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sábado, 17 de junho de 2017

Rombo do BNDES é de R$ 184 bilhões!

Crédito da imagem: Globo

Denúncia feito pelo senador Álvaro Dias, PV/PR, na tribuna do Senado Federal, mostra que os subsídios concedidos por taxa de juros "amigáveis" deixaram para o contribuinte um "rombo" de R$ 184 bilhões. O número é a diferença que o Tesouro Nacional teve que buscar no mercado pagando taxa de juros Selic e emprestando aos "amigos do Planalto" à taxa de juros subsidiados. É uma pena que os parlamentares tenham acordado muito tarde para tentar realizar a CPI do BNDES. 

Este blog fez matéria chamando atenção para o risco do sistema BNDES é de R$ 974 bilhões em 20/02/205, portanto há mais de dois anos. Apenas para não confundirem o "risco" com o "rombo", vamos lembrar que o "rombo" é prejuízo e o "risco" é potencial prejuízo. De qualquer forma, o assunto não é novidade para este blog. Muitas outras denúncias pertinentes à matéria estão disponíveis neste blog. Mediante palavra chave "BNDES", vocês encontrarão outras matérias que deram origem ao "rombo" anunciado pelo senador Álvaro Dias. 

No dia 3 de maio de 2015, há pouco mais de dois anos, escrevi Lula é um vagabundo!, ocasião em que recebi muitas críticas pela matéria, mas também muitos comentários favoráveis. À época, o PT mandava no governo, a ex-presidente Dilma tinha sido empossada para novo período de governo havia pouco mais de 4 meses. Tive que correr o risco de "retaliações" e "ameaças". Mas, fiz a minha parte. 

Embora a denúncia do senador Álvaro Dias, tenha vindo com dois anos de atraso, num ambiente completamente favorável para fazê-la, pois o governo PT não mais está no poder, mas é sempre oportuno relembrar as "maracutaias" praticadas pela organização criminosa que tomou conta do Palácio do Planalto. Os empréstimos do BNDES para o grupo JBS, também, já foram matérias deste blog, também há 3 anos.  Vamos lembrar, também, que o governo Temer afastou a competente Maria Silvia Bastos da presidência do Banco, por não acatar as ordens vindo do Palácio do Planalto. Boa coisa não deve ter vindo do Planalto. 

Tem um ditado que diz: "Depois do leão morto, muitos se apresentam como caçador". Não é o caso do senador Álvaro Dias, de quem me considero amigo, mas de muitos jornalistas e articulistas oportunistas que ocupam posições na grande imprensa. 

Rombo do BNDES é de R$ 184 bilhões!

Ossami Sakamori


sexta-feira, 16 de junho de 2017

Temer se acha o rei da cocada preta!

Crédito da imagem: Estadão

A cada dia que passa, a permanência do Michel Temer frente à presidência fica insustentável. No último dia 30 de maio, escrevi uma carta para presidente Temer sugerindo que ele renunciasse ao cargo máximo da República. Michel Temer ao que parece ser, é uma pessoa com soberba, característica nata de quase todos que ocuparam o mesmo cargo no Palácio do Planalto. 

No "popular", diz-se que a pessoa foi picada por "mosca azul", se referindo ao "sangue azul" dos reis que governavam muitos povos, com a "soberba" característica dos governantes da "idade média". O presidente Michel Temer se comporta como tal fosse, um verdadeiro "rei". Melhor dizendo, no "popular", o rei da "cocada preta". 

Presidente Temer não tem, "nem", o privilégio de dizer que foi eleito por 54 milhões de eleitores, tal como se defendia a sua antecessora Dilma Rousseff, na véspera da sua cassação de mandato. Sim. O Michel Temer foi eleito ao cargo de vice na chapa da Dilma, com o número 13 do PT. Nem sequer foi eleito como o número do seu partido, 15 do PMDB. Michel Temer foi eleito para substituto "eventual" na vacância do cargo de presidente. 

Michel Temer é um "vice-rei" que não deu certo. Atrás do episódio do "grampo" feito pelo amigo e empresário estelionatário do ramo de carne, estão vindo à tona várias denúncias de "condutas nada ilibadas" para quem ocupa o cargo de substituto natural para o cargo de "rei ou rainha" da "cocada preta". As denúncias vão desde a utilização de aeronaves dos amigos investigados pela "ladroagem" dos cofres públicos. A denúncia mais recente, comprovada pela Polícia Federal, foi a reforma da casa da sua filha com o dinheiro de "propina", "achacado" do seu amigo e estelionatário do ramo de carnes. 

Com tanto "benesse", "mordomia" e "dinheiro duvidoso", o presidente Temer não quer "entregar o osso", como dizem no ditado popular. Com a estrutura de apoio que a Constituição lhe garante, o presidente Temer faz sua defesa utilizando-se do púlpito do Palácio do Planalto. Libera o "dinheiro público", o nosso, como se favor pessoal fosse. Seu gesto teatral lembra os bonecos de marionete, as duas mãos para esquerda e para direita e assim vai "enganando" o povo brasileiro como se "bobos da corte" fossem.

Michel Temer se autodenomina o "salvador da pátria" tal qual os antecessores Lula da Silva e Dilma Rousseff fizeram, utilizando-se da estrutura e do dinheiro nosso, o do contribuinte.  Não dei procuração para Temer falar em meu nome, porque não votei no 13. Nem o povo brasileiro, não votou na pessoa do Temer. O povo votou sim, na chapa da presidente cassada Dilma. Nem esses que votaram indiretamente no Temer, não o querem mais no cargo que ocupa. 

Michel Temer, em querendo, poderá abdicar-se do cargo que ocupa, sem ser eleito diretamente para tal, para abrir caminho da sucessão conforme prevê a Carta Magna da República, sem traumas. Sugiro que ele o faça quanto antes possível, porque o povo não aguenta ter mais um "espertalhão" à frente do cargo máximo da República por muito tempo. 

Temer se acha o rei da "cocada preta"!

Ossami Sakamori
@SakaSakamori

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Joesley Batista é herói ou bandido?

Crédito de imagem: Estadão

Joesley Batista é fotografia da impunidade no Brasil. Ele está no País para depoimento em mais um processo que corre na Justiça Federal de Brasília, com pose de empresário bem sucedido. Seja como for, ele está com imunidade concedida pelo STF, quando da delação premiada que foi divulgada amplamente pela grande imprensa. A foto divulgada pelo Estadão de hoje, mostra a forma "arrogante" que ele encara o Poder Judiciário brasileiro. 

Joesley Batista é mais um empresário estelionatário, igual a um outro Batista, o Eike. O menino Eike já figurou na lista dos mais ricos do mundo da Revista Forbes. O menino Joesley é um outro US$ bilionário que consta da mesma revista. As semelhanças não param aí. Ambos são empresários estelionatários que cresceram à sombra do Partido dos Trabalhadores, especificamente do Lula da Silva. Dizia à época que o ex-presidente Lula iria criar os "players" brasileiros no mercado internacional. Só não disse se iria ser os "players" no ramo de bandidagem. 

A empresa JBS era conhecido no mercado financeiro como empresa em grande dificuldade econômica e financeira, antes do Lula. Antes dos benesses concedidos pelo BNDES, sob influência do Lula da Silva e da sua sucessora Dilma Rousseff, até o engraxate do BMFBovespa sabia que o destino da JBS caminhava para a recuperação judicial. Bastou o menino Jesley cruzar o caminho do Lula da Silva, o grupo econômico J&F da qual faz parte o JBS, recebeu aportes do BNDES a juros subsidiados de 1% a 3,5%, fixos, sem nenhuma correção.  Assim, até eu ficaria milionário!

O atual ministro da Fazenda Henrique Meirelles, à época, presidente do Banco Central e fiador da política econômica do governo Lula no mercado financeiro internacional. Junto com o Luciano Coutinho, presidente do BNDES, foram responsáveis pela concessões destes créditos, altamente susbsidiados. Uma empresa de consultoria ligado ao presidente do Banco preparava os projetos que viriam ser beneficiados pelo BNDES. Com costas quentes, Lula da Silva na presidência da República e Henrique Meirelles na presidência do Banco Central o grupo empresarial J&F exponencialmente. 

O ex-presidente do Banco Central do governo Lula da Silva e atual ministro da Fazenda do governo Michel Temer, o Henrique Meirelles e a família Batista são de Goiânia. A proximidade do menino Joesley e Henrique Meirelles são de longa data. Passa batido na grande imprensa, ou ela tem medo de tocar no assunto, o Meirelles foi o principal executivo do grupo econômico J&F dos Batistas. De certa forma, isto é um fator que teve influência na ascensão repentina do Joesley Batista como empresário "player".

Este blog, fez infindáveis matérias envolvendo as operações não tão republicanas do grupo econômico comandada pelo empresário estelionatário Joesley Batista. Em querendo acessar às matérias sobre o JBS, basta colocar a palavra chave no espaço de "Procura" deste blog e clicá-lo. Para este que escreve, os recentes episódios revelados, deveriam ter vindo à tona há mais de 3 anos, época que foram publicadas as matérias pertinentes às maracutaias do menino estelionatário Joesley Batista.

A foto do topo apenas mostra a forma arrogante do estelionatário criado pelos governos Lula e Dilma e com sobrevivência no governo Temer.  Mais dia, menos dia, o empresário estelionatário Joesley Batista tomará o mesmo caminho do Eike Batista que saiu da lista do Forbes para entrar na lista da Interpol. Se isto não acontecer, denota-se que o Judiciário brasileiro está tão metido no lamaçal quanto o Poder Executivo. 

Vamos ficar atentos à delação premiada do estelionatário Joesley Batista, para que não haja contaminações nos processos que correm na Justiça Federal. A grande imprensa o trata como um herói. Sem leniência, o verdadeiro lugar endereço do estelionatário deveria ser o Complexo Penitenciário da Papuda. 

Joesley Batista é herói ou bandido?

Ossami Sakamori
@SakaSakamori


terça-feira, 13 de junho de 2017

Aécio e Temer saíram abraçados, ontem!

Crédito da imagem: Folha

Os tucanos reuniram-se ontem, segunda-feria, para tomar decisão sobre eventual desembarque do governo Temer. A imprensa jocosamente falou sobre os tucanos anciões e os tucanos cabeça preta, com referência aos tucanos de plumagem mais antiga e os tucanos da ala mais jovem do partido. Segundo a grande imprensa, os tucanos de cabeça preta tentaram movimento de "desembarque" do governo Temer, mas foram vencidos pelos votos dos tucanos anciões.  Afinal ficou como entrou na reunião, o PSDB continua na base de apoio do governo Temer, apesar de desgaste político.

A imprensa deu destaque ao discurso oficial de continuidade ao apoio às reformas estruturantes e invocando de certa forma a "governabilidade" do governo Temer. Nada disso é verdadeiro. Isto é para inglês ver ou melhor para os otários verem. 

Os tucanos tem projeto para 2018, de lançar candidato à presidência da República pela sigla, em dobradinha com o PMDB, a quem caberia indicação do cargo de vice-presidente. Os tucanos não querem, com vista ao projeto nacional para o próximo ano, criar pontos de atrito com o maior partido no Congresso Nacional, hoje. Isto é o pano de fundo, o principal objetivo dos tucanos em permanecer na base de apoio do governo Temer.  

No entanto, o verdadeiro objetivo, neste momento é um "toma lá, dá cá". Os tucanos apoiariam o presidente Temer que está prestes a ser "indiciado" pela Justiça com fortes indícios da prática de crimes comuns revelados pelo "grampo" do empresário estelionatário Joesley Batista. Em troca o partido do presidente Temer, o PMDB, votaria contra a cassação do senador Aécio Neves no Conselho de Ética do Senado. Um casamento perfeito, uma troca-troca perfeita, uma estratégia para "salvar" ambos "caciques" dos dois maiores bancadas no Congresso Nacional. 

O combinado é que o PSDB vai fazer "corpo mole" sobre a decisão contrária à cassação da chapa Dilma/ Temer no TSE e garantir votos contrários à autorização ao indiciamento do Michel Temer na Câmara dos Deputados, 172, referente ao processo do "grampo". Por outro lado, o PMDB garantiria ao Aécio Neves, ainda presidente da Executiva Nacional do PSDB, para sair-se ileso da cassação de mandato do Aécio Neves.  É um verdadeiro "toma lá, dá cá". 

Comemorando o "dia dos namorados", de ontem, o PSDB do Aécio e PMDB do Temer saíram "se amando", até o próximo episódio.

Ossami Sakamori

domingo, 11 de junho de 2017

Juntos, somos a força da mudança!

Crédito de imagem: Estadão

Na matéria anterior, tratei sobre a vitória do Michel Temer no Tribunal Superior Eleitoral referente ao processo de cassação da chapa Dilma/ Temer como vitória do Pirro. A expressão recebeu o nome do rei Pirro do Épiro, na Batalha de Heracleia, em 280 a.C. de seu exército ter sofrido perdas irreparáveis ao impor derrota aos romanos. Foi exatamente o que aconteceu com o presidente Michel Temer ao impor derrota ao PSDB e aliados nas eleições de 2014, em que ele figurou como vice na chapa vencedora, a da Dilma Rousseff do PT.

Para quem assistiu o julgamento do processo, em tempo real, pela TV Justiça, viu com os próprios olhos, o total desconforto dos que votaram contra cassação da chapa, apesar de robustas argumentações do ministro relator. O próprio ministro presidente do TSE afirmara que estaria dando voto à favor da absolvição com forte componente político. Ele, o ministro Gilmar Mendes, afirmou que o julgamento de um presidente da República teria que ser diferente do julgamento de qualquer governador ou prefeito municipal. O fato é que o julgamento expôs a "inutilidade" do TSE para resolver questões eleitorais. Imagine este mesmo TSE supervisionando a lisura das eleições futuras!

Deixando de lado a questão da vitória do Temer no TSE, o presidente encontra-se numa situação de "saia justa", resultado dos episódios decorrentes ao "grampo" feito pelo empresário estelionatário Jeosley Batista, nos porões do Palácio Jaburu.  O episódio em si, aparentemente, parecia não ter nenhum desdobramento político, mas parece ser apenas o início de uma série de revelações sobre os comportamentos nada republicanos do presidente Michel Temer, incluindo nos ilícitos a suspeita do recebimento de "propinas" e da existência de contas não declaradas no exterior. 

O empresariado brasileiro do setor produtivo estava começando a se animar com a situação econômica do País resultado do crescimento do PIB positivo no primeiro trimestre deste ano. O próprio presidente Temer e seu ministro da Fazenda anunciava que a tendência da economia do País tinha revertido para o crescimento econômico. Com que de rotina, eu afirmei que a trajetória da economia poder-se-ia definir com indicadores positivos apenas após confirmação em dois trimestres consecutivos, contrariando os melhores analistas econômicos do País. 

Infelizmente, com a precária situação política do presidente Temer, as reformas estruturantes propostas por ele, que estava a animar o empresariado produtivo, estão sendo jogados para o segundo semestre. Estou a falar das reforma da previdência e reforma tributária.  As reformas estruturantes estavam sendo conseguidos à custa de imposição de um severo quadro da economia que vai de 14 milhões de desempregados a 60 milhões de inadimplentes no sistema de crédito. Os números em si, são maiores do que a maioria dos países do mundo. 

Com remota possibilidade de afastamento Michel Temer, apesar deste com sérios problemas na área criminal e na sua postura ética nada recomendável e por total falta de estímulo ao ânimo do setor empresarial para que os últimos deem o reinício aos investimentos produtivos, o Brasil entra, novamente, na posição de "esperar pelo futuro".  O Brasil tornou-se o "eterno" país do futuro. O povo já cansou de esperar!

Para reverter a esta situação de letargia, só tem uma maneira, o povo deve sair às ruas e exigir providências para que o País volte a exibir crescimento sustentável. O Brasil tem tantos ingredientes positivos que "qualquer" presidente da República com capacidade mediana, com probidade, coloca o país na rota do desenvolvimento sustentável. Nada de procurar o "salvador da pátria"!

Juntos, somos a força da mudança!

Ossami Sakamori


sábado, 10 de junho de 2017

A vitória do Temer é vitória do Pirro!

Crédito da imagem: Folha

Ontem, 9 de junho de 2017, o Tribunal Superior Eleitoral - TSE, absolveu a chapa Dilma /Temer num processo de cassação movido pela coligação encabeçada pelo PSDB, referente ao resultado da eleição presidencial de 2014, vencida pela coligação que levou Dilma Rousseff para presidente da República e Michel Temer para vice-presidente. 

Não sou operador de leis, pelo contrário, sou completamente leigo, tanto quanto maior parte dos 205 milhões de brasileiros.  Não vou comentar sobre a legalidade do resultado da votação que ocorreu ontem. Isto fica para os juristas e articulistas da área jurídica. Só sei que Dilma Rousseff poderá se candidatar a qualquer cargo eletivo e o Michel Temer continuará na presidência da República até dia 31 de dezembro do próximo ano. 

Na visão de leigo com eu que assistiu as sessões nos três dias de julgamento, deu para perceber a consistente relatoria do ministro Herman Benjamin, que cabalmente demonstrou o abuso de poder político e econômico da chapa vencedora nas eleições de 2014, objeto da denúncia. No entanto, o pleno do TSE é composto por 7 ministros que por voto majoritário decidem sobre temas mais importantes sobre as eleições no País. 

Ficou também evidente, a dificuldade técnica-jurídica de ministros que votaram pela absolvição da chapa Dilma/ Temer, em fazer defesa da tese da absolvição. Os três ministros que votaram a favor foram nomeados pelo governo PT. Um destes ministros, por coincidência, tinha sido advogado da mesma chapa nas eleições de 2010, mas não declinou em participar da votação. 

Já era esperado o voto favorável do ministro presidente do TSE, Gilmar Mendes, pela absolvição da chapa, pelas declarações na imprensa pela defesa da chapa, numa demonstração clara de "decisão política", de interesse. Quando o próprio ministro presidente "reabriu" o processo de cassação da chapa Dilma/ Temer, o requerente Aécio Neves estava "em alta" e era "amigo" do senador.  Claro que, com a Polícia Federal no encalço do seu "ex-amigo" Aécio Neves, rapidamente bandeou-se para a posição contrária. A sessão de julgamento apenas serviu para expor a prevalência do "toma lá, dá cá", num espetáculo deprimente e de vergonha para os ministros dissidentes. 

Perdeu a instituição Tribunal Superior Eleitoral. Perdeu a credibilidade sobre a lisura de qualquer eleição no País. Perdeu o Brasil, novamente. Prevaleceu, mais uma vez, a força da facção criminosa que tomou conta do Palácio do Planalto. Mais uma vez, o Brasil deverá estar estampado nas manchetes das mídias internacionais. 

Ganhou a pessoa física do Michel Temer, que continuará no comando na nação brasileira até o dia 31 de dezembro de 2018. A vitória do presidente Temer é vitória do Pirro. Com tantos soldados mortos para prevalecer a sua vontade, tal qual fizeram os piores pseudos líderes que deixaram "marcas" profundas na história contemporânea do mundo. O povo brasileiro não tem nada a comemorar.

Sem o apoio político, com proximidade das eleições gerais de 2018, o presidente solitário (politicamente) Michel Temer, ficará cada vez mais isolado. As reformas estruturantes prometidas, a da previdência social e a tributária ficarão para dia do são nunca ou virão "tão desidratadas" que não causarão nenhum impacto nos Orçamentos Fiscais dos próximos anos. Só mesmo, a reforma trabalhista, em tramitação no Senado Federal, deverá ir para sansão presidencial até o final do mês. 

Já podemos prever que, se depender do presidente Temer, o Brasil continuará "sangrando" até a eleição do próximo presidente da República em outubro do próximo ano. Espero que não aparece mais um "salvador da pátria". 

A vitória do Temer vitória do Pirro!

Macroeconomia no meu outro blog : Brasil liberal já!

Ossami Sakamori

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Meirelles poderá ser o novo presidente da República.

Crédito da imagem: Globo

É quase certo que o presidente Temer se livre da perda do mandato, via processo de cassação da chapa Dilma/ Temer, em julgamento no TSE. O processo deverá encerrar amanhã, com votação pelos 7 juízes que compõe o pleno do Tribunal Superior Eleitoral. Não é necessário ser especialista em matéria para chegar a conclusão de que a chapa deverá ser absolvida por 4 x 3, o processo impetrado pelo PSDB no final de 2014 contra a chapa Dilma/ Temer. 

Por outro lado, avança no STF uma eventual instauração de processo criminal contra o presidente Michel Temer, decorrente do "grampo" do empresário estelionatário Joesley Batista feito "clandestinamente", nos porões do Palácio do Jaburu. O conteúdo, nunca negado pelo Michel Temer, não é nada republicano. O diálogo passa pela continuidade de assistência financeira ao seu ex-aliado Eduardo Cunha à concordância na obstrução de justiça com compra de magistrados e procurador da República pelo empresário estelionatário. 

Se o Brasil fosse um país sério, somente a anuência à obstrução da justiça feito pelo empresário estelionatário e nunca tomado providência seria o motivo suficiente para o processo de impeachment de um presidente da República. Não, infelizmente, somos a republiqueta de quinta categoria. O País deve "sangrar" até que o presidente Michel Temer resolva deixar o cargo máximo da República por vontade própria. 

Nos próximos dias ou talvez meses, o Brasil deverá viver momentos de "picos" da crise econômica e social que assola o país há mais de dois anos.  Chegará momento em que a pressão popular será tão intensa e a perda de apoio do presidente no Congresso Nacional, deverá levar a um "acordão" para Michel Temer renunciar ao cargo máximo da República. 

O acordão, ao contrário de que afirmei há duas semanas neste blog: Tasso Jereissati será novo presidente da República, deverá passar por um outro nome para o mandato tampão. Faltando apenas um ano e meio para o término do mandato, torna-se imperativo, no mínimo a continuidade da política econômica comandada atualmente pelo ministro da Fazenda Henrique Meirelles. É possível que neste "acordão", o nome do presidente "tampão" seja o do próprio Henrique Meirelles. A afirmação é minha e não veio de nenhuma fonte. 

Vamos deixar claro que o meu ponto de vista sobre a possível ascensão do nome do Henrique Meirelles nada tem a ver com a minha adesão à atual matriz econômica defendida pelo ministro da Fazenda. A atual política econômica e monetária privilegia o capital especulativo em detrimento ao capital de investimento direto do setor produtivo. Feito esta ressalva, na atual situação, Meirelles poderá ser um dos poucos nomes, no momento, que poderá levar avante as reformas estruturantes necessárias ao País, em andamento no Congresso Nacional. 

Meirelles poderá ser o novo presidente da República.

Ossami Sakamori

terça-feira, 6 de junho de 2017

Quero meu Brasil de volta!



Fico muito triste com o que está acontecendo com o meu País, sobretudo nas últimas semanas.  O Palácio do Planalto, de onde o povo espera que saiam as medidas que apontem saída para a pior crise econômica dos últimos 100 anos, o que se vê é um presidente da República transformá-lo numa verdadeira "casamata", ou num verdadeiro "bunker", para defender-se dos supostos crimes cometidos no exercício do poder. 

Não me lembro de, como eleitor que não elegeu a chapa Dilma/ Temer, ter dado "procuração em causa própria" para defender interesses pessoais, seja de foro pessoal ou para atender interesses do seu grupo político. Não me lembro que a Constituição da República tenha dado autorização para um presidente da República utilizar-se do Palácio do Planalto para praticar o mais vis do crime de ladroagem dos cofres públicos.

Nas últimas duas semanas, o que se vê é um presidente da República transformar a estrutura do Poder Executivo para a defesa dos seus interesses privados. Após o episódio do "grampo" efetuado pelo empresário estelionatário do ramo de carnes, o presidente da República nomeia para o Ministério da Justiça um amigo pessoal para cuidar da defesa dos seus crimes comuns, o de recebimento de propinas, praticados no exercício dos cargos que ocupou.  

O presidente da República, utiliza-se de avião presidencial com todos os custos pagos pelo contribuinte, para deslocar-se para manter reunião com o seu advogado e conselheiro em São Paulo. Nada, nada, são R$ 250 mil de despesa de deslocamento do avião presidencial e de equipe de segurança. É pouco dinheiro, diante dos R$ bilhões subtraídos dos cofres públicos por si e pela sua antecessora, a quem deve o cargo de presidente da República. 


Tanto quanto a presidente anterior, a Dilma Rousseff, o atual presidente Michel Temer, se acha o dono do cargo de presidente da República. Vamos lembar que o cargo de presidência da República pertence ao povo brasileiro. Os presidentes em exercício estão no poder para prestar serviços à nação e ao povo brasileiro. Os presidentes da República não são eleitos para defender os interesses próprios. Só é assim, nas ditaduras de republiquetas. 

Como tantos ditadores de republiqueta de quinta categoria, o presidente da República Michel Temer se comporta como tal, com toda soberba e auto aclamação das suas qualidades pessoais. Como ditadores das republiquetas, o presidente Michel Temer afirma que "não sai do cargo", como que de seu direito fosse a permanência no cargo a qualquer custo. 

Nada de solução simplista como intervenção militar como querem alguns desavisados, que querem terceirizar a transição do governo. As instituições da República, embora fracas, estão em pleno funcionamento. Dá trabalha, dá! Não tem solução simples para uma situação complexa. Vamos enfrentá-la de frente, com coragem. 

Vamos torcer que as Instituições da República funcionem para colocar o presidente Michel Temer fora do cargo da presidência da República, o quanto antes possível.  O povo brasileiro não aguenta mais esta situação de permanente crise política e econômica. Que o Congresso Nacional e o Poder Judiciário cumpram os seus deveres previstos na Constituição da República.  É o mínimo que o povo brasileiro espera deles. Eu, também. 

Quero meu Brasil de volta!

Ossami Sakamori



segunda-feira, 5 de junho de 2017

Brasil está à deriva!


O Brasil vive em permanente crise política/ econômica por egoísmo e soberba dos homens e mulheres que ocupam e ocuparam os poderes da República. Não só presidente da República, mas os homens públicos escondidos como fantasmas nos escaninhos dos três poderes, sobretudo no Planalto Central. O povo é o maior prejudicado pela inércia imposta por sucessivas crises políticas, decorrentes de crimes comuns de ladroagem dos cofres públicos pelos agentes públicos. 

Nos dois últimos dias da semana, a que passou, o presidente da República Michel Temer deslocou-se para cidade de São Paulo, utilizando-se do avião presidencial para tentar garantir a sua permanência na presidência da República.  Na sexta-feira, foi para tentar manter o PSDB na base aliada do governo no Congresso Nacional. No sábado, foi para uma reunião privada com o advogado e amigo Antonio Mariz, para tratar, suponho, sobre a defesa do processo que foi aberto contra ele no STF, pelo suposto crime comum, nada compatível com o cargo de presidente da República.

Amanhã, dia 6 de junho, deverá dar início ao julgamento da cassação da chapa Dilma/ Temer, pelo TSE. Sabe-se que o desdobramento do julgamento é imprevisível. O ministro Torquato da Justiça, segundo a grande imprensa, foi destacado pelo presidente Michel Temer, para tentar "melar" o julgamento ou na pior das hipóteses postergar a decisão para o dia do "são nunca".

O governo Temer está sem apoio para continuar com a votação da Reforma Previdenciária, que necessita de maioria absoluta dos parlamentares por se tratar de Emenda Constitucional. Será necessário 308 votos na Câmara dos Deputados e 54 votos no Senado Federal. A grande imprensa já levantou que o presidente Temer só dispõe de, no máximo, 280 votos dos deputados. O número de votos foram levantado antes do efeito "Rocha Loures" e a ameaça da saída do PSDB da base de sustentação do governo Temer. A situação vai piorar ainda mais, com a proximidade das eleições do ano que vem. 

Diante da situação, as agências de classificação de riscos, estão com a caneta na mão para rebaixar as notas. O rebaixamento das notas de classificação de riscos, vai influir diretamente na condução da política monetária. A primeira consequência é que a taxa básica de juros Selic vai tomar trajetória de rebaixamento mais cautelosa. A segunda consequência é que os investidores diretos produtivos vão postergar as suas decisões sobre investimentos até que tenha previsão de horizonte político mais cristalino. 

Quem paga o pato é o povo brasileiro que vai ter de esperar desanuviar o horizonte político para ver a queda de índice de desemprego, que tanto sacrifício tem trazido nesses últimos dois anos e meio. E assim permanecerá, até que o presidente Temer defina o seu futuro político por vontade própria ou através de processo penoso  de decisão por vias institucionais.

País está como navio sem capitão ou com capitão com série enfermidade, incapaz de tomar decisões. 

Brasil está à deriva!

Ossami Sakamori




domingo, 4 de junho de 2017

Twitter censura conteúdo do usuário.


Infelizmente, a censura voltou ao Brasil. A rede social acima nominada, bloqueou as contas deste que escreve, alegando conteúdo inadequado à rede social. A censura começou quando, coincidentemente, comecei criticar o governo Temer. Como não me foi indicado razões objetivas, foi a única explicação plausível que encontrei para os bloqueios dos perfis de quem aqui subscreve. 

Os comentários que fazia na rede social Twitter, através de perfis @SakaSakamori e outros deste mesmo, que nada mais do que a repetição do conteúdo deste blog, que mantenho desde 15 de fevereiro de 2012.  O primeiro perfil era seguido por mais de 184 mil seguidores. 

Não vou me alongar sobre o tema, mas a última censura de conteúdo que sofremos foi no Regime Militar de 1964. Confio no mantenedor deste espaço, cedido pela organização empresarial Google, que não venha bloquear o meu acesso por mesmo motivo. Fica, no entanto, o registro para pobre história brasileira, infelizmente. 

A liberdade de expressão acabou no Brasil!

Ossami Sakamori