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sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

matrix. Bancos lucram como nunca!

Crédito da imagem: Estadão

O Banco Bradesco apresentou lucro líquido de R$ 17,19 bilhões, 13,92% de aumento em relação ao número de 2014 que foi de R$ 15,08 bilhões. A rentabilidade em relação ao patrimônio líquido de R$ 88,90 bilhões foi de 20,5%.

Crédito da imagem: Estadão

O quinto maior banco comercial, o Banco Santander Brasil alcançou o lucro líquido de R$ 6,6 bilhões em 2015, com aumento em relação ao ano anterior de 13,2%. A rentabilidade sobre o patrimônio líquido foi de 12,4%.

Enquanto o setor produtivo brasileiro amargou prejuízo em 2015, marcado pela retração de 3,67% no PIB, o capital especulativo, incluindo o sistema financeiro, vem ampliando o seu patrimônio conforme já noticiei em matéria no final do ano Dilma transfere 200 bilhões para banqueiros . 

É importante que o sistema financeiro tenha solidez e garanta a liquidez. No entanto, vamos lembrar que o sistema bancário é concessão de serviço público. Ponto. As instituições bancárias agem e prestam serviços de administração da moeda, sob supervisão e fiscalização do Banco Central do Brasil. Por esta razão, entre outras, que o Banco Central pode intervir "extra-judicialmente" a qualquer instituição financeira para garantir a saúde no setor financeiro do País.

O sistema bancário, especuladores e fundos institucionais, ao contrário do setor produtivo, ganham com a inflação.  Eu disse, ganham com a inflação. Quanto maior o índice de inflação, maior o ganho. Os bancos torcem pela inflação alta. O setor bancário navega à favor da crise econômica, de preferência associado à inflação alta. O Brasil se encontra nesta posição. Está tudo como o diabo (banco) gosta. 

Com a inflação em alta e taxa básica de juros Selic nas alturas, as grandes corporações preferem aplicar o seu capital financeiro na dívida do Tesouro do que aplicar no sistema produtivo, sem correr risco inerente à sua atividade. Isto é uma distorção da política "neoliberal" preconizada pelo FMI - Fundo Monetário Internacional. Brasil é cotista importante do FMI, ocupando a 10ª posição em aporte de capital. Essa história de Dilma criticar o FMI, como vilão fosse, é apenas o pano de fundo para esconder a prática do "neoliberalismo" ortodoxo do próprio organismo. Vamos botar os pingos nos is, para que não pairem dúvidas.

O privilégio dado ao setor bancário em detrimento do setor produtivo é política econômica da presidente Dilma. É uma distorção da matriz econômica "neoliberal" adotada nos últimos 21 anos pelos sucessivos governos. A política "neoliberal" com forte intervenção do Estado na economia, não difere muito entre o governo do PT e o governo do PSDB. E ponto final. 

É exatamente, dentro deste contexto é que defendo uma "nova matriz econômica" (Matrix), que não é tão nova, mas diferencia da "neoliberal" clássica praticada pela Dilma. Quem ler atentamente, as minhas matérias, desde 2012, saberá a diferença das matrizes econômicas entre a "neoliberal" e a dos que se opõe. Posso afirmar com segurança de que não estou sozinho neste pensamento que. genericamente, estou a denominar de "Matrix". 

Com Dilma ou um eventual um novo governo, não haverá chance do País tomar o rumo do desenvolvimento sustentável, se não houver mudança na política econômica "neoliberal" para a "Matrix". Mudança de nomes na presidência, não significa muito, se não houver a mudança na matriz econômica do futuro presidente da República. 

Ossami Sakamori















Um comentário:

  1. Os bancos nunca estiveram preocupados com outro assunto que não seja seu cresimento patrimonial.
    Vivemos num mundo especulativo.
    Quem tem dinheiro quer ter mais, comprar mais terras, mais carros, mais imóveis.
    Num país sem identidade, sem rumo e sem governo é assim mesmo. A Venezuela nos dá o exemplo que está sendo seguido à risca, por aqui. O que funciona na Rússia, China, Coréia do Norte e outras estrelas comunistas está funcionando aqui e não há esperança de mudança. Em função disso quem pode, ou guarda no colchão seu dinheiro ou aplica em países sérios.

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