Receba novas matérias via e-mail adicionando o endereço

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Nelson Barbosa joga lenha na fogueira da inflação.

Crédito da imagem: Estadão

Fiz matéria, ontem, sobre as medidas que estão sendo preparadas pelo trio Dilma-Barbosa-Tombini para tentar reverter o quadro da economia do País. A imprensa dá destaque à fala do ministro Nelson Barbosa que contesta a forma como a notícia está sendo divulgado pela imprensa brasileira. 

Segundo a imprensa, disse o ministro Nelson Barbosa: "Acho que heterodoxia e ortodoxia não são corretas para avaliar. É algo de ser eficiente ou não eficiente". Disse ainda: "No momento em que a economia precisa de capital de giro e havendo recursos sem custo adicional, é obrigação fazer isso".

O que o ministro Nelson Barbosa disse e o que o presidente do Banco Central fez, ontem, apenas confirma o que este blog noticiou ontem. Independente da ortodoxia ou heterodoxia, que a mim não interessa discutir, as duas medidas anunciadas, uma em Davos e outra em Brasília, confirma o "afrouxamento" da política monetária do Banco Central. As duas medidas vem em direção ao alargamento da base monetária. Alargamento da base monetária termina inexoravelmente no aumento de preços. 

O meu diagnóstico sobre as novas medidas com a última cartada do governo Dilma, está justificada na iminência de cassação do registro da chapa pelo TSE, ainda este ano. Na prática, o governo Dilma está abandonando a meta de inflação, que o Orçamento Fiscal de 2016, prevê em 4,5%. A inflação estourou mesmo o "teto" da meta, e terminou o ano de 2015 em dois dígitos, ou seja 10,67%.

A presidente Dilma quer e os condutores da economia do País, o ministro da Fazenda Nelson Barbosa e o presidente do Banco Central Alexandre Tombini vão implementar medidas de expansão de crédito, seja setorial ou não. Com inflação em 10,67% e com viés de alta, as medidas anunciadas pelo governo Dilma, só joga combustível para a fogueira da inflação. Nesta parte, o governo fica "mudo", faz de conta que o problema da inflação não é com ele.  

Este filme já assistimos várias vezes. A mais grave crise econômica o País viveu no Plano Cruzado II do governo Sarney. A tentativa desesperada de querer proporcionar a "sensação de bem estar" da população para tentar a "popularidade" de antes, é o motivo para "explodir" qualquer política econômica do governo, seja qual for a matriz econômica que adota.

Este que escreve tem concepção da matriz econômica diversa dos "neoliberais" de ontem e de hoje. O Brasil está a merecer o "vento minuano" contrário do "efeito el niño" que devastam as nossas riquezas. Com base na "nova matriz econômica", o País terá desenvolvimento sustentável ao longo dos anos. 

Que os políticos façam a política e deixem os formuladores da economia fazerem a nossa parte. Isto depende de você!

Ossami Sakamori












4 comentários:

  1. Dias negros ! "Este filme já assistimos várias vezes. A mais grave crise econômica o País viveu no Plano Cruzado II do governo Sarney" o populismo e um conta muito cara, viver sem produzir e a contra mão do caminho de um pais melhor.

    ResponderExcluir
  2. Seu artigo mostra sua superioridade milenar, olhos bem abertos para a bagunça que os governantes os fecham, ou semicerram, aproveitando-se, também, para tampar a boca e os ouvidos. Na verdade, tampam também o nariz, com outras mãos adquiridas de uma Medusa com microcefalia que preferiu ter mais "mãos" também chamadas de garras por aqueles mais gananciosos, já que não querem sentir o cheiro do povo.

    ResponderExcluir
  3. BRASILEIROS E BRASILEIRAS,

    NÃO RECLAMEM DA CRISE NO BRASIL. TRABALHEM.SEJAM CRIATIVOS. FAÇAM IGUAL AO PETISTA AEDES AEGYPTI: COMEÇOU PEQUENO E HOJE É BEM SUCEDIDO COM 3 PRODUTOS NO MERCADO E PLANOS DE EXPANSÃO

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Retornou ao Brasil petista roxo, digo, vermelho sangue

      Excluir

Não há censura ou moderação nos comentários postados aqui.
De acordo com a legislação em vigor, o editor deste blog é responsável solidário pelos comentários postados aqui, inclusive de anônimos.