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terça-feira, 23 de maio de 2017

O fim do governo Temer.


A permanência do presidente Michel Temer ficou insustentável após a revelação das gravações feito pelo empresário estelionatário Joesley Batista, o "fanfarrão". Presidente Temer não encontrou justificativa convincente sobre o encontro com o Joesley Batista, realizado às altas horas da noite, no porão do Palácio Jaburu, residência oficial. 

A defesa do presidente Temer, inicialmente, quis invalidar a gravação, sem contestar o conteúdo nada republicano havido entre ambos, no mês de março.  Na tarde de ontem, os advogados de defesa do Michel Temer, recuaram ao pedido inicial de suspensão da investigação autorizada pelo ministro Edson Fachin, prevendo a negativa do pedido pelo pleno do STF.  Foi um recuo tático do Temer investigado.

Presidente Temer quer a todo custo demonstrar que ele tem o controle sobre a base aliada, convocando-a para atividades normais no Congresso Nacional nesta semana, à partir de hoje. Duvido que a base aliada obedeça cegamente ao pedido do Michel Temer. Os partidos de oposição já anunciaram "obstrução" à qualquer iniciativa de votação dos projetos do Palácio do Planalto. 

Os principais partidos aliados do presidente Temer, pelo menos em público, anunciam apoio ao Temer. Mas, nos bastidores, esperam que o TSE na reunião convocada para dia 6/6 venha cassar a chapa Dilma/ Temer, para não agravar ainda mais a crise de governabilidade. Os partidos aliados, no meu ver, apesar parecer atitude aparentemente "em cima do muro", estão conduzindo o processo de sucessão, com muita cautela. Todo e qualquer congressista estão de olho nas próprias reeleição em 2018. 

Na área econômica, o mercado internacional está demonstrando "exaustão" à crise que iniciou com a eleição da Dilma Rousseff para o segundo mandato. As agências de classificação de riscos, estão rebaixando as notas de crédito do Brasil e das principais empresas brasileiras, após a crise Temer. O mercado está na posição de "vendedor" do que de "comprador".  Nos primeiros dias da crise Temer, o mercado acionário brasileiro já perdeu o seu "valor do mercado" cerca de R$ 220 bilhões, correspondente aos valores negociados na BMF/Bovespa.

A crise política e financeira que se instalou no Brasil só vai mudar com a renúncia ou afastamento do presidente Temer e ter um nome capaz que conduza o país durante o período tampão, isto é, até 31 de dezembro de 2018.  Vamos deixar claro, também, que a possibilidade de volta do ex-presidente Lula, via eleição indireta, é nula. 

Ossami Sakamori


domingo, 21 de maio de 2017

Day after do Michel Temer.

Crédito da imagem: Estadão

Há um verdadeiro terrorismo nas redes sociais, com o iminente afastamento ou renúncia do presidente Michel Temer, em decorrência do episódio do "grampo do Joesley". Achei por bem, escrever esta para acalmar os meus leitores e o povo em geral. Vou ser breve, curto e grosso. 

De certo modo, os leitores tem razão em achar ambiente político instável. Nos últimos dois dias, o presidente Michel Temer utilizou-se do púlpito da sala de imprensa do Palácio do Planalto por duas vezes, apenas para dizer que permanece no cargo de presidente da República.  Nas breves aparições, Michel Temer rechaçou o "grampo" do empresário estelionatário Joesley Batista do grupo empresarial JBS, mas nada comentou sobre o conteúdo cheio de insinuações e meias palavras da gravação. 

Mais do que o conteúdo das gravações, o que me deixou perplexo é o fato de presidente da República ter atendido um conhecido empresário estelionatário Joesley Batista, dono do JBS, envolvidos em várias falcatruas que a Polícia Federal já tinha realizado, antes mesmo do encontro de ambos que teria ocorrido no mês de março.  Mais do que isto, o empresário que ele o classificou com "fanfarrão" teria sido atendido às 10h e 40min da noite, no Palácio Jaburu, residência oficial, por cerca de meia hora, no porão do Palácio, o que me deixou perplexo. 

A situação que se criou, independente do conteúdo ou da forma como foi feita a gravação, clandestina ou não, em qualquer país do primeiro mundo, seria motivo suficiente para afastamento do cargo de um mandatário máximo. O fato foi noticiário da imprensa internacional como mais uma "crise política" que se instalou no Brasil. O País continua sendo motivo de piada e de chacota do mundo.  

O tão comendado nas redes sociais, a volta do ex-presidente Lula, via eleição direta para presidência da República, numa eventual renúncia ou afastamento do Michel Temer ganhou espaço. Os apoiadores do Lula, foram às ruas exigir o "Fora Temer", com proposital intensão de criar situação de instabilidade política. Com o movimento, as esquerdas querem promover a Emenda Constitucional que possibilite eleição direta para presidente da República no caso de vacância na segunda metade do mandato.  

Quero afirmar que não há clima e nem votos para votar Emenda Constitucional "casuística" moldada para atender os interesses dos apoiadores do Lula.  Uma Emenda Constitucional seria necessário 308 votos na Câmara dos Deputados e 54 votos no Senado Federal. As esquerdas comandada pelo PT, PCdoB, PSB e partidos de aluguel não possuem nem a metade dos votos necessários para aprovar a pretendida Emenda Constitucional. 

Por outro lado, há intensa negociação, nos bastidores da atual bancadas da "situação", em preparativo à sucessão da presidência, via indireta, dentre os membros do Congresso Nacional. Michel Temer será afastado por vontade própria ou pela cassação da chapa Dilma/ Temer. O Congresso Nacional se prepara para o "day after".

Qualquer nome que venha a ser aprovado pelo Congresso Nacional, por via indireta, vai dar continuidade às reformas estruturantes já em andamento. Não haverá descontinuidade no processo de reformas estruturantes. Pelo contrário do que possa imaginar, um novo nome de consenso do Congresso Nacional trará uma nova perspectiva de retomada dos investimentos diretos por parte dos investidores institucionais nacionais e internacionais. 

Posso afirmar que, sem Temer, o Brasil retomará um novo ciclo de crescimento econômico sustentável. 

Ossami Sakamori


sábado, 20 de maio de 2017

A casa caiu para Dilma e Lula!

 
Crédito da imagem: Estadão

Antes de falar sobre a Dilma e o Lula, com enorme constrangimento, como eleitor que sou, ter de dizer que nas eleições de 2014, votei no candidato Aécio Neves para presidente da República, apesar da época não estar filiado ao partido do candidato. Sobre o Aécio Neves, a grande imprensa já deu o destaque necessário para revelar a verdadeira face do neto do Tancredo Neves. Vamos ao foco desta matéria, a Dilma e o Lula. 

A grande imprensa noticiou amplamente sobre as remessas clandestinas ou "por fora" à Dilma e ao Lula no montante de US$ 80 milhões e US$ 70 milhões, respectivamente, feitas pelo grupo empresarial JBS/Friboi. A denúncia foi feita pelo empresário estelionatário Joesley Batista para Procuradoria Geral da República. Ainda, segundo o delator, as contas correntes eram operadas pelo ex-ministro da Fazenda dos governos Lula e Dilma, Guido Mantega. 

Esta vertente de propina revelada pelo empresário estelionatário Joesley Batista se soma ao dinheiro ilícito pago com recursos do outro grupo empresarial Odebrecht, delatado pelo Marcelo Odebrecht e confirmado pelos marqueteiros João Santana e Mônica Moura. Sobre o assunto, este blog já fez várias matérias. 

O que me espanta é que a movimentação das propinas e os financiamentos ilícitos das campanhas eleitorais feitas pelo grupo empresarial JBS/Friboi eram de conhecimento no meio empresarial, da qual faço parte.  Em 19 de janeiro de 2014, portanto há mais de 3 anos, fiz matéria com o título: JBS/Friboi deverá financiar Dilma 2014, denunciando o principal  fonte de financiamento da Campanha Dilma 2014.

À época da matéria, há mais de 3 anos, eu disse: "Enquanto permanecer os governos Lula & Dilma, os  Batistas dos carnes Friboi do Tony Ramos, estarão na mídia e estarão blindados com o dinheiro fácil do BNDES.  Só para lembrar, o presidente do Banco Central do Lula, o banqueiro Henrique Meirelles é o principal articulador do grupo junto ao governo da Dilma.  Costa quente eles tem, até demais.  Até quando o grupo JBS vai viver às custas do BNDES, ninguém sabe.  Só Dilma sabe!".

É impressionante como o governo que sucedeu ao da Dilma, o governo Temer, não tomou nenhuma medida para combater a corrupção que ocorria com o financiamento seletivo, leia-se que contém propina, do maior banco de fomento do País, o BNDES. Em parte, se explica com a nomeação do principal executivo Henrique Meirelles para a pasta mais importante de qualquer governo, o da Fazenda. 

A grande imprensa parece ter acordado, com mais de 3 anos de atraso, sobre as maracutaias dos sucessivos governos, sobretudo dos últimos 14 anos, incluído o do governo Temer. Coloco neste rol de grande imprensa a Rede Globo, formadora de opinião do povo menos letrados. Eu é que não sou nenhum jornalista, boto no chinelos os grandes nomes do jornalismo e renomados articulistas econômicos das grandes redes de comunicação, sem falsa modéstia. 

Enfim, a casa caiu para Dilma e Lula!

Ossami Sakamori



sexta-feira, 19 de maio de 2017

Independência ou morte!

Crédito da imagem: Estadão

Após crise do grampo de uma conversa entre presidente da República e o empresário estelionatário Joesley Batista, cuja delação, foi vazada na noite de antes de ontem, Michel Temer fez pronunciamento público no Palácio do Planalto com 20 horas de atraso. Pouco falou, na ausência de jornalistas, com cinegrafistas credenciados no Palácio. A frase que ecoou naquela sala de imprensa, foi: Não renunciarei !  

O fato grave é que, não desmentido pelo Michel Temer, ele recebia o já investigado pela Polícia Federal, o empresário estelionatário Joesley Batista, dono das empresas do grupo JBS, na residência oficial Palácio do Jaburu, sempre após 10:30h, para não precisar se identificar para seguranças do Palácio. Digamos que um encontro privado e reservado, longe das registros dos protocolos de um presidente da República, um sub-mundo. 

O teor da conversa revelado pela imprensa, não são nada republicano. Segundo a grande imprensa, a conversa girou em torno de assunto de interesse pessoal do empresário estelionatário, investigado pela Polícia Federal. Joesley Batista utilizou-se do expediente de gravação "clandestina", até então, não autorizada pela Justiça, para convencer com o material convencer o Procurador Geral da República a aceitar a sua "delação colaborativa". 

Quem está "enturmado" com pessoas "foras de lei", no caso o presidente Michel Temer, corre o risco, como de fato ocorreu, um grampo para posterior utilização em "chantagens". No caso, foi utilizado pelo empresário estelionatário Joesley Batista para auferir o benefício próprio das "delações colaborativas" junto ao Ministério Público Federal. É sub-mundo que qualquer mortal nem sonha que tenha acontecendo nos altos poderes da República. 

O caso foi bem pensado pelo empresário estelionatário. Para que a delação não fosse interpretado como "retaliação" ao Michel Temer, Joesley Batista fez "grampo" de um outro ilícito, desta vez, do presidente do PSDB Aécio Neves. No mundo do crime, deve ser isto mesmo, não há regras. Antes que alguém diga que estou tentando proteger o senador afastado Aécio Neves, considero que o resultado deste "grampo" foi também positivo. A denúncia contra Aécio Neves foi uma forma do povo brasileiro, no qual me incluo, conhecer a verdadeira face da "marginalidade" que ocorrem nos três poderes da República.

De toda forma, pelos caminhos nem tanto convencionais, com efetiva colaboração do empresário estelionatário, que diz estar ameaçado de morte, expõe-se a "fratura generalizada" dos três poderes da República. O fato me lembra um pouco a "delação colaborativa" do Tommaso Bushetta, mafioso italiano que foi preso no Brasil. Igualmente, ameaçado de morte na sua terra natal, sabe-se que o Buscetta foi morar nos EEUU, com uma nova identidade, como prêmio à delação colaborativa à Justiça italiana. 

Venho, reiteradamente, neste blog e nas redes sociais que o núcleo das facções criminosas se aloja no Palácio do Planalto. Muda-se o nome do mandatário máximo da República, mas os chefões do "sub-mundo" da criminalidade se abrigam nos escaninhos dos poderes máximos da República. O Brasil, com o governo do Michel Temer, continuará sangrando até a sua morte. Que me perdoe o imperador Dom Pedro I, mas ao contrário da Sua Majestade, o povo brasileiro parece ter escolhido a "morte" ao invés de "independência".  Cada povo tem um rei que merece, assim diz o ditado. Será, mesmo?

Independência ou morte!

Ossami Sakamori



quinta-feira, 18 de maio de 2017

A verdade nua e crua sobre JBS/Friboi


Estranha muito que a Operação contra o grupo empresarial JBS/Friboi tenha ocorrido somente neste ano. Ontem, a grande imprensa deu grande destaque e hoje a Polícia Federal está fazendo Operação para cumprir os mandatos decorrentes da delação premiada do seu principal executivo, o empresário estelionatário Joesley Batista. 

Este blog fez as primeiras denúncias sobre o grupo empresarial JBS/Friboi no início de 2014, isto é, há mais de 3 anos. Até ontem, parece que ninguém conhecia a maracutaia do grupo empresarial JBS/Friboi. Para quem quiser ver as minhas denúncias, segue os links das matérias postadas por mim.  Parece que as autoridades do executivo e judiciário fingiram todo este período de "não vi, não falei, não ouvi". Temos que apurar também, o motivo desta "blindagem" dos estelionatários Joesley e Wesley Batista. 


Ainda, no ano passado, postei matérias que ligam o grupo empresarial aos principais personagens da política e da economia brasileira, do país, de ontem e de hoje. 

18/08/2016: Meirelles é Friboi.

Apenas estranho que a Operação da Polícia Federal esteja ocorrendo com 3 anos de atraso. Talvez, se tivesse atuado antes, o prejuízo para os cofres públicos tivessem sido menores e os irmãos estelionatários não tenham tido oportunidade de "posarem" de "mocinhos" como eles estão sendo considerados.

Antes tarde do que nunca!

Ossami Sakamori




quarta-feira, 17 de maio de 2017

A depressão chegou no fundo do poço?


Presidente Temer e ministro da Fazenda Henrique Meirelles, nas aparições nas TVs, tem afirmado que o Brasil começou a crescer.  Para o argumento utilizam-se da queda de inflação e recuperação de alguns setores da economia, como o da agrícola. A prévia do PIB do primeiro trimestre indica crescimento de 1,12%. O número de demissões no primeiro trimestre, praticamente, terminou em estabilidade. Para o País que vinha apresentando indicadores negativos por dois anos consecutivos, a notícia é até boa. 

No entanto, há uma distância enorme de considerar os primeiros números positivos como tendência para o resto do ano. Os números positivos vieram basicamente do desempenho do agronegócio que aumentou a produção da safra de verão em mais de 6% comparado ao do ano anterior. Outro segmento que ajudou a recuperar o crescimento foi a produção das montadoras no primeiro trimestre, em função da alta demanda de veículos pela Argentina.

O número de mês de abril, sobretudo a criação de novos empregos, em cerca de 60 mil vagas, está animando os analistas econômicos. Mas, particularmente, vejo com certa reserva. O resultado do mês de abril poderá repetir nos próximos meses, enquanto a CEF estiver liberando as contas inativa do FGTS para os trabalhadores. Tecnicamente, a liberação do FGTS produz cerca de 0,6% de incremento ao PIB do ano. No entanto, o efeito da liberação do FGTS pode mascarar o crescimento do PIB para o restante do ano. A última parcela da liberação do FGTS ocorrerá no mês de julho.  Não vi nenhum analista considerar o impacto da liberação do FGTS na economia, com exceção do ministro da Fazenda Henrique Meirelles.

Outro fator a considerar é a queda da taxa básica de juros Selic previstos para próximas reuniões, apesar de em números absolutos, o Brasil esteja pagando os juros reais a mais alta dentre 40 maiores economias do mundo. Psicologicamente, a taxa de juros Selic acima de 10% ao ano traz um "desconforto" para os empresários, inibindo-os de fazer investimentos diretos. Segundo Banco Central, a taxa Selic deve terminar o ano ao redor de 8% a 9% contra a inflação abaixo de 4%, o que poderia vir a animar os empresários. 

Há uma certa falta de didática dos jornalistas e analistas econômicas ao opinar sobre o "momento econômico", sobretudo por causa dos indicadores, muitas vezes conflitantes. O fato é que a "tendência" da economia só é confirmada quando há repetição de tendência positiva ou negativa em dois trimestres consecutivos. Tentar definir tendência da economia baseado apenas em dados de 1 trimestre é como tentar adivinhar o resultado de uma maratona nos primeiros 100 metros. Há que maratonista correr pelo menos 1.000 metros dentre 42 km para poder definir os favoritos. 

Para emitir opinião sobre o quadro da economia do País para o restante do ano, baseado apenas nos números do primeiro trimestre, tecnicamente, é inseguro. No máximo, podemos afirmar que a economia está "ensaiando" uma recuperação ou que a economia parece estar "chegando" no fundo do poço. O povo terá que agir com muita cautela nestas horas. 

Fazer qualquer projeção otimista para o ano de 2017, como quer fazer crer o presidente da República Michel Temer é um tanto quanto "temerário". Presidente Temer não tem "credibilidade" para afirmar qualquer coisa, sobretudo sobre matéria que não a domina. Em matéria de economia, Temer é apenas ventríloquo do ministro da Fazenda Henrique Meirelles. 

Nestas horas, a cautela é melhor remédio.

Ossami Sakamori



terça-feira, 16 de maio de 2017

BNDES e os esqueletos escondidos.


Os poucos funcionários do BNDES repudiam a forma como foi feita a Operação da Polícia Federal que conduziu alguns dos funcionários sob forma de "condução coercitiva" para depor na Polícia Federal, que investiga os supostos empréstimos favorecidos ao grupo empresarial JBS/Friboi. Segundo a grande imprensa, a presidente do Banco Maria Silvia Bastos, ficou surpresa com a Operação da Polícia Federal. 

Na ocasião da sua nomeação, a Maria Silvia Bastos, este blog fez matéria: Para Maria Silvia entrego cheque em branco, enaltecendo a sua capacidade de gerir grandes corporações e instituições públicas.  Estranharia muito se ela fosse à favor das manifestações dos funcionários desfavoráveis aos depoimentos coercitivos.  Quem não deve não teme, deveria ser o mote dos bons funcionários. 

Quanto à instituição financeira BNDES este blog fez uma matéria denunciando gestão temerária do Banco presidido pelo então Luciano Coutinho em 29 de dezembro de 2014, portanto há mais de 2 anos e meio. A matéria se referia, já no apagar das luzes do ano de 2014, o O rombo do BNDES. Nessa matéria, estimei o "risco BNDES" em R$ 1 trilhão, considerados os empréstimos concedidos às empresas com os recursos próprios e do Tesouro Nacional.  

Se fizer avaliação real do valor patrimonial do BNDES, aplicando o teste de impairment em todos os ativos, sobretudo dos empréstimos podres a receber e das participações "micos" em empresas em dificuldades, como a da Oi Telecomunicações, não se sabe exatamente em que nível de Patrimônio Líquido o Banco possui, incluindo o BNDES Participações. 

Os empréstimos "de favores" não só abrange o períodos dos governos do PT, mas de todos outros governos recentes, pós Regime Militar. Há muitos "esqueletos" escondidos nos armários do BNDES. Isto, sem contar com os empréstimos duvidosos aos países da América Latina e África dentro do programa de Exportações, com o dinheiro do BNDES. Não custa reler a matéria Lula é vagabundo. 30 obras do BNDES republicado em 29/10/2016. 

Quanto à empresa investigada pela Operação da Polícia Federal, a JBS, há mais de 3 anos que venho fazendo denúncias sobre o grupo empresarial, o maior beneficiário individual do BNDES. Vejo nesta Operação, um agravante. O atual ministro da Fazenda Henrique Meirelles, chefe da Maria Silvia do BNDES, foi um dos principais executivos da holding J&F que controla a JBS/Friboi, até assumir o posto máximo da economia do País. 

Diante dos fatos narrados acima, chega-se a conclusão de que há um "grupo de funcionários" em número expressivo que trabalha contra os interesses do BNDES. Espero que a presidente do Banco Maria Silva Bastos, não me decepcione, apoiando as manifestações dos "maus funcionários" do BNDES. Vamos separar os joios dos trigos no corpo do BNDES. A hora é agora, Maria Silvia. 

Cadeia para todos maus funcionários do BNDES e pronto!

Ossami Sakamori



quinta-feira, 11 de maio de 2017

Lula mentiu para juiz Sérgio Moro!


Vou ser brevíssimo hoje. Lula mentiu ao juiz Sérgio Moro, no interrogatório que ocorreu ontem, dia 10/05/2017, sobre processo em que ele é acusado no processo conhecido como do Triplex de Guarujá. 

Em perguntado pelo juiz Sérgio Moro se ele conhecia os diretores da Petrobras nomeados por ele, afirmou que o assunto de nomeação dos diretores da Companhia era de cada ministros da área. Disse ele que não mantinha contato com diretores. Ele mentiu.

A foto acima desmente a afirmativa do ex-presidente Lula. A foto mostra a ex-ministra de Minas e Energia Dilma Rousseff e ex-presidente da Petrobras Sérgio Gabrielli, apresentando o recém nomeado Diretor de Abastecimento Paulo Roberto Costa, condenado na Lava Jato, à época. A foto foi divulgada pela grande imprensa, na ocasião. 

Ossami Sakamori


sábado, 6 de maio de 2017

O povo vai tomar o Planalto.


Na próxima semana, para ser exato no dia 12, sexta-feira, o presidente Michel Temer faz um ano no poder. Presidente Temer ocupa a vaga aberta pela ex-presidente Dilma em razão do impeachment, desde então. A principal bandeira do Temer foi de acabar com os "rombos fiscais" e colocar a economia "nos eixos". Passado um ano, nem uma coisa e nem outra coisa alcançou o objetivo esperado.

O "rombo fiscal" que levam o nome de "déficit primário" continuam, sem os artifícios, nos mesmos níveis de 2015, isto é cerca de R$ 190 bilhões.  Algumas receitas extraordinárias como a da repatriação dos ativos financeiros, tem amenizado o número do "rombo fiscal". Para piorar, a receita prevista para este ano decorrente das concessões públicas, não vem acontecendo dentro do previsto. A meta do rombo previsto na LDO de 2017 que é de R$ 139 bilhões, será difícil de ser alcançado. Deverá ser maior!

O crescimento econômico projetado pelo governo Temer na ocasião da elaboração do LDO foi de 1,6%. As últimas projeções do Boletim do Banco Central, projeta o crescimento do País neste ano em 0,46%, aumentando o "rombo fiscal". Espera-se, desta forma, que o "rombo fiscal" deste ano seja acima do previsto na LDO. Quanto ao aspecto legal do rombo, o governo Temer não se preocupa porque no final do ano passado foi aprovado a Lei do teto dos gastos, que nada mais do que a "flexibilização" da Lei de Responsabilidade Fiscal de 2000. 

Os "rombos fiscais", por si só, não é fato tão incomum em qualquer país do mundo. O que preocupa são os juros reais pago pelos sucessivos governos, inclusive o do Michel Temer. Com o "rombos fiscais" ou os "déficits primários" sendo cobertos pela emissão dos títulos da dívida pública com juros reais, em média de 5% a 6% acima da inflação é que mais preocupa. Mesmo que o Brasil não apresentasse nenhum "rombos fiscais" ou os "déficits primários", a dívida pública cresce na mesma proporção dos juros reais. O crescimento da dívida pública é potencializado pelos "rombos fiscais" ou o dinheiro que falta para cobrir as despesas do governo, sem considerar os juros da dívida pública.

Do lado social, o número de desempregados, segundo critério do IBGE, está em 13,7% ou 14,2 milhões de trabalhadores. O Brasil, historicamente, conviveu com o índice de desemprego, pelo mesmo critério, em torno de 6%. Desta forma, há um problema explosivo de número de desempregados, acima da média histórica, em mais de 7 milhões de trabalhadores. O número mostra que o País precisa urgentemente de criar 7 milhões de novas vagas de trabalhos. Criar 7 milhões de empregos não se faz de um dia para outro sem os efeitos colaterais de hiperinflação. Eis, aí, mais um problema adicional que poderá advir. 

A política econômica do governo Temer não prevê criação de 7 milhões de empregos no curto prazo e muito menos no médio prazo. A própria emenda constitucional do "teto dos gastos públicos" engessa os gastos do governo, mesmo que na área de investimentos, para os próximos 20 anos, com possibilidade de revisão no décimo ano. O fato que a Lei do teto dos gastos proíbe os gastos em investimentos acima daquele do Orçamento Fiscal de 2016, corrigido pela inflação. Desta forma, não se pode esperar da parte do governo federal qualquer plano de desenvolvimento sustentável sustentado com o dinheiro público. 

Pelo exposto, a tarefa de fazer o Brasil crescer em níveis necessários para tentar reduzir o número explosivo de desempregados ficou com os empresários. Os empresários, por outro lado, não encontra nenhum estímulo para fazer investimentos diretos. Pelo contrário o governo compete com os investimentos diretos oferecendo os juros reais mais altos dentre 40 maiores economias do mundo. 

Não tenho receio de afirmar que o governo Temer criou a armadilha, o do teto dos gastos públicos, em que o próprio governo virou refém dela. Governo Temer criou a armadilha para ele próprio. Venho fazendo matérias, com alguma pitada de economês, no meu blog Brasil Liberal já , para os que tem alguma familiaridade com a macroeconomia. Quem acompanha minhas matérias, sabe que tudo isto que está ocorrendo já era previsto desde o início do governo Temer.

As afirmações de que ir contra a política econômica do governo Temer é voltar à política anterior da Dilma não estão corretas. A política econômica do governo Temer em pouco difere da antecessora Dilma. A política econômica do Michel Temer privilegia o setor financeiro ou bancário em detrimento ao setor produtivo. Enquanto não mudar a prioridade, o Brasil continuará amargar a pior crise dos últimos 100 anos. Não serão as reformas estruturantes é que vão tirar o Brasil do buraco que se meteu. Há que mudar a política econômica e monetária para produzir os novos empregos.

Temos que acordar para a "grave situação" que o País atravessa, antes que os "custos sociais" fiquem explosivos. Poderá chegar a um ponto em que o povo vai tomar o Planalto. Isto está escrito nas literaturas do mundo contemporâneo. 

Ossami Sakamori




terça-feira, 2 de maio de 2017

Governo Temer é um governo de faz de conta.

Crédito da imagem: Estadão

O presidente Temer fez a carta para a população, "a ponte para o futuro", ainda na função de pretendente ao cargo de presidente da República. Chegou aonde ele queria, ao cargo máximo da República Federativa do Brasil, função que ele por ele próprio nunca chegaria a ocupar. O presidente Temer só está no cargo de presidente porque compôs a chapa Dilma/ Temer. Michel Temer fez aliança espúria, mesmo sabendo das falcatruas dos governos PT. Agora, ele quer fincar seu nome na história do Brasil como um presidente competente.  Não, nunca será. 

Michel Temer é um presidente fraco. Michel Temer não resite à aparição pública, sem os "cercadinhos", por sinal, foi muito utilizados pela antecessora ex-presidente Dilma. Ao contrário da Dilma, Michel Temer tem cultura que a antecessora não tinha. Michel Temer, profissionalmente, foi advogado trabalhista e Procurador Geral do estado de São Paulo. Temer tem familiaridade com a tribuna, profissionalmente e também no exercício dos mandatos parlamentares. 

Presidente Temer, nos púlpitos, faz gesticulações que dar inveja aos bonecos de marionetes. Temer como muitos presidentes da história do País, é um presidente de "gravata". Temer me lembra a frase do presidente Figueiredo, que não gostava do "cheiro do povo". Michel Temer é presidente "almofadinha". Tudo parece que o Temer tem medo de "tocar" no povo e de ser "tocado". 

Michel Temer chamou para si a responsabilidade da política econômica e monetária. Nomeou para construir a "matriz econômica", Henrique Meirelles, para o agrado do mercado financeiro internacional, leia-se "agiotas internacionais". Temer quer construir o País privilegiando o setor financeiro ou bancário em detrimento do setor produtivo. Temer e Meirelles praticam o "maior juros reais" dentre 40 maiores economias do mundo. Nominalmente, o País gasta, em pagamento de juros, o dobro do rombo da previdência social. O país caminha celeremente ao nível de endividamento nunca dantes alcançado. Verdade tem que ser dita.

Michel Temer, diz fazer reformas estruturantes da economia, mas deixa de lado a principal delas que é a reforma tributária e um novo "pacto federativo". Sem a reforma tributária, o crescimento do País estará amparado em uma verdadeira "areia movediça". Michel Temer mentiu para a população sobre a aprovação da lei do teto dos gastos. O teto do gastos garante a cobertura dos "rombos" do Tesouro com emissão de títulos da dívida pública. O resultado é que o "rombo" ou o "déficit primário" está levando o País ao endividamento que futuras gerações vão pagar. Temer e Meirelles aprontam uma "bomba" de efeito retardado. 

A tal comemorada baixa da inflação é conseguido às custas de 14,2 milhões de desempregados oficiais. O número de desocupados, incluindo os beneficiários do Bolsa Família, chega a 40 milhões da força de trabalho. O país está enfrentando a pior crise econômica dos últimos 100 anos. Não serão as reformas trabalhistas e previdenciárias que por si só, vão fazer o País voltar ao "crescimento sustentável". Há que implementar política econômica e monetária voltados ao "crescimento sustentável". 

O quadro resultante da política econômica e monetária do governo Temer, me fez duras críticas do início desta matéria. Se a grande imprensa e os melhores articulistas econômicas não se manifestam, estou aqui a fazê-lo, aqui. Não vou, depois de 5 anos de crítica aos governos do PT, deixar de fazê-la, em querendo proteger o governo de coalizão do PMDB com o PSDB. O que tem que ser dito, será feito aqui neste espaço, independente de quem esteja mandando no governo.

Governo Temer é um governo de "faz de conta".

Ossami Sakamori



sábado, 29 de abril de 2017

Brasil sofre do síndrome do cachorro magro...


O povo brasileiro sofre "síndrome do cachorro magro". Toda vez que faço crítica ao governo Temer aparece alguém me dizer se eu quero a volta do PT. Esta visão distorcida do fato demonstra que o povo brasileiro, em geral, não enxerga mais o futuro, mas lembra-se apenas do passado. Certamente de um passado sofrido. O povo perdeu a capacidade de olhar para frente, para o futuro. O povo brasileiro, enxerga como única alternativa do futuro, uma eventual volta do passado. Isto, eu considero como "síndrome do cachorro magro".

Este mesmo povo esquece, no entanto, que o governo Temer é continuidade do governo do PT. Temer foi vice-presidente da Dilma por longos 5 anos e 5 meses. Temer teve possibilidade de não acompanhar a Dilma na chapa que os elegeram em 2014, respectivamente aos cargos de presidente e vice-presidente da República. Temer faz parte do PMDB que é parceiro inseparável de qualquer partido que esteja no poder. Não adianta Temer querer separar a sua figura da chapa que o elegeu. 

Temer é PMDB. Não adianta querer separar o partido do presidente da República ao do PT e do PSDB, pois a estes partidos serviram por longos 17 anos no poder. À essa altura do campeonato, querer separar a figura do Temer da figura da Dilma soa-me como "cuspir no prato que comeu". O partido do Temer, PMDB, está envolvido até o pescoço com as ladroagem que ocorreram nos 13 anos do governo PT. Não gosto de pessoas que "cospem no prato que comeu".

A prova de que o governo Temer é continuidade do governo do PT é a manutenção da chefe da equipe econômica do governo, o mesmo Henrique Meirelles, ex-presidente do Banco Central do Brasil nos 8 anos do governo Lula da Silva. A manutenção da maior parte dos ministros da Dilma no poder é outra evidência da continuidade. Pior, o governo Temer vem dando prioridade, como fez sucessivos governos neoliberais, aos investidores especulativos em detrimento ao setor produtivo do País. 

Voltando ao assunto do "síndrome do cachorro magro". Quando defendo a mudança no rumo do País, sobretudo na área econômica e monetária, estou exatamente indo no sentido contrário da "manutenção" da política econômica perversa dos sucessivos governos neoliberais. A visão distorcida sobre minhas falas, mostra claramente que o povo brasileiro está tão sofrido que qualquer crítica ao atual governo, enxerga como a volta ao passado ou a volta ao governo do PT.  Isto é "síndrome do cachorro magro"! 

Ao contrário do que muitos consideram, a minha crítica à política econômica e monetária do governo Temer tem finalidade de estimular a mudança do paradigma. Nas próximas eleições, as de 2018, defendo ardorosamente a mudança da política econômica e monetária que vise o "desenvolvimento sustentável" do País, privilegiando o setor produtivo em detrimento ao setor especulativo. 

O novo presidente da República a ser leito em 2018, não precisa carregar "ideologia" no peito. O novo presidente da República, preferencialmente, não seja da "extrema direita" e nem tão pouco da "extrema esquerda". O povo brasileiro já sofre do "síndrome do cachorro magro". O povo não quer saber de "ideologias". O povo quer saber de renda para pagar as contas no final do mês. Basta que o novo presidente da República escolha como setor preferencial o setor produtivo em detrimento do setor especulativo. Só isso, nada mais que isso!

Para governar o País não precisamos de "salvadores da pátria", nem dos auto denominados de "extrema direita". O País precisa de um presidente "probo" e medianamente capacitado para comandar a economia do País, rumo ao "desenvolvimento sustentável". Resumindo, o novo presidente da República deve combater a corrupção em todos os níveis do governo e que não seja um alienado ou "neófito" em macroeconomia. 

Vamos deixar o "síndrome do cachorro magro" e olhar para a frente, de preferência com "farol de milha" e fazer uma boa escolha do futuro presidente da República. Nada mais.

Ossami Sakamori


quinta-feira, 27 de abril de 2017

A vitória no Senado foi a vitória das redes sociais

Senadora Ana Amélia Lemos

Surpreendentemente, o plenário do Senado Federal aprovou a lei conhecida como de abuso de autoridade, por 54 votos a favor e 19 votos contra. Do texto final foi retirado pelo relator senador Roberto Requião artigo que criminalizava os juízes, procuradores e polícias pelos prática de atos considerados como de interpretação de leis ou a "hermenêutica". 

Mais surpreendente foi a aprovação em primeiro turno do "fim do foro privilegiado" para crimes comuns, de agentes públicos dos três poderes da República, permanecendo com o foro, somente, os chefes dos três Poderes da República, quais sejam: presidente da República, presidente da Câmara, presidente do Senado e presidente do STF. A proposta foi aprovada com votos de 75 senadores e nenhum voto contra. Correu rumor de que o Senado Federal antecipou a uma possível decisão sobre o tema pelo STF. 

O resultado, no à vista do meu ponto, deveu-se à intensa movimentação da população nas redes sociais, sobretudo no Twitter e no Facebook.  Aproveito para parabenizar os meus amigos e companheiros das redes sociais das quais participo. Representando os meus amigos das redes sociais, dedico minha homenagem a uma das dedicadas ativistas das redes, a @mariamcastanha . Através dela quero parabenizar e homenagear todos e todas pessoas que contribuíram com a vitória de ontem no Senado Federal. 

Da parte dos senadores e senadoras que apoiaram a aprovação das leis que atendem os reclamos da população, a senadora gaúcha @anaamelialemos, que foi a brava guerreira que fez grande trabalho de articulação sobre seus pares no Senado Federal. Em nome dela, dedico minhas homenagens a outros senadores que se engajaram na aprovação das leis que geraram muita polêmica.

O fato é que a maioria dos senadores estavam com um olho voltado ao painel de votação e outro nas eleições do próximo ano, qual seja a renovação dos mandatos parlamentares. Como eu afirmei na rede social, muitos dos senadores, com exceções honrosas como do  senador @AlvaroDias_, agem como "camaleão", isto é, agem de acordo com o "interesse do momento". 

A importância das redes sociais, "quase desacreditadas", sob intensa "censura oculta", voltou a funcionar pleno vapor como da vez que fez-se presente no movimento do "impeachment da Dilma".  

Vitória no Senado Federal foi a vitória das redes sociais. 

Ossami Sakamori


sábado, 22 de abril de 2017

Há luz de vela no final do túnel.



Atendendo o pedido da leitora deste blog, a Hortência, vou discorrer sobre o meu prognóstico da economia brasileira para os próximos três meses. Após quase 30 meses de sucessivos indicadores negativos, ao que parece, a economia está a bater no fundo do poço nos próximos trimestres. Porém, vamos com muita cautela para não tomar o prognóstico ao pé da letra. Explico o porque, na sequência. 

Ironicamente, o primeiro  indicador positivo vem do lado da inflação. A inflação dos últimos 12 meses aponta para número abaixo de 4%. Digo ironicamente porque a queda de inflação é provocada pela imposição de taxa de juros reais Selic, a mais alta dentre 40 maiores economias do mundo. Banco Central do Brasil utiliza a receita ortodoxa dos organismos internacionais de fomento como o FMI, ao pé da letra. Os juros reais altos atendem aos interesses dos agiotas nacionais e internacionais, e isto só serve para facilitar a "rolagem" da dívida pública do governo federal. 

Os juros reais altos interessam aos agiotas nacionais e internacionais, mas aumenta o "endividamento público", que no futuro breve, estaremos pagando o preço do "equívoco da política econômica". Os juros reais altos, também, inibem os investimentos nos setores produtivos da economia. O resultado é o número de desempregados e desalentados que ascendem a 25 milhões de trabalhadores brasileiros. Isto é o preço, imediato, que pagamos para estabilizar a inflação nos patamares civilizados. 

Nas próximas reuniões do Copom, o Banco Central deverá votar pela redução de juros nominais dos atuais 12,25% para patamar de 10% ao ano nas próximas duas reuniões. Se a inflação estabilizar em torno de 3% ao ano nos próximos meses, o Banco Central deverá reduzir os juros para patamar de um dígito (menos de 10% ao ano). Ainda assim, a taxa de juros reais do Banco Central do Brasil continuará sendo a mais alta taxa do mundo. Isto é muito preocupante!

Pode ser e creio que vai ser, o indicador de referência para investidores institucionais do setor produtivo, não mais seja a taxa de juros reais Selic, mas poderá ser o índice de inflação, uma das menores dos últimos anos. Vamos lembrar que o Plano Real de 1994 foi instituído para o País ter moeda estável. Perseguir inflação próximo da estabilidade, é colocar a moeda "real" na verdadeira trajetória projetado como verdadeiro objetivo.

Apesar de reformas estruturantes serem feito a "meia sola", as da previdência e trabalhistas, ainda assim, corrige a trajetória do crescimento dos gastos públicos e facilita a abertura de novas vagas de emprego. Isto pode venha a ser um ponto positivo para a volta de investimentos produtivos no País. Tem um ditado que diz que "gato rescaldado tem medo de água fria". Vamos dizer que os investidores institucionais estão com "dois pés" atrás. A volta de confiança, certamente, não acontecerá de uma hora para outra, após pior "depressão" dos últimos 100 anos. 

Hortência, podemos dizer que após a aprovação das reformas da previdência e trabalhistas, previsto para acontecer até o fim deste semestre, o País deverá retomar, timidamente, aos investimentos nos setores produtivos. Vamos lembrar, também, Hortência, de que o mercado consumidor está com 60 milhões de inadimplentes dentre população economicamente ativa de 105 milhões de trabalhadores será o principal óbice para aceleração do crescimento. 

Somados a tudo isto, Hortência, o governo Temer não tem nenhuma credibilidade, sobretudo porque abriga na sua equipe ministerial, nada menos que 8 ministros envolvidos na Operação Lava Jato, direta ou indiretamente. O povo aprendeu a repudiar os governos corruptos, felizmente. 

Podemos dizer, então, que há uma luz tênue no final do túnel, a luz das velas. Que Deus dê esperança ao povo brasileiro, tão sofrido pelos sucessivos "desgovernos", incluído o atual. 

Ossami Sakamori




sexta-feira, 21 de abril de 2017

Brasil continua estagnado!


Há cerca de um mês, presidente Temer comemorava a criação positiva de empregos no mês de fevereiro, após meses seguidos de perdas de empregos.  O número positivo era sazonal. O Ministério do Trabalho anunciou ontem que o País perdeu 63.624 postos de trabalho no mês de março. Para minimizar os dados, o ministro do Trabalho prevê dados positivos no mês de abril, em curso.

O governo Temer aposta "todas fichas" nas reformas de previdência e trabalhista. Com as reformas estruturantes espera estabilizar o "rombo" ou "déficit primário" dos orçamentos fiscais.  Esta situação de "rombo" nos orçamentos fiscais vem desde 2014, ano que foi "pedalado" para o ano de 2015. Isto é tudo o "pano de fundo", a desculpa para a "depressão". 

As reformas estruturantes por si só não leva ao crescimento econômico sustentável. O governo Temer está muito mais preocupado com sua credibilidade no mercado financeiro internacional para atrair "capital especulativo", indispensável para continuar financiando a explosiva dívida pública federal. Brasil é o país que paga os maiores juros reais dentre 40 maiores economias do mundo, para poder rolar a sua dívida pública. O capital especulativo não traz capital pelo potencial do País, mas apenas e tão somente para auferir os juros mais altos do mundo. 

Voltando ao assunto dos indicadores econômicos, os principais articulistas econômicos e a grande imprensa, fazem coro com o governo Temer e arrisca em diagnóstico temerário sobre a situação econômica do Brasil. Tecnicamente, qualquer indicador econômico, incluindo o número de criação de emprego, só é possível considerar como "tendência" quando confirmar em dois trimestres consecutivos. Eu disse, dois trimestres e não dois meses! O resto é conversa fiada!

Da forma como foi explicado aqui, o crescimento de número de empregos ou crescimento do PIB, só vai configurar como "tendência" quando houver números positivos no segundo e no terceiro trimestre deste ano, porque o primeiro trimestre já se configurou negativo. O resto é soltar "rojões" antes do tempo. Os investidores institucionais diretos, aqueles que investem em plantas industriais, só vão retomar os investimentos a longo prazo quando configurar a situação de crescimento. Não adianta o presidente Temer querer "enganar" os investidores institucionais com pé no chão. No máximo, vai continuar enganando a grande imprensa "moucos" e alinhados com o "governo". 

Medidas para crescimento sustentável do País, há. Tenho indicado a saída para situação de crise no meu blog, com algum economês, no blog Brasil Liberal Já!.   Infelizmente, a grande imprensa e articulistas econômicos "concordam" com o "release" distribuído pelo Palácio do Planalto. A Rede Globo o reproduz fielmente e o restante da mídia vai atrás, infelizmente.

O que mais preocupa é o "alinhamento automático", também, dos empresários de peso e pelo mercado financeiro especulativo. Eles se parecem mais aos "meninos gazeteiros" das aulas fundamentais da economia. Enquanto isto...

Brasil continua estagnado!

Ossami Sakamori
@SakaSakamori3




quinta-feira, 20 de abril de 2017

Entenda o Caso Banco Panamericano.



Segundo Estadão, o Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) pediu abertura de uma fiscalização sobre Banco Central por autorizar, entre 2009 e 2010, a compra de uma fatia do Banco Panamericano pela Caixa Econômica Federal.  Apesar de iniciativa do MPF ser positiva, o assunto vai morrer na casca.  Explico o porque.

O Banco Central à época já tinha conhecimento do rombo do Banco Panamericano devido a uma fraude financeira de R$ 4,3 bilhões no seu patrimônio.  Estranho é a Caixa Econômica Federal ter comprado 49% das ações ordinárias com direito a voto e 21 % de ações preferenciais pagando pelo "mico" nada menos que R$ 740 milhões, diretamente ao Senor Abravanel (Silvio Santos).  

Como pode uma instituição financeira oficial ter pago R$ 740 milhões, num banco com passivo descoberto de R$ 4,3 bilhões?  Uai, vocês não entenderam?  Isto se chama estelionato, conhecido como 171.  Pior, o estelionato foi praticado em conjunto entre o governo do Lula e o empresário conhecido como Silvio Santos.  

Não adianta, depois de decorrido quase 5 anos (em 2014),  o MPF pedir fiscalização no Banco Central sobre o 171 praticado entre Lula e Silvio Santos.  As investigações devem demorar mais 5 anos e se identificado os culpados, bagrinhos de segundo escalão do BC, até o MPF mande abrir o inquérito policial sobre o 171, vai levar outros 5 anos.  Tudo deve andar no passo de tartaruga até o julgamento final e eu com 70 anos hoje, não poderei ver o resultado da condenação do Lula e do Silvio Santos.  Pode ser que eles, também, não sejam mais habitantes deste mundo.

O que vem depois disso é que muito mais espantoso.  No mês de janeiro de 2011, portanto já no governo da Dilma, o grupo BTG Pactual do menino empresário André Esteves, comprou a parte do do Silvio Santos por R$ 450 milhões, para ser novo sócio da Caixa Econômica Federal no Banco Panamericano.  BTG Pactual não assumiu nenhuma dívida do Silvio Santos.  Portanto, o Silvio Santos embolsou na venda da sua parte do "banco podre" nada menos que R$ 1,190 bilhões. 

Tudo esquema 171, montado pelo Lula e Silvio Santos e depois concretizado pela Dilma.  O Banco Panamericano para sair da situação de insolvência, fez empréstimo junto ao Fundo Garantidor de Crédito (entidade montado pelo sistema bancário) no montante de R$ 1,5 bilhão, na operação de transferência de controle acionário do Silvio Santos para o BTG Pactual.  Este aporte do FGC veio somar ao desembolso de R$ 2,5 bilhões efetuado antes da transferência do controle acionário.

A operação 171 foi montado "dentro" do Palácio do Planalto, quando o Silvio Santos, foi fazer convite de participação no seu programa "Teleton".  Para todos os efeitos, a visita do Silvio Santos ao Palácio do Planalto foi para levar o convite. A viabilização da parte técnica da operação foi feito pelo diretor do Banco Central e o Silvio Santos, na residência do dono do SBT, em São Paulo.  Curiosamente, esta reunião, na residência do Silvio Santos ocorreu 3 dias antes do anúncio da compra do Banco Panamericano pelo menino André Esteves do BTG Pactual.

Eu é que tenho muitos anos de janela, já vi muitas histórias parecidas, neste e em outros governos, envolvendo sempre empresários "tipo".  Tudo faz ligação, neste caso também.  A venda de 50% do maior ativo da Braspetro, subsidiária da Petrobras, sem licitação, foi também para o BTG Pactual, confirmando mais uma vez que há um grande esquema de quadrilha que tem ramificações em todos os poderes da República.  

O povo está a exigir mudança no rumo do País. O povo quer um novo presidente, comprometido com "probidade".  O povo quer ver governo "competente" para administrar o suado dinheiro passado para os gestores públicos.  Estou a esperar o comprometimento dos novos postulantes da República, porque o esquema Lula & Dilma, não dá mais!

Tem razão, o Silvio Santos, colocar mordaça na Rachel Sheherazade, para não "meter o pau" no governo Dilma. Silvio Santos está coberto de razão: Não se cospe nunca no prato que se serviu.  Quem levou uma bolade de R$ 1,190 bilhão pelo "mico" tem mesmo que respeitar os companheiros de esquema, o Lula & Dilma, estelionatários de carteirinha.

Esta matéria foi escrita e publicada em 2 de agosto de 2014, portanto há quase 3 anos! 

Ossami Sakamori