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sábado, 17 de junho de 2017

Rombo do BNDES é de R$ 184 bilhões!

Crédito da imagem: Globo

Denúncia feito pelo senador Álvaro Dias, PV/PR, na tribuna do Senado Federal, mostra que os subsídios concedidos por taxa de juros "amigáveis" deixaram para o contribuinte um "rombo" de R$ 184 bilhões. O número é a diferença que o Tesouro Nacional teve que buscar no mercado pagando taxa de juros Selic e emprestando aos "amigos do Planalto" à taxa de juros subsidiados. É uma pena que os parlamentares tenham acordado muito tarde para tentar realizar a CPI do BNDES. 

Este blog fez matéria chamando atenção para o risco do sistema BNDES é de R$ 974 bilhões em 20/02/205, portanto há mais de dois anos. Apenas para não confundirem o "risco" com o "rombo", vamos lembrar que o "rombo" é prejuízo e o "risco" é potencial prejuízo. De qualquer forma, o assunto não é novidade para este blog. Muitas outras denúncias pertinentes à matéria estão disponíveis neste blog. Mediante palavra chave "BNDES", vocês encontrarão outras matérias que deram origem ao "rombo" anunciado pelo senador Álvaro Dias. 

No dia 3 de maio de 2015, há pouco mais de dois anos, escrevi Lula é um vagabundo!, ocasião em que recebi muitas críticas pela matéria, mas também muitos comentários favoráveis. À época, o PT mandava no governo, a ex-presidente Dilma tinha sido empossada para novo período de governo havia pouco mais de 4 meses. Tive que correr o risco de "retaliações" e "ameaças". Mas, fiz a minha parte. 

Embora a denúncia do senador Álvaro Dias, tenha vindo com dois anos de atraso, num ambiente completamente favorável para fazê-la, pois o governo PT não mais está no poder, mas é sempre oportuno relembrar as "maracutaias" praticadas pela organização criminosa que tomou conta do Palácio do Planalto. Os empréstimos do BNDES para o grupo JBS, também, já foram matérias deste blog, também há 3 anos.  Vamos lembrar, também, que o governo Temer afastou a competente Maria Silvia Bastos da presidência do Banco, por não acatar as ordens vindo do Palácio do Planalto. Boa coisa não deve ter vindo do Planalto. 

Tem um ditado que diz: "Depois do leão morto, muitos se apresentam como caçador". Não é o caso do senador Álvaro Dias, de quem me considero amigo, mas de muitos jornalistas e articulistas oportunistas que ocupam posições na grande imprensa. 

Rombo do BNDES é de R$ 184 bilhões!

Ossami Sakamori


sexta-feira, 16 de junho de 2017

Temer se acha o rei da cocada preta!

Crédito da imagem: Estadão

A cada dia que passa, a permanência do Michel Temer frente à presidência fica insustentável. No último dia 30 de maio, escrevi uma carta para presidente Temer sugerindo que ele renunciasse ao cargo máximo da República. Michel Temer ao que parece ser, é uma pessoa com soberba, característica nata de quase todos que ocuparam o mesmo cargo no Palácio do Planalto. 

No "popular", diz-se que a pessoa foi picada por "mosca azul", se referindo ao "sangue azul" dos reis que governavam muitos povos, com a "soberba" característica dos governantes da "idade média". O presidente Michel Temer se comporta como tal fosse, um verdadeiro "rei". Melhor dizendo, no "popular", o rei da "cocada preta". 

Presidente Temer não tem, "nem", o privilégio de dizer que foi eleito por 54 milhões de eleitores, tal como se defendia a sua antecessora Dilma Rousseff, na véspera da sua cassação de mandato. Sim. O Michel Temer foi eleito ao cargo de vice na chapa da Dilma, com o número 13 do PT. Nem sequer foi eleito como o número do seu partido, 15 do PMDB. Michel Temer foi eleito para substituto "eventual" na vacância do cargo de presidente. 

Michel Temer é um "vice-rei" que não deu certo. Atrás do episódio do "grampo" feito pelo amigo e empresário estelionatário do ramo de carne, estão vindo à tona várias denúncias de "condutas nada ilibadas" para quem ocupa o cargo de substituto natural para o cargo de "rei ou rainha" da "cocada preta". As denúncias vão desde a utilização de aeronaves dos amigos investigados pela "ladroagem" dos cofres públicos. A denúncia mais recente, comprovada pela Polícia Federal, foi a reforma da casa da sua filha com o dinheiro de "propina", "achacado" do seu amigo e estelionatário do ramo de carnes. 

Com tanto "benesse", "mordomia" e "dinheiro duvidoso", o presidente Temer não quer "entregar o osso", como dizem no ditado popular. Com a estrutura de apoio que a Constituição lhe garante, o presidente Temer faz sua defesa utilizando-se do púlpito do Palácio do Planalto. Libera o "dinheiro público", o nosso, como se favor pessoal fosse. Seu gesto teatral lembra os bonecos de marionete, as duas mãos para esquerda e para direita e assim vai "enganando" o povo brasileiro como se "bobos da corte" fossem.

Michel Temer se autodenomina o "salvador da pátria" tal qual os antecessores Lula da Silva e Dilma Rousseff fizeram, utilizando-se da estrutura e do dinheiro nosso, o do contribuinte.  Não dei procuração para Temer falar em meu nome, porque não votei no 13. Nem o povo brasileiro, não votou na pessoa do Temer. O povo votou sim, na chapa da presidente cassada Dilma. Nem esses que votaram indiretamente no Temer, não o querem mais no cargo que ocupa. 

Michel Temer, em querendo, poderá abdicar-se do cargo que ocupa, sem ser eleito diretamente para tal, para abrir caminho da sucessão conforme prevê a Carta Magna da República, sem traumas. Sugiro que ele o faça quanto antes possível, porque o povo não aguenta ter mais um "espertalhão" à frente do cargo máximo da República por muito tempo. 

Temer se acha o rei da "cocada preta"!

Ossami Sakamori
@SakaSakamori

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Joesley Batista é herói ou bandido?

Crédito de imagem: Estadão

Joesley Batista é fotografia da impunidade no Brasil. Ele está no País para depoimento em mais um processo que corre na Justiça Federal de Brasília, com pose de empresário bem sucedido. Seja como for, ele está com imunidade concedida pelo STF, quando da delação premiada que foi divulgada amplamente pela grande imprensa. A foto divulgada pelo Estadão de hoje, mostra a forma "arrogante" que ele encara o Poder Judiciário brasileiro. 

Joesley Batista é mais um empresário estelionatário, igual a um outro Batista, o Eike. O menino Eike já figurou na lista dos mais ricos do mundo da Revista Forbes. O menino Joesley é um outro US$ bilionário que consta da mesma revista. As semelhanças não param aí. Ambos são empresários estelionatários que cresceram à sombra do Partido dos Trabalhadores, especificamente do Lula da Silva. Dizia à época que o ex-presidente Lula iria criar os "players" brasileiros no mercado internacional. Só não disse se iria ser os "players" no ramo de bandidagem. 

A empresa JBS era conhecido no mercado financeiro como empresa em grande dificuldade econômica e financeira, antes do Lula. Antes dos benesses concedidos pelo BNDES, sob influência do Lula da Silva e da sua sucessora Dilma Rousseff, até o engraxate do BMFBovespa sabia que o destino da JBS caminhava para a recuperação judicial. Bastou o menino Jesley cruzar o caminho do Lula da Silva, o grupo econômico J&F da qual faz parte o JBS, recebeu aportes do BNDES a juros subsidiados de 1% a 3,5%, fixos, sem nenhuma correção.  Assim, até eu ficaria milionário!

O atual ministro da Fazenda Henrique Meirelles, à época, presidente do Banco Central e fiador da política econômica do governo Lula no mercado financeiro internacional. Junto com o Luciano Coutinho, presidente do BNDES, foram responsáveis pela concessões destes créditos, altamente susbsidiados. Uma empresa de consultoria ligado ao presidente do Banco preparava os projetos que viriam ser beneficiados pelo BNDES. Com costas quentes, Lula da Silva na presidência da República e Henrique Meirelles na presidência do Banco Central o grupo empresarial J&F exponencialmente. 

O ex-presidente do Banco Central do governo Lula da Silva e atual ministro da Fazenda do governo Michel Temer, o Henrique Meirelles e a família Batista são de Goiânia. A proximidade do menino Joesley e Henrique Meirelles são de longa data. Passa batido na grande imprensa, ou ela tem medo de tocar no assunto, o Meirelles foi o principal executivo do grupo econômico J&F dos Batistas. De certa forma, isto é um fator que teve influência na ascensão repentina do Joesley Batista como empresário "player".

Este blog, fez infindáveis matérias envolvendo as operações não tão republicanas do grupo econômico comandada pelo empresário estelionatário Joesley Batista. Em querendo acessar às matérias sobre o JBS, basta colocar a palavra chave no espaço de "Procura" deste blog e clicá-lo. Para este que escreve, os recentes episódios revelados, deveriam ter vindo à tona há mais de 3 anos, época que foram publicadas as matérias pertinentes às maracutaias do menino estelionatário Joesley Batista.

A foto do topo apenas mostra a forma arrogante do estelionatário criado pelos governos Lula e Dilma e com sobrevivência no governo Temer.  Mais dia, menos dia, o empresário estelionatário Joesley Batista tomará o mesmo caminho do Eike Batista que saiu da lista do Forbes para entrar na lista da Interpol. Se isto não acontecer, denota-se que o Judiciário brasileiro está tão metido no lamaçal quanto o Poder Executivo. 

Vamos ficar atentos à delação premiada do estelionatário Joesley Batista, para que não haja contaminações nos processos que correm na Justiça Federal. A grande imprensa o trata como um herói. Sem leniência, o verdadeiro lugar endereço do estelionatário deveria ser o Complexo Penitenciário da Papuda. 

Joesley Batista é herói ou bandido?

Ossami Sakamori
@SakaSakamori


terça-feira, 13 de junho de 2017

Aécio e Temer saíram abraçados, ontem!

Crédito da imagem: Folha

Os tucanos reuniram-se ontem, segunda-feria, para tomar decisão sobre eventual desembarque do governo Temer. A imprensa jocosamente falou sobre os tucanos anciões e os tucanos cabeça preta, com referência aos tucanos de plumagem mais antiga e os tucanos da ala mais jovem do partido. Segundo a grande imprensa, os tucanos de cabeça preta tentaram movimento de "desembarque" do governo Temer, mas foram vencidos pelos votos dos tucanos anciões.  Afinal ficou como entrou na reunião, o PSDB continua na base de apoio do governo Temer, apesar de desgaste político.

A imprensa deu destaque ao discurso oficial de continuidade ao apoio às reformas estruturantes e invocando de certa forma a "governabilidade" do governo Temer. Nada disso é verdadeiro. Isto é para inglês ver ou melhor para os otários verem. 

Os tucanos tem projeto para 2018, de lançar candidato à presidência da República pela sigla, em dobradinha com o PMDB, a quem caberia indicação do cargo de vice-presidente. Os tucanos não querem, com vista ao projeto nacional para o próximo ano, criar pontos de atrito com o maior partido no Congresso Nacional, hoje. Isto é o pano de fundo, o principal objetivo dos tucanos em permanecer na base de apoio do governo Temer.  

No entanto, o verdadeiro objetivo, neste momento é um "toma lá, dá cá". Os tucanos apoiariam o presidente Temer que está prestes a ser "indiciado" pela Justiça com fortes indícios da prática de crimes comuns revelados pelo "grampo" do empresário estelionatário Joesley Batista. Em troca o partido do presidente Temer, o PMDB, votaria contra a cassação do senador Aécio Neves no Conselho de Ética do Senado. Um casamento perfeito, uma troca-troca perfeita, uma estratégia para "salvar" ambos "caciques" dos dois maiores bancadas no Congresso Nacional. 

O combinado é que o PSDB vai fazer "corpo mole" sobre a decisão contrária à cassação da chapa Dilma/ Temer no TSE e garantir votos contrários à autorização ao indiciamento do Michel Temer na Câmara dos Deputados, 172, referente ao processo do "grampo". Por outro lado, o PMDB garantiria ao Aécio Neves, ainda presidente da Executiva Nacional do PSDB, para sair-se ileso da cassação de mandato do Aécio Neves.  É um verdadeiro "toma lá, dá cá". 

Comemorando o "dia dos namorados", de ontem, o PSDB do Aécio e PMDB do Temer saíram "se amando", até o próximo episódio.

Ossami Sakamori

domingo, 11 de junho de 2017

Juntos, somos a força da mudança!

Crédito de imagem: Estadão

Na matéria anterior, tratei sobre a vitória do Michel Temer no Tribunal Superior Eleitoral referente ao processo de cassação da chapa Dilma/ Temer como vitória do Pirro. A expressão recebeu o nome do rei Pirro do Épiro, na Batalha de Heracleia, em 280 a.C. de seu exército ter sofrido perdas irreparáveis ao impor derrota aos romanos. Foi exatamente o que aconteceu com o presidente Michel Temer ao impor derrota ao PSDB e aliados nas eleições de 2014, em que ele figurou como vice na chapa vencedora, a da Dilma Rousseff do PT.

Para quem assistiu o julgamento do processo, em tempo real, pela TV Justiça, viu com os próprios olhos, o total desconforto dos que votaram contra cassação da chapa, apesar de robustas argumentações do ministro relator. O próprio ministro presidente do TSE afirmara que estaria dando voto à favor da absolvição com forte componente político. Ele, o ministro Gilmar Mendes, afirmou que o julgamento de um presidente da República teria que ser diferente do julgamento de qualquer governador ou prefeito municipal. O fato é que o julgamento expôs a "inutilidade" do TSE para resolver questões eleitorais. Imagine este mesmo TSE supervisionando a lisura das eleições futuras!

Deixando de lado a questão da vitória do Temer no TSE, o presidente encontra-se numa situação de "saia justa", resultado dos episódios decorrentes ao "grampo" feito pelo empresário estelionatário Jeosley Batista, nos porões do Palácio Jaburu.  O episódio em si, aparentemente, parecia não ter nenhum desdobramento político, mas parece ser apenas o início de uma série de revelações sobre os comportamentos nada republicanos do presidente Michel Temer, incluindo nos ilícitos a suspeita do recebimento de "propinas" e da existência de contas não declaradas no exterior. 

O empresariado brasileiro do setor produtivo estava começando a se animar com a situação econômica do País resultado do crescimento do PIB positivo no primeiro trimestre deste ano. O próprio presidente Temer e seu ministro da Fazenda anunciava que a tendência da economia do País tinha revertido para o crescimento econômico. Com que de rotina, eu afirmei que a trajetória da economia poder-se-ia definir com indicadores positivos apenas após confirmação em dois trimestres consecutivos, contrariando os melhores analistas econômicos do País. 

Infelizmente, com a precária situação política do presidente Temer, as reformas estruturantes propostas por ele, que estava a animar o empresariado produtivo, estão sendo jogados para o segundo semestre. Estou a falar das reforma da previdência e reforma tributária.  As reformas estruturantes estavam sendo conseguidos à custa de imposição de um severo quadro da economia que vai de 14 milhões de desempregados a 60 milhões de inadimplentes no sistema de crédito. Os números em si, são maiores do que a maioria dos países do mundo. 

Com remota possibilidade de afastamento Michel Temer, apesar deste com sérios problemas na área criminal e na sua postura ética nada recomendável e por total falta de estímulo ao ânimo do setor empresarial para que os últimos deem o reinício aos investimentos produtivos, o Brasil entra, novamente, na posição de "esperar pelo futuro".  O Brasil tornou-se o "eterno" país do futuro. O povo já cansou de esperar!

Para reverter a esta situação de letargia, só tem uma maneira, o povo deve sair às ruas e exigir providências para que o País volte a exibir crescimento sustentável. O Brasil tem tantos ingredientes positivos que "qualquer" presidente da República com capacidade mediana, com probidade, coloca o país na rota do desenvolvimento sustentável. Nada de procurar o "salvador da pátria"!

Juntos, somos a força da mudança!

Ossami Sakamori


sábado, 10 de junho de 2017

A vitória do Temer é vitória do Pirro!

Crédito da imagem: Folha

Ontem, 9 de junho de 2017, o Tribunal Superior Eleitoral - TSE, absolveu a chapa Dilma /Temer num processo de cassação movido pela coligação encabeçada pelo PSDB, referente ao resultado da eleição presidencial de 2014, vencida pela coligação que levou Dilma Rousseff para presidente da República e Michel Temer para vice-presidente. 

Não sou operador de leis, pelo contrário, sou completamente leigo, tanto quanto maior parte dos 205 milhões de brasileiros.  Não vou comentar sobre a legalidade do resultado da votação que ocorreu ontem. Isto fica para os juristas e articulistas da área jurídica. Só sei que Dilma Rousseff poderá se candidatar a qualquer cargo eletivo e o Michel Temer continuará na presidência da República até dia 31 de dezembro do próximo ano. 

Na visão de leigo com eu que assistiu as sessões nos três dias de julgamento, deu para perceber a consistente relatoria do ministro Herman Benjamin, que cabalmente demonstrou o abuso de poder político e econômico da chapa vencedora nas eleições de 2014, objeto da denúncia. No entanto, o pleno do TSE é composto por 7 ministros que por voto majoritário decidem sobre temas mais importantes sobre as eleições no País. 

Ficou também evidente, a dificuldade técnica-jurídica de ministros que votaram pela absolvição da chapa Dilma/ Temer, em fazer defesa da tese da absolvição. Os três ministros que votaram a favor foram nomeados pelo governo PT. Um destes ministros, por coincidência, tinha sido advogado da mesma chapa nas eleições de 2010, mas não declinou em participar da votação. 

Já era esperado o voto favorável do ministro presidente do TSE, Gilmar Mendes, pela absolvição da chapa, pelas declarações na imprensa pela defesa da chapa, numa demonstração clara de "decisão política", de interesse. Quando o próprio ministro presidente "reabriu" o processo de cassação da chapa Dilma/ Temer, o requerente Aécio Neves estava "em alta" e era "amigo" do senador.  Claro que, com a Polícia Federal no encalço do seu "ex-amigo" Aécio Neves, rapidamente bandeou-se para a posição contrária. A sessão de julgamento apenas serviu para expor a prevalência do "toma lá, dá cá", num espetáculo deprimente e de vergonha para os ministros dissidentes. 

Perdeu a instituição Tribunal Superior Eleitoral. Perdeu a credibilidade sobre a lisura de qualquer eleição no País. Perdeu o Brasil, novamente. Prevaleceu, mais uma vez, a força da facção criminosa que tomou conta do Palácio do Planalto. Mais uma vez, o Brasil deverá estar estampado nas manchetes das mídias internacionais. 

Ganhou a pessoa física do Michel Temer, que continuará no comando na nação brasileira até o dia 31 de dezembro de 2018. A vitória do presidente Temer é vitória do Pirro. Com tantos soldados mortos para prevalecer a sua vontade, tal qual fizeram os piores pseudos líderes que deixaram "marcas" profundas na história contemporânea do mundo. O povo brasileiro não tem nada a comemorar.

Sem o apoio político, com proximidade das eleições gerais de 2018, o presidente solitário (politicamente) Michel Temer, ficará cada vez mais isolado. As reformas estruturantes prometidas, a da previdência social e a tributária ficarão para dia do são nunca ou virão "tão desidratadas" que não causarão nenhum impacto nos Orçamentos Fiscais dos próximos anos. Só mesmo, a reforma trabalhista, em tramitação no Senado Federal, deverá ir para sansão presidencial até o final do mês. 

Já podemos prever que, se depender do presidente Temer, o Brasil continuará "sangrando" até a eleição do próximo presidente da República em outubro do próximo ano. Espero que não aparece mais um "salvador da pátria". 

A vitória do Temer vitória do Pirro!

Macroeconomia no meu outro blog : Brasil liberal já!

Ossami Sakamori

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Meirelles poderá ser o novo presidente da República.

Crédito da imagem: Globo

É quase certo que o presidente Temer se livre da perda do mandato, via processo de cassação da chapa Dilma/ Temer, em julgamento no TSE. O processo deverá encerrar amanhã, com votação pelos 7 juízes que compõe o pleno do Tribunal Superior Eleitoral. Não é necessário ser especialista em matéria para chegar a conclusão de que a chapa deverá ser absolvida por 4 x 3, o processo impetrado pelo PSDB no final de 2014 contra a chapa Dilma/ Temer. 

Por outro lado, avança no STF uma eventual instauração de processo criminal contra o presidente Michel Temer, decorrente do "grampo" do empresário estelionatário Joesley Batista feito "clandestinamente", nos porões do Palácio do Jaburu. O conteúdo, nunca negado pelo Michel Temer, não é nada republicano. O diálogo passa pela continuidade de assistência financeira ao seu ex-aliado Eduardo Cunha à concordância na obstrução de justiça com compra de magistrados e procurador da República pelo empresário estelionatário. 

Se o Brasil fosse um país sério, somente a anuência à obstrução da justiça feito pelo empresário estelionatário e nunca tomado providência seria o motivo suficiente para o processo de impeachment de um presidente da República. Não, infelizmente, somos a republiqueta de quinta categoria. O País deve "sangrar" até que o presidente Michel Temer resolva deixar o cargo máximo da República por vontade própria. 

Nos próximos dias ou talvez meses, o Brasil deverá viver momentos de "picos" da crise econômica e social que assola o país há mais de dois anos.  Chegará momento em que a pressão popular será tão intensa e a perda de apoio do presidente no Congresso Nacional, deverá levar a um "acordão" para Michel Temer renunciar ao cargo máximo da República. 

O acordão, ao contrário de que afirmei há duas semanas neste blog: Tasso Jereissati será novo presidente da República, deverá passar por um outro nome para o mandato tampão. Faltando apenas um ano e meio para o término do mandato, torna-se imperativo, no mínimo a continuidade da política econômica comandada atualmente pelo ministro da Fazenda Henrique Meirelles. É possível que neste "acordão", o nome do presidente "tampão" seja o do próprio Henrique Meirelles. A afirmação é minha e não veio de nenhuma fonte. 

Vamos deixar claro que o meu ponto de vista sobre a possível ascensão do nome do Henrique Meirelles nada tem a ver com a minha adesão à atual matriz econômica defendida pelo ministro da Fazenda. A atual política econômica e monetária privilegia o capital especulativo em detrimento ao capital de investimento direto do setor produtivo. Feito esta ressalva, na atual situação, Meirelles poderá ser um dos poucos nomes, no momento, que poderá levar avante as reformas estruturantes necessárias ao País, em andamento no Congresso Nacional. 

Meirelles poderá ser o novo presidente da República.

Ossami Sakamori

terça-feira, 6 de junho de 2017

Quero meu Brasil de volta!



Fico muito triste com o que está acontecendo com o meu País, sobretudo nas últimas semanas.  O Palácio do Planalto, de onde o povo espera que saiam as medidas que apontem saída para a pior crise econômica dos últimos 100 anos, o que se vê é um presidente da República transformá-lo numa verdadeira "casamata", ou num verdadeiro "bunker", para defender-se dos supostos crimes cometidos no exercício do poder. 

Não me lembro de, como eleitor que não elegeu a chapa Dilma/ Temer, ter dado "procuração em causa própria" para defender interesses pessoais, seja de foro pessoal ou para atender interesses do seu grupo político. Não me lembro que a Constituição da República tenha dado autorização para um presidente da República utilizar-se do Palácio do Planalto para praticar o mais vis do crime de ladroagem dos cofres públicos.

Nas últimas duas semanas, o que se vê é um presidente da República transformar a estrutura do Poder Executivo para a defesa dos seus interesses privados. Após o episódio do "grampo" efetuado pelo empresário estelionatário do ramo de carnes, o presidente da República nomeia para o Ministério da Justiça um amigo pessoal para cuidar da defesa dos seus crimes comuns, o de recebimento de propinas, praticados no exercício dos cargos que ocupou.  

O presidente da República, utiliza-se de avião presidencial com todos os custos pagos pelo contribuinte, para deslocar-se para manter reunião com o seu advogado e conselheiro em São Paulo. Nada, nada, são R$ 250 mil de despesa de deslocamento do avião presidencial e de equipe de segurança. É pouco dinheiro, diante dos R$ bilhões subtraídos dos cofres públicos por si e pela sua antecessora, a quem deve o cargo de presidente da República. 


Tanto quanto a presidente anterior, a Dilma Rousseff, o atual presidente Michel Temer, se acha o dono do cargo de presidente da República. Vamos lembar que o cargo de presidência da República pertence ao povo brasileiro. Os presidentes em exercício estão no poder para prestar serviços à nação e ao povo brasileiro. Os presidentes da República não são eleitos para defender os interesses próprios. Só é assim, nas ditaduras de republiquetas. 

Como tantos ditadores de republiqueta de quinta categoria, o presidente da República Michel Temer se comporta como tal, com toda soberba e auto aclamação das suas qualidades pessoais. Como ditadores das republiquetas, o presidente Michel Temer afirma que "não sai do cargo", como que de seu direito fosse a permanência no cargo a qualquer custo. 

Nada de solução simplista como intervenção militar como querem alguns desavisados, que querem terceirizar a transição do governo. As instituições da República, embora fracas, estão em pleno funcionamento. Dá trabalha, dá! Não tem solução simples para uma situação complexa. Vamos enfrentá-la de frente, com coragem. 

Vamos torcer que as Instituições da República funcionem para colocar o presidente Michel Temer fora do cargo da presidência da República, o quanto antes possível.  O povo brasileiro não aguenta mais esta situação de permanente crise política e econômica. Que o Congresso Nacional e o Poder Judiciário cumpram os seus deveres previstos na Constituição da República.  É o mínimo que o povo brasileiro espera deles. Eu, também. 

Quero meu Brasil de volta!

Ossami Sakamori



segunda-feira, 5 de junho de 2017

Brasil está à deriva!


O Brasil vive em permanente crise política/ econômica por egoísmo e soberba dos homens e mulheres que ocupam e ocuparam os poderes da República. Não só presidente da República, mas os homens públicos escondidos como fantasmas nos escaninhos dos três poderes, sobretudo no Planalto Central. O povo é o maior prejudicado pela inércia imposta por sucessivas crises políticas, decorrentes de crimes comuns de ladroagem dos cofres públicos pelos agentes públicos. 

Nos dois últimos dias da semana, a que passou, o presidente da República Michel Temer deslocou-se para cidade de São Paulo, utilizando-se do avião presidencial para tentar garantir a sua permanência na presidência da República.  Na sexta-feira, foi para tentar manter o PSDB na base aliada do governo no Congresso Nacional. No sábado, foi para uma reunião privada com o advogado e amigo Antonio Mariz, para tratar, suponho, sobre a defesa do processo que foi aberto contra ele no STF, pelo suposto crime comum, nada compatível com o cargo de presidente da República.

Amanhã, dia 6 de junho, deverá dar início ao julgamento da cassação da chapa Dilma/ Temer, pelo TSE. Sabe-se que o desdobramento do julgamento é imprevisível. O ministro Torquato da Justiça, segundo a grande imprensa, foi destacado pelo presidente Michel Temer, para tentar "melar" o julgamento ou na pior das hipóteses postergar a decisão para o dia do "são nunca".

O governo Temer está sem apoio para continuar com a votação da Reforma Previdenciária, que necessita de maioria absoluta dos parlamentares por se tratar de Emenda Constitucional. Será necessário 308 votos na Câmara dos Deputados e 54 votos no Senado Federal. A grande imprensa já levantou que o presidente Temer só dispõe de, no máximo, 280 votos dos deputados. O número de votos foram levantado antes do efeito "Rocha Loures" e a ameaça da saída do PSDB da base de sustentação do governo Temer. A situação vai piorar ainda mais, com a proximidade das eleições do ano que vem. 

Diante da situação, as agências de classificação de riscos, estão com a caneta na mão para rebaixar as notas. O rebaixamento das notas de classificação de riscos, vai influir diretamente na condução da política monetária. A primeira consequência é que a taxa básica de juros Selic vai tomar trajetória de rebaixamento mais cautelosa. A segunda consequência é que os investidores diretos produtivos vão postergar as suas decisões sobre investimentos até que tenha previsão de horizonte político mais cristalino. 

Quem paga o pato é o povo brasileiro que vai ter de esperar desanuviar o horizonte político para ver a queda de índice de desemprego, que tanto sacrifício tem trazido nesses últimos dois anos e meio. E assim permanecerá, até que o presidente Temer defina o seu futuro político por vontade própria ou através de processo penoso  de decisão por vias institucionais.

País está como navio sem capitão ou com capitão com série enfermidade, incapaz de tomar decisões. 

Brasil está à deriva!

Ossami Sakamori




domingo, 4 de junho de 2017

Twitter censura conteúdo do usuário.


Infelizmente, a censura voltou ao Brasil. A rede social acima nominada, bloqueou as contas deste que escreve, alegando conteúdo inadequado à rede social. A censura começou quando, coincidentemente, comecei criticar o governo Temer. Como não me foi indicado razões objetivas, foi a única explicação plausível que encontrei para os bloqueios dos perfis de quem aqui subscreve. 

Os comentários que fazia na rede social Twitter, através de perfis @SakaSakamori e outros deste mesmo, que nada mais do que a repetição do conteúdo deste blog, que mantenho desde 15 de fevereiro de 2012.  O primeiro perfil era seguido por mais de 184 mil seguidores. 

Não vou me alongar sobre o tema, mas a última censura de conteúdo que sofremos foi no Regime Militar de 1964. Confio no mantenedor deste espaço, cedido pela organização empresarial Google, que não venha bloquear o meu acesso por mesmo motivo. Fica, no entanto, o registro para pobre história brasileira, infelizmente. 

A liberdade de expressão acabou no Brasil!

Ossami Sakamori 

terça-feira, 30 de maio de 2017

Uma carta para presidente Temer



Excelentíssimo Senhor Michel Temer,

Com enorme contrariedade, escrevo estas poucas linhas para solicitar à Vossa Excelência que renuncie ao cargo de presidente da República Federativa do Brasil. Senhor Michel Temer, eu faço, apenas em meu nome, mas representando o sentimento de milhões de pessoas que não o aceitam mais vê-lo representando o povo brasileiro.


Senhor Michel Temer, a última vez que escrevi uma carta semelhante a esta, escrevi-a com muito pesar, à então presidente da República Dilma Rousseff, sua antecessora e companheira de chapa, que o elegeu para o cargo de vice-presidente da República. Só quero lembrá-lo, senhor Michel Temer, Vossa Excelência se elegeu graças aos votos dados a sua ex-companheira, a Dilma Rousseff. 


Senhor Michel Temer, Vossa Excelência, se acha o salvador da pátria, mas o povo não o elegeu para ser presidente da República, de fato. Vossa Excelência, disse após a cassação de mandato da titular, a quem deve o cargo que ocupa, de ter herdado a irresponsabilidade fiscal. No entanto, Vossa Excelência tornou-a permanente para os próximos 20 anos, com a Lei do teto dos gastos.


Senhor presidente, Vossa Excelência tem feito discursos como se fosse o único político capaz de promover as reformas estruturantes que o País estava a carecer.  O objetivo embora necessária, senhor presidente, não é suficiente para impor sacrifícios à população mais do que ela tem capacidade de suportá-lo. Senhor presidente, o País convive com 14 milhões de desempregados e outros tantos sub-empregados, números nunca dantes vistos na história brasileira. 


Senhor Michel Temer, Vossa Excelência, no cargo de presidente da República, cometeu um deslize indigno do cargo que ocupa. Senhor presidente, receber um empresário estelionatário, fora da agenda, na residência oficial da presidência da República, às altas horas da noite, é se igualar ao nível de empresário que o recebeu. Vossa Excelência se defende com argumento de que as gravações feitas pelo empresário estelionatário não vale como prova, mas não desmente o conteúdo da conversa daquela noite.


Vossa Excelência, senhor presidente, faz manobra para proteger o seu auxiliar imediato, o trapalhão, à todo custo, nomeando um novo ministro da Justiça com visível função de defensor dos seus interesses privados das investigações que o Supremo Tribunal Federal mandou instaurar, em razão do conteúdo das conversas gravadas. Senhor presidente, o teor das conversas ao meu ver, não são nada republicanos, pelo contrário, muito comprometedor, e que Vossa Excelência não nega ter existido.


Senhor Michel Temer, Vossa Excelência está considerando o cargo de presidente como se fosse um cargo privativo ao comportando-se com a soberba que lembra bem a sua antecessora Dilma Rousseff.  Vou fazer lembrar à Vossa Excelência que o cargo de presidente da República é do povo brasileiro. Sendo assim, senhor Michel Temer, o cargo que foi lhe confiado pertence aos que lhe confiou de boa fé. 


Definitivamente, senhor Michel Temer, o seu apego ao cargo, custe o que custar, lembra os presidentes anteriores que mancharam a história do Brasil. Michel Temer, Vossa Excelência, entrincheirada no cargo, será em breve mais uma figura triste da história brasileira. Desejo que renuncie com dignidade do que cometer loucuras. 


Senhor presidente Michel Temer, espero que esta seja a única e derradeira  carta que destino ao Palácio do Planalto. 


Sem nenhum apreço! 


Ossami Sakamori


sábado, 27 de maio de 2017

Para que lado vai a economia, pós Temer?



Para onde vai a nossa economia? É mais o que se ouve dentre população instruída.  A preocupação começou com a divulgação do "grampo" da conversa entre o empresário estelionatário Joesley Batista e o presidente da República Michel Temer. O conteúdo da conversa, não contestado pelo Temer, deixou a população estarrecida. E a crise política, a mais grave dos últimos 30 anos, se instalou no País. 

Antes de discorrer sobre o assunto, quero deixar claro que o que escrevo aqui não é fruto de "adivinhação", pois de cartomante não tenho nada.  Tenho formação "cartesiana", próprio de engenheiro. Muitas matérias postadas neste blog, anteciparam em alguns dias, alguns meses ou até em alguns anos os fatos que viriam acontecer.  As minhas previsões tem acerto muito acima de 70%, o que vocês podem comprovar acessando às matérias postadas via janela "Pesquisar" no canto direito acima desta página. É apenas fruto de observação e de vivência. 

Escrevi com antecedência de três meses sobre a falência da OGX; escrevi com um ano de antecedência sobre a recuperação judicial da Oi Telecomunicações; escrevi sobre financiamento de obras de infra-estruturas no exterior com o dinheiro do  BNDES; escrevi sobre as maracutaias do André Esteves na compra do Banco Panamericano; escrevi sobre várias operações que estão vindo a tona pela Operação Lava Jato. Muitas operações estranhas envolvendo a Petrobras foram objetos deste blog, ainda não viraram operações da Polícia Federal, mas certamente virarão noticiários policiais nos próximos meses.

As matérias sobre as maracutaias da JBS/Friboi, foi insistentemente abordadas neste blog. Finalmente, após 3 anos de atraso, aconteceram as operações da Polícia Federal envolvendo o grupo empresarial que utilizou-se do dinheiro público administrado pelo BNDES, para "comprar" mais de um mil políticos de todas regiões e de todas matizes ideológicos.  Fiz observação insistente de que o atual ministro da Fazenda Henrique Meirelles foi principal executivo do grupo econômico JBS até a véspera de assumir o cargo máximo da condução da economia. 

Fiz o preâmbulo para responder sobre o tema desta matéria: "Para onde vai a economia?". 

Vamos direto às respostas: 1: É inexorável a queda do presidente Temer, seja pela renúncia ou pela cassação de mandato, que deverá ocorrer em menos de 30 dias. 2: Haverá eleição indireta para a sucessão do Temer. 3: O presidente tampão não manterá Henrique Meirelles à frente da equipe econômica. 4: As reformas estruturantes em andamento serão levados a efeito. 5: A pessoa que vai comandar a equipe econômica, qualquer que seja, terá apoio do empresariado brasileiro e do mercado financeiro internacional e competência comprovada. 6: Será o começo de desenvolvimento sustentável do País. 

Pronto, está respondida a pergunta da chamada da matéria: "Para onde vai a economia brasileira?"

Ossami Sakamori
@SakaSakamori2



sexta-feira, 26 de maio de 2017

Maria Silvia Bastos, ex- BNDES

Crédito de imagem: Globo

Escrevi no dia 16/5/2017: 

Os poucos funcionários do BNDES repudiam a forma como foi feita a Operação da Polícia Federal que conduziu alguns dos funcionários sob forma de "condução coercitiva" para depor na Polícia Federal, que investiga os supostos empréstimos favorecidos ao grupo empresarial JBS/Friboi. Segundo a grande imprensa, a presidente do Banco Maria Silvia Bastos, ficou surpresa com a Operação da Polícia Federal. 

Na ocasião da sua nomeação, a Maria Silvia Bastos, este blog fez matéria: Para Maria Silvia entrego cheque em branco, enaltecendo a sua capacidade de gerir grandes corporações e instituições públicas.  Estranharia muito se ela fosse à favor das manifestações dos funcionários desfavoráveis aos depoimentos coercitivos.  Quem não deve não teme, deveria ser o mote dos bons funcionários. 

Quanto à instituição financeira BNDES este blog fez uma matéria denunciando gestão temerária do Banco presidido pelo então Luciano Coutinho em 29 de dezembro de 2014, portanto há mais de 2 anos e meio. A matéria se referia, já no apagar das luzes do ano de 2014, o O rombo do BNDES. Nessa matéria, estimei o "risco BNDES" em R$ 1 trilhão, considerados os empréstimos concedidos às empresas com os recursos próprios e do Tesouro Nacional.  

Se fizer avaliação real do valor patrimonial do BNDES, aplicando o teste de impairment em todos os ativos, sobretudo dos empréstimos podres a receber e das participações "micos" em empresas em dificuldades, como a da Oi Telecomunicações, não se sabe exatamente em que nível de Patrimônio Líquido o Banco possui, incluindo o BNDES Participações. 

Os empréstimos "de favores" não só abrange o períodos dos governos do PT, mas de todos outros governos recentes, pós Regime Militar. Há muitos "esqueletos" escondidos nos armários do BNDES. Isto, sem contar com os empréstimos duvidosos aos países da América Latina e África dentro do programa de Exportações, com o dinheiro do BNDES. Não custa reler a matéria Lula é vagabundo. 30 obras do BNDES republicado em 29/10/2016. 

Quanto à empresa investigada pela Operação da Polícia Federal, a JBS, há mais de 3 anos que venho fazendo denúncias sobre o grupo empresarial, o maior beneficiário individual do BNDES. Vejo nesta Operação, um agravante. O atual ministro da Fazenda Henrique Meirelles, chefe da Maria Silvia do BNDES, foi um dos principais executivos da holding J&F que controla a JBS/Friboi, até assumir o posto máximo da economia do País. 

Diante dos fatos narrados acima, chega-se a conclusão de que há um "grupo de funcionários" em número expressivo que trabalha contra os interesses do BNDES. Espero que a presidente do Banco Maria Silva Bastos, não me decepcione, apoiando as manifestações dos "maus funcionários" do BNDES. Vamos separar os joios dos trigos no corpo do BNDES. A hora é agora, Maria Silvia. 

Cadeia para todos maus funcionários do BNDES e pronto!

Ossami Sakamori

Tasso Jereissati será o novo presidente da República.



A grande imprensa noticia a reunião dos tucanos na residência do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, na capita paulista, por cerca de três horas, para definir o rumo do PSDB diante da crise do "grampo" do presidente Michel Temer, ocorrido há uma semana. O presidente interino do PSDB, o senador cearense Tasso Jereissati, vinculou a decisão final para o dia 6 de junho próximo, dia em que iniciará o julgamento da chapa Dilma/ Temer no TSE. Ainda segundo a grande imprensa, participaram da reunião o governador Geraldo Alckmin e o prefeito João Doria, ambos do PSDB. 

Eu sei que vai provocar muito "mi-mi-mi", sobretudo entre os meus leitores, mas não me intimido, pois sempre emiti minha opinião aos assuntos políticos e econômicos desde o início deste blog há mais de 5 anos. São mais de 2.300 matérias postado aqui desde então. Fui contra o governo do PT, mesmo quando Dilma tinha 77% de aprovação. Ontem mesmo, um dos meus endereços na rede social Twitter, creio em função da minha matéria anterior. 

Nem precisa ser cientista político para crer que o País caminha para renúncia ou cassação da chapa Dilma/Temer pelo TSE, deixando sem mandato o presidente Michel Temer. A saída do presidente Temer é "inexorável".    

Nem é preciso ser parlamentar para crer que haverá eleição indireta para presidente República, via Congresso Nacional para o mandato tampão, período que vai da eleição até 31 de dezembro de 2018.  A constatação segue a lógica cartesiana. Nada há de novidade, mas parece que o assunto virou "tabu". Ninguém quer especular o assunto para "não se queimar" ou não aparecer como "perdedor" na aposta. 

Eu não estou nem aí, com o julgamento da minha opinião pelo público, pois não sou militante político, mas apenas observador dele, sobretudo em função deste blog. Anunciarei assim, sem constrangimento, a minha aposta sobre o nome do futuro presidente da República.  Concluo, sem medo de errar, que o nome do presidente da República para o mandato tampão será o senador Tasso Jereissati, PSDB/CE.

Tasso Jereissati foi governador do estado do Ceará em dois períodos, de 1987 a 1991 e de 1995 a 2002. Tasso foi considerado bom governador na avaliação da população cearense. Tasso faz parte de uma família abastada que mudou a face do estado e tirando o  Ceará das mãos dos coronéis. Tasso não está sendo apontado em nenhuma das operações Lava Jato, até pela sua condição de pessoa "resolvida" financeira e econômica. 

Tasso como presidente interino do PSDB, articula o apoio a uma "futura" base de apoio, os partidos como o DEM e PSD. Com certeza, esvaziado da liderança com a renúncia ou afastamento do Michel Temer, o maior partido do Congresso Nacional, o PMDB, deverá alinhar-se ao lado da "nova coligação" de forças. 

Do pouco que conheço do senador Tasso Jereissati, sei que ele não vai fazer "nenhuma" aventura no exercício do cargo máximo da República.  Tasso vai dar continuidade às reformas estruturantes em discussão no Congresso Nacional e concluí-las o quanto mais rápido possível, com a "nova coligação" de forças.  Tasso saberá escolherá o nome de um novo ministro da Fazenda um nome capaz, no lugar do atual Henrique Meirelles. Este último, na sua biografia consta ter sido principal executivo do grupo J&F, envolvido na recente operação da Polícia Federal.  

Resumindo, em sendo o Tasso Jereissati, o novo presidente da República, continuará com as reformas estruturantes em tramitação no Congresso Nacional e nomeará equipe econômica igual ou melhor que a atual, com credibilidade entre empresários brasileiros e aceita pelo mercado financeiro internacional. 

Tasso Jereissati será o novo presidente da República.

Ossami Sakamori
(sem rede).

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Temer é passado e o Brasil não acabou.

Crédito da imagem: Folha

Brasília viveu ontem, cena triste de enfrentamento entre os manifestações convocados pelo CUT e MST e trazidos de ônibus de outras cidades, especialmente para o protesto, "pagos" com direito a "mortadelas" e os Policiais Militares e o Exército. O presidente Temer editou Decreto convocando as Foças Armadas para manutenção da ordem, criando ainda mais o clima de "instabilidade" política.

As depredações ocorreram nos edifícios dos Ministérios e monumentos da Esplanada dos Ministérios. Isto é o "retrato do momento" da "crise política" que se instalou no País, sobretudo, após a divulgação do "grampo" de uma conversa do presidente Temer com o empresário estelionatário Joesley Batista, fora da agenda oficial, havido no porão do Palácio Jaburu, residência oficial do presidente Michel Temer.  Quem atende em conversa privada um "bandido", bandido é. Assim é a leitura do povo. 

O clima de guerra ontem expôs a total falta de governabilidade do presidente Michel Temer. Não há clima para continuidade do presidente Temer à frente do governo da República. Não há outra alternativa senão o afastamento do presidente Michel Temer, seja pela renúncia voluntária ou pelo afastamento pela cassação da chapa Dilma/ Temer entre os dias 6 a 8 de junho próximo.

Para acalmar os meus leitores, posso garantir que a "ex-base aliada" do governo Temer, os partidos PSDB, DEM e PSDB, estão em conversação para garantir o "governo de transição" com um presidente com mandato tampão. Não haverá eleições diretas. Não haverá retorno do Lula na presidente tampão. Não haverá descontinuidade das reformas estruturantes. Haverá substituição do ministro da Fazenda Henrique Meirelles. A "ex-base aliada" apresentará nomes na área econômica com credibilidade perante o empresariado nacional e aceito pelo mercado financeiro internacional. 

Temer é passado e o Brasil não acabou. 

Ossami Sakamori



terça-feira, 23 de maio de 2017

O fim do governo Temer.


A permanência do presidente Michel Temer ficou insustentável após a revelação das gravações feito pelo empresário estelionatário Joesley Batista, o "fanfarrão". Presidente Temer não encontrou justificativa convincente sobre o encontro com o Joesley Batista, realizado às altas horas da noite, no porão do Palácio Jaburu, residência oficial. 

A defesa do presidente Temer, inicialmente, quis invalidar a gravação, sem contestar o conteúdo nada republicano havido entre ambos, no mês de março.  Na tarde de ontem, os advogados de defesa do Michel Temer, recuaram ao pedido inicial de suspensão da investigação autorizada pelo ministro Edson Fachin, prevendo a negativa do pedido pelo pleno do STF.  Foi um recuo tático do Temer investigado.

Presidente Temer quer a todo custo demonstrar que ele tem o controle sobre a base aliada, convocando-a para atividades normais no Congresso Nacional nesta semana, à partir de hoje. Duvido que a base aliada obedeça cegamente ao pedido do Michel Temer. Os partidos de oposição já anunciaram "obstrução" à qualquer iniciativa de votação dos projetos do Palácio do Planalto. 

Os principais partidos aliados do presidente Temer, pelo menos em público, anunciam apoio ao Temer. Mas, nos bastidores, esperam que o TSE na reunião convocada para dia 6/6 venha cassar a chapa Dilma/ Temer, para não agravar ainda mais a crise de governabilidade. Os partidos aliados, no meu ver, apesar parecer atitude aparentemente "em cima do muro", estão conduzindo o processo de sucessão, com muita cautela. Todo e qualquer congressista estão de olho nas próprias reeleição em 2018. 

Na área econômica, o mercado internacional está demonstrando "exaustão" à crise que iniciou com a eleição da Dilma Rousseff para o segundo mandato. As agências de classificação de riscos, estão rebaixando as notas de crédito do Brasil e das principais empresas brasileiras, após a crise Temer. O mercado está na posição de "vendedor" do que de "comprador".  Nos primeiros dias da crise Temer, o mercado acionário brasileiro já perdeu o seu "valor do mercado" cerca de R$ 220 bilhões, correspondente aos valores negociados na BMF/Bovespa.

A crise política e financeira que se instalou no Brasil só vai mudar com a renúncia ou afastamento do presidente Temer e ter um nome capaz que conduza o país durante o período tampão, isto é, até 31 de dezembro de 2018.  Vamos deixar claro, também, que a possibilidade de volta do ex-presidente Lula, via eleição indireta, é nula. 

Ossami Sakamori


domingo, 21 de maio de 2017

Day after do Michel Temer.

Crédito da imagem: Estadão

Há um verdadeiro terrorismo nas redes sociais, com o iminente afastamento ou renúncia do presidente Michel Temer, em decorrência do episódio do "grampo do Joesley". Achei por bem, escrever esta para acalmar os meus leitores e o povo em geral. Vou ser breve, curto e grosso. 

De certo modo, os leitores tem razão em achar ambiente político instável. Nos últimos dois dias, o presidente Michel Temer utilizou-se do púlpito da sala de imprensa do Palácio do Planalto por duas vezes, apenas para dizer que permanece no cargo de presidente da República.  Nas breves aparições, Michel Temer rechaçou o "grampo" do empresário estelionatário Joesley Batista do grupo empresarial JBS, mas nada comentou sobre o conteúdo cheio de insinuações e meias palavras da gravação. 

Mais do que o conteúdo das gravações, o que me deixou perplexo é o fato de presidente da República ter atendido um conhecido empresário estelionatário Joesley Batista, dono do JBS, envolvidos em várias falcatruas que a Polícia Federal já tinha realizado, antes mesmo do encontro de ambos que teria ocorrido no mês de março.  Mais do que isto, o empresário que ele o classificou com "fanfarrão" teria sido atendido às 10h e 40min da noite, no Palácio Jaburu, residência oficial, por cerca de meia hora, no porão do Palácio, o que me deixou perplexo. 

A situação que se criou, independente do conteúdo ou da forma como foi feita a gravação, clandestina ou não, em qualquer país do primeiro mundo, seria motivo suficiente para afastamento do cargo de um mandatário máximo. O fato foi noticiário da imprensa internacional como mais uma "crise política" que se instalou no Brasil. O País continua sendo motivo de piada e de chacota do mundo.  

O tão comendado nas redes sociais, a volta do ex-presidente Lula, via eleição direta para presidência da República, numa eventual renúncia ou afastamento do Michel Temer ganhou espaço. Os apoiadores do Lula, foram às ruas exigir o "Fora Temer", com proposital intensão de criar situação de instabilidade política. Com o movimento, as esquerdas querem promover a Emenda Constitucional que possibilite eleição direta para presidente da República no caso de vacância na segunda metade do mandato.  

Quero afirmar que não há clima e nem votos para votar Emenda Constitucional "casuística" moldada para atender os interesses dos apoiadores do Lula.  Uma Emenda Constitucional seria necessário 308 votos na Câmara dos Deputados e 54 votos no Senado Federal. As esquerdas comandada pelo PT, PCdoB, PSB e partidos de aluguel não possuem nem a metade dos votos necessários para aprovar a pretendida Emenda Constitucional. 

Por outro lado, há intensa negociação, nos bastidores da atual bancadas da "situação", em preparativo à sucessão da presidência, via indireta, dentre os membros do Congresso Nacional. Michel Temer será afastado por vontade própria ou pela cassação da chapa Dilma/ Temer. O Congresso Nacional se prepara para o "day after".

Qualquer nome que venha a ser aprovado pelo Congresso Nacional, por via indireta, vai dar continuidade às reformas estruturantes já em andamento. Não haverá descontinuidade no processo de reformas estruturantes. Pelo contrário do que possa imaginar, um novo nome de consenso do Congresso Nacional trará uma nova perspectiva de retomada dos investimentos diretos por parte dos investidores institucionais nacionais e internacionais. 

Posso afirmar que, sem Temer, o Brasil retomará um novo ciclo de crescimento econômico sustentável. 

Ossami Sakamori