÊS QUILINHOS

Mais da metade dos brasileiros adultos está acima do peso e 1 em cada 6 já tem o diagnóstico de obesidade. Quem já tentou emagrecer sabe que os tratamentos são cheios de armadilhas. Baixar o peso até pode ser fácil, mas manter um bom resultado a longo prazo é sempre mais complicado.

É aí que entram os remédios. Claro que seria mais seguro emagrecer só com dieta e exercício. Todo medicamento traz algum risco para a saúde. Será então que devem ser usados? Por trás dessa dúvida se esconde um preconceito cruel. Aquela velha ideia de que usar remédio para emagrecer é coisa de preguiçoso, que com um pouquinho de força de vontade qualquer obeso consegue resolver o seu problema.

Não é isso que a ciência médica tem mostrado. Está claro que a maior parte desses pacientes só consegue um bom resultado com a ajuda dos medicamentos. E eles não têm culpa. Muitos nasceram com forte tendência genética para acumular gordura e metabolismo lento.

Quando decide receitar um remédio para auxiliar, o médico conta com pouquíssimas opções. No Brasil só temos dois agentes aprovados para o tratamento da obesidade: o orlistate e a sibutramina. E nenhum deles resolve o problema de todos os pacientes. Pelo menos 1 em cada 3 pessoas que tentam emagrecer com esses remédios não consegue o resultado esperado.

É aí que deveriam entrar os inibidores do apetite. São remédios antigos, que chegaram ao mercado há décadas, quando não se exigiam com tanto rigor pesquisas clínicas para comprovar eficácia e segurança. A principal justificativa da Anvisa quando proibiu o uso dos inibidores foi justamente essa escassez de estudos clínicos controlados.

As sociedades científicas representativas dos médicos que tratam os pacientes obesos foram contrárias à proibição por entenderem que, apesar da escassez de estudos clínicos, o equilíbrio entre o risco e o benefício ainda pende em favor de sua utilização. Claro que só quando são bem prescritos. Para uma pessoa que só precisa perder quatro ou cinco quilos, certamente o risco será maior que o benefício.

Esse parece ser o pomo da discórdia. A Anvisa preocupou-se principalmente em proteger esses brasileiros que usavam de forma abusiva os inibidores de apetite. As sociedades científicas se concentraram em lutar pelo acesso dos pacientes verdadeiramente obesos a esses medicamentos, por entenderem que, apesar de antigos, são razoavelmente eficazes e seguros.

A questão do acesso é um ponto crucial. Logo devem chegar novas opções de remédios ao mercado brasileiro. Os americanos já têm à sua disposição dois novos e promissores agentes antiobesidade. Ambos chegam respaldados por pesquisas clínicas que envolveram milhares de pacientes e centenas de milhões de dólares em investimentos.

Mas quando a Anvisa aprová-los, se aprová-los, deverão custar pelo menos R$ 200 a R$ 300 por mês. E aí como fica o acesso? A grande maioria dos obesos brasileiros só poderão comprá-los depois de dez anos, quando expirar a patente e despencar o preço ao consumidor.

Para sair desse impasse, o caminho legislativo promete ser tortuoso. O Congresso não está aparelhado para avaliar tecnicamente o risco e o benefício dos medicamentos. Ainda que estivesse, parece esdrúxulo termos uma lei proibindo a agência regulatória de regular.

O cenário ideal seria o de uma maior aproximação entre a Anvisa e as sociedades científicas. Precisamos encontrar o equilíbrio que garanta a prescrição responsável, livrando de um risco desnecessário os brasileiros com pequeno excesso de peso e garantindo o acesso aos pacientes que de fato necessitem.

Walmir Coutinho
WALMIR COUTINHO, 55, é presidente da Federação Mundial de Obesidade e professor titular de endocrinologia da PUC-Rio (Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro)
*

6 comentários:

  1. Obesidade já é a doença que mais mata no mundo. Precisaria ser tratada com bem mais seriedade pelas autoridades...

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  2. Bela matéria. A obesidade é um assunto que tem causado muitas preocupações para as autoridades de saúde mundo afora. E aqui no Brasil não podemos ficar indiferentes ao assunto.

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  3. A obesidade é uma doença e um problema cada vez mais grave de saúde pública, de prevalência crescente, e a impossibilidade de controle farmacológico com acompanhamento médico está gerando um efeito em cadeia. Estamos certos de que essa proibição elevará de forma incomparável a prevalência da obesidade na população, bem como de todas as comorbidades decorrentes dela, entre elas diabetes, hipertensão, doenças cardiovasculares, problemas de coluna, colesterol e tantas outras.banir do mercado nacional todos os medicamentos usados para perda de peso que atuam no sistema nervoso central (sibutramina e anorexígenos: anfepramona, femproporex e mazindol). Em 2001 foram retirados do mercado pela ANVISA contrariando médicos resultado: +de 50 milhões de obesos, ficaram sem medicação eficaz no controle da obesidade, muitos obesos foram a óbitos e cirurgia bariatrica não é para todos e a situação ficou desesperadora!

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  4. senadores olhen por nos simples pecadores gordos ou gordas,Vistos como PREGUISOSOS,VAGABUNDOS COMILOES ETC... DE ROTULO,. MAS E UMA DOENÇA NOSSO METABOLISMO E FRACO E MUITOS ATE MORREM NAS OPERAÇOES BAREATRICAS QDO PODEM FAZER..SENHORES SAO NOSSAS VIDAS.

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